sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Ingo Hoffman, GP Brasil de 1977

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1980

Algumas corridas são especiais não só pelo que nelas acontece, esta em especial era pelo momento que eu passava, o interesse muitas vezes não é só aquele momento de pista mas o que ansiosamente se aguarda, como veremos a seguir.

Em janeiro de 1980...

27 de Janeiro de 1980, a primeira vez de ver Fórmula 1 não estando no retão.

O setor escolhido foi o A, onde pelo menos via-se a largada e bastante da pista, hoje com a construção do Padock, Torre de cronometragem, vê-se apenas a largada.

No dia 26, preparativos, informes, troca de telefones, motivo da apreensão o nascimento de meu primeiro filho.

A indecisão, vou ou não? Um desavisado pode perguntar por que não levou o celular? Em 1980?

No dia anterior aluguel de uma garagem em uma casa que dava para sair de Interlagos em direção a ponte do Socorro e não pela av. Interlagos, que ao contrario dos dias de hoje permanecia com suas mãos de direção inalterada. Ah, previamente paga!

No dia da corrida, pela manhã, checagem dos detalhes finais, se com a esposa e o futuro filhote estava tudo bem, com meu pai se ele de fato tinha o telefone da rádio Bandeirantes e o local onde estaria, em frente ao portão 3, hoje setor A, bem em frente ou abaixo de uma Paineira (esta até hoje permanece por lá) e o mais importante um radinho de pilha! O local foi previamente escolhido por haver uma caixa de som que transmitia a corrida.

No final, a corrida mais importante foi a que menos curti. A classificação final foi: Renee Arnoux, Renault; 2º Elio de Angelis, Lotus; 3º Alan Jones, Willians. Tivemos na corrida de 80 a primeira comida em público de um primeiro piloto sobre a ultrapassagem de um segundo sobre ele, na Fittipaldi a estréia de Keke Rosberg, que seria campeão do mundo em 82 pela Willians e na corrida por ter ultrapassado seu “chefe” tomou uma comida homérica em público.

Sai de Interlagos, chego em casa e o filhote só nasceu dois dias depois, acabou esperando o pai ver a sua corridinha e provavelmente, ou melhor, com certeza, acabou sendo contaminado pelo vírus da velocidade, ele é ninguém mais que o Augusto Roque, companheiro das madrugadas em dias de corrida e treinos, de emoções, de pizzas geladas com coca cola. Passou por Piquet (o pai!), Moreno, Senna, Rubinho, Massa e mais um monte de botas.

Que em 2010, fora as palhaçadas da FIA, do Tiririca, do molusco...
Que tenhamos na pista tanta emoção quanto tive neste ano.

(To, um beijão de seu pai),

Dr. Roque

Resultado final

1 - Rene Arnoux - Renault
2 - Elio de Angelis - Lotus-Cosworth
3 - Alan Jones - Williams-Cosworth
4 - Didier Pironi - Ligier-Cosworth
5 - Alain Prost - McLaren-Cosworth
6 - Riccardo Patrese - Arrows-Cosworth

Pole-position - Jean-Pierre Jabouille - Renault


CASCOS: LUCAS DI GRASSI

Casco que Lucas di Grassi usará no GP da Coréia.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1979

Com a reforma de 1979, o autódromo com mais visão da corrida na F-1 (70%) assistiu ao irresistível passeio da Ligier-Ford de Jacques Laffite. Um carro-asa espetacular e um magnífico Laffite que fizeram tudo em Interlagos: pole, volta mais rápida, vitória e dobradinha com Patrick Depailler.

A Ligier foi o espetáculo e Nelson Piquet, que se recuperava da luxação no tornozelo sofrida num acidente na Argentina, foi o melhor coadjuvante. Ele sabia que o pé direito, mesmo sedado, não resistiria a acelerar nos 318 quilômetros da corrida e resolveu divertir-se. Largou em 22º – antepenúltimo – com pouquíssimo combustível e foi ultrapassando todo mundo. Já na reta oposta passou Jan Lammers, Elio de Angelis, Jochen Mass e Niki Lauda. Mais dois no miolo, Patrick Tambay e John Watson, e na reta dos boxes venceu Riccardo Patrese, por fora, e Jean-Pierre Jarier, por dentro. Tudo isso em três voltas. Mas o povão ficou de pé quando Piquet chegou na Ferrari do famoso tranca-pista Clay Regazzoni. E Rega justificou a fama ao fechar a passagem do brasileiro em quatro tentativas. Piquet teimou em passar o suíço e levou um chega-pra-lá. Perdeu o nariz do Brabham e acabou desistindo da corrida na quinta volta. Mas deu seu show.

Resultado final

1 - Jacques Laffite - Ligier-Cosworth
2 - Patrick Depailler - Ligier-Cosworth
3 - Carlos Reutemann - Lotus-Cosworth
4 - Didier Pironi - Tyrrell-Cosworth
5 - Gilles Villeneuve - Ferrari
6 - Jody Scheckter - Ferrari
Pole-position - Jaques Laffite - Ligier-Cosworth




Fonte: 4 Rodas, Wikipedia, Dr. Roque, Globo

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Wilson Fittipaldi e Emerson Fittipaldi, 1975

ESPECIAL GP BRASIL: ENTENDENDO O SETOR A

O setor A é um dos mais populares setores do autódromo de Interlagos. Localizado no início da reta, dele é capaz de ver boa parte do circuito, inclusive a largada.

Para quem vai neste setor, recomenda-se dormir na fila e curtir toda a bagunça dos torcedores. As arquibancadas são de cimento e sol é amenizado pelas parcas árvores que existem por lá.

Abaixo o vídeo que mostra a vista do setor A, e lá no fundo do outro lado, o setor G (e em amarelo, a GGOO).

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1978

Duas semanas depois do início do campeonato, máquinas e pilotos chegaram a um novo país, e a um novo circuito. Se antes, eles iam para São Paulo, no circuito de Interlagos, eles iriam conhecer o Autódromo de Jacarépaguá, no Rio de Janeiro.

À chegada ao Brasil, o pelotão da Formula 1 tinha um novo inquilino: a Arrows, ausente na Argentina, apresentava o seu carro, o FA1, desenhado por Tony Southgate, para ser dirigido unicamente por Riccardo Patrese. O carro tinha sido desenhado num tempo recorde. Tão pouco tempo para desenhar um carro novo, começou a levantar suspeitas na antiga equipa deles, a Shadow. Era o começo de uma longa batalha…

Já agora, o carro só tinha um patrocínio, o da companhia Varig. Reza a história que foi assim que a equipa conseguiu transporte de graça para o seu carro para a Africa do Sul…

Entretanto, o restante pelotão tentava mostrar as suas forças em mais uma corrida disputada debaixo de calor. Uma delas tinha uma responsabilidade dupla: a Copersucar-Fittipaldi. O F5A era um carro de efeito-solo, e não tinha tido uma estreia fácil na Argentina, com Fittipaldi a chegar na nona posição. No Brasil, as coisas tinham que ser diferentes, pois estavam a jogar em casa. Nos treinos, o carro portou-se bem e levou ao sétimo lugar da grelha, um bom resultado.

Quanto ao resto, os Lotus continuavam a mostrar a sua forma, mesmo com outro piloto: Ronnie Peterson alcançava aqui a sua 12ª pole-position da sua carreira, enquanto iria ter a seu lado o McLaren de James Hunt. Na segunda fila da grelha, o americano Mário Andretti tinha a seu lado o argentino Carlos Reutmann. A terceira fila era ocupada por dois amigos: a McLaren do francês Patrick Tambay tinha a seu lado o Ferrari do canadiano Gilles Villeneuve. Só depois vinha Fittipaldi e o piloto que estava a seu lado: o australiano Alan Jones, no seu Williams. Riccardo Patrese punha o seu carro na 18ª posição da grelha, enquanto que Arturo Merzário, Eddie Cheever, Vittorio Brambilla e Divina Gálica (sim, uma mulher!) não conseguiam o bilhete para correr no Domingo…

A corrida não teve grande história. Reutmann teve uma “partida-canhão”, ultrapassando Ronnie Peterson para a liderança e não mais a largou. Fittipaldi aproveita e também salta algumas posições, lutando com os Lotus de Andretti e Peterson. Quando ele chega à segunda posição, os fãs brasileiros começaram a gritar para o Ferrari, sempre que passava pela meta: “Quebra, quebra!”. Como vêm, as relações entre “brazucas” e “porteños” são tudo menos chatas… Mais atrás, depois de Reutmann e Fittipaldi, Villeneuve e Peterson tiveram um “contacto imediato”, pondo o sueco fora da pista. O canadiano abandona mais tarde, vitima de despiste, a mesma coisa sofreu James Hunt. Enquanto isso, Niki Lauda instalava-se na terceira posição, deixando Mário Andretti num distante quarto posto. Fechando os pontos, aproveitando os despistes e as desistências na frente, acabaram por ficar Clay Regazzoni e Didier Pironi, que conseguia com o sexto lugar final, o seu primeiro ponto da sua carreira. Quanto ao Arrows de Riccardo Patrese, ficava na décima posição.

No final da corrida, Reutmann comemorava a sua primeira vitória desde 1975, e a primeira vitória de sempre da Michelin e dos pneus radiais na Formula 1. Mas a alegria maior vinha a seguir: Emerson Fittipaldi, no seu F5A, cortava a meta em segundo lugar, batendo o Brabham Niki Lauda. Nas boxes, após a corrida, a alegria que Wilson Fittipaldi transpirava dizia tudo: era o melhor resultado até então a equipa tinha conseguido. Isso parecia mostrar que o F5A era um carro potencialmente competitivo, e que as vitórias poderiam estar à esquina. Infelizmente, o tempo diria que nada disso iria acontecer…

Resultado final

1 - Carlos Reutemann - Ferrari
2 - Emerson Fittipaldi - Copersucar-Cosworth
3 - Niki Lauda - Brabhan- Alfa Romeo
4 - Mario Andretti - Lotus-Cosworth
5 - Clay Regazzoni - Shadow-Cosworth
6 - Didier Pironi - Tyrrell-Cosworth
Pole-position - Ronnie Peterson - Lotus-Cosworth





Fonte: Blog Speedcal, 4 Rodas, Dr. Roque

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

GGOO BOLÃO F1 2010 - Resultados do GP JAPÃO

RESULTADO OFICIAL DA CORRIDA:
Pole Position - VETTEL
Posição no Grid Aleatória (09º) - HULKENBERG
Volta mais rápida na corrida - WEBBER
01º colocado na corrida - VETTEL
02º colocado na corrida - WEBBER
03º colocado na corrida - ALONSO
04º colocado na corrida - BUTTON
05º colocado na corrida - HAMILTON
06º colocado na corrida - SCHUMACHER
07º colocado na corrida - KOBAYASHI
08º colocado na corrida - HEIDFELD
09º colocado na corrida - BARRICHELLO
10º colocado na corrida - BUEMI

PONTUAÇÃO NO BOLÃO:
71 pontos - RAFAEL FREITAS
66 pontos - RUI LENHARI R10 / RENNER / JOÃO FELICIANO / RICARDO
64 pontos - ELMER
61 pontos - KAKINHU
51 pontos - MARCOS / PRIMEIRA DAMA
45 pontos - DUFF / RODRIGO CABRAL
43 pontos - IGOR DPN
41 pontos - CÁSSIO
38 pontos - CAROL NICOLINI
36 pontos - RODRIGO PIOIO
35 pontos - NETO ROX
33 pontos - TIO BRUNO / RUDSON
25 pontos - A. ROQUE / MILTON
23 pontos - DR. ROQUE
18 pontos - EGIDIO SILVA
15 pontos - MATHEUS SILVA
14 pontos - ANDRÉ ROQUE
08 pontos - MARCELÃO / SANDRA
Os demais participantes não pontuaram

CLASSIFICAÇÃO GERAL:

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1977

Foi a confusão que bateu o recorde no GP do Brasil de 1977. Apenas sete carros terminaram a prova. Dos 15 restantes, só Alex Dias Ribeiro, Mario Andretti, Larry Perkins, Tom Pryce e os irmãos Jody e Ian Scheckter, que tiveram problemas mecânicos, não acabaram na sucata da Curva 3. O asfalto mal curado amoleceu e foi derrubando os mais habilidosos pilotos do mundo, somando nove carros espatifados no muro. Vittorio Brambilla, na 11ª volta, abriu o festival de batidas e rodadas que transformaram a Curva 3 num ferro-velho milionário. Clay Regazzoni, Ronnie Peterson, Jochen Mass e Patrick Depailler seguiram Brambilla. Quando chegou a vez de Jacques Laffite bater, a corrida já era cômica. Mas foi Carlos Pace quem garantiu a gargalhada final. Moco, depois de beijar a parede da famigerada curva com o Brabham-Alfa Romeo, resolveu pegar o volante da ambulância e transportar-se até o hospital dos boxes.

Resultado final

1 - Carlos Reutemann - Ferrari
2 - James Hunt - McLaren-Cosworth
3 - Niki Lauda - Ferrari
4 - Emerson Fittipaldi - Copersucar-Cosworth
5 - Gunnar Nilsson - Lotus-Cosworth
6 - Renzo Zorzi - Shadow-Cosworth

Pole-position - James Hunt - McLaren-Cosworth


Fonte: 4 Rodas

FOTO DO DIA

Os principais carros do centenário de Indianapolis

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1976

A abertura da temporada viu uma disputa bastante intensa pela pole, que ficou nas mãos de James Hunt, que venceu a briga com Lauda, Jarier, Regazzoni, Mass e Fittipaldi - que fazia sua estréia correndo com o carro da Copersucar-Fittipaldi. Outra novidade era a estréia do sistema de luzes na largada, aposentando a antiga bandeirada. Quem se deu melhor quando a luz verde se acendeu foi Regazzoni, que pulou de quarto para a liderança. Mas lá ficou apenas por nove voltas, quando foi ultrapassado por Lauda, que assumiu a ponta para não mais perdê-la. Fittipaldi não repetiu o bom desempenho dos treinos e ficou para trás na corrida, que foi marcada por muitos abandonos. Patrick Depailler e Tom Price completaram o pódio. Os outros dois brasileiros, José Carlos Pace, vencedor da corrida anterior, e Ingo Hoffmann, apenas brigaram por posições intermediárias.

Resultado final
1 - Niki Lauda - Ferrari
2 - Patrick Depailler - Tyrrell-Cosworth
3 - Tom Price - Shadow-Cosworth
4 - Hans-Joachim Stuck - March-Cosworth
5 - Jody Scheckter - Tyrrel-Cosworth
6 - Jochen Mass - McLaren-Cosworth
Pole-position - James Hunt - McLaren-Cosworth


Fonte: 4 Rodas

GGOO News - Edição 5 - Alternativa de Visualização

Depois do servidor 1 ficar ativo, o servidor 2 também recebeu a GGOO News. Para muitos, é a melhor visualização que temos.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1975

Festa em Interlagos, afinal o Emerson tinha sido bi-campeão com a McLaren no ano anterior, as perspectivas eram boas e principalmente com o Pace sua Brabham andando muito. Cuidado “apenas” com as UOP Shadows de Jarrier e Tom Price, afinal as duas corridas anteriores foram dominadas pelo “rato”.

Data 26 de Janeiro, pleno calor de alto verão, uns 30 e poucos graus... O único banho era das mangueiras dos carros de bombeiro. As acomodações eram as mesmas de colunas passadas, barracas, “iskol” e de vez em quando um sanduba de queijo.
Banheiro? As latas de “iskol”, afinal não é só bom bril que tem mil e uma utilidades, a latinha pelo menos tinha duas utilidades e por coincidência os dois conteúdos tinham cor amarela!

Local: junto ao retão, bem no meio da reta, hoje estaria na linha do murro do Berger. Depois dos treinos a ordem era Jarrier; Emerson; Reutmann; Lauda; Regazzoni e Pace em sexto. O Copersucar com Wilsinho largaria em 22º.

Domingo, dia 26, calor de aproximadamente 35º, naquele tempo não se media a temperatura da pista, a largada era aproximadamente as 14:00, no warm up da manhã já se sentia que Jarrier e sua Shadow era a fera a ser batida, melhor tempo e a sensação de estar muito a vontade na pista, era junto a Pace e Lauda os únicos que faziam as curvas 1 e 2 “flap” ou seja não tiravam o pé e entravam no retão à toda aceleração.

Na largada bobeira de Jarrier e Emerson e Reutmann aparecia liderando a corrida, isto durou umas quatro voltas, após isto só deu Jarrier, afinal quando da ultrapassagem do Jarrier pelo argentino festa no retão! Afinal qualquer desvantagem dos hermanos é muito bem vinda. Outras festas a do Pace e depois do Emerson podando o Brabham nº 7.

Tudo indicava que o pódio seria Jarrier, que a cada volta abria mais da Brabham nº 8 e do McLaren nº 1. Então na volta 30 ou 31, a UOP passa com um motor meio que falhando, mas mesmo assim quase 30 segundos a frente do Pace. Mas na volta seguinte, em frente ao retão um carro escuro encosta à direita da pista, festa igual só igual ao das vitórias de Senna ou de Massa ou parecia gol de final de copa.

Nas voltas finais, Pace, Emerson e Lauda fariam o pódio. Festa em Interlagos, afinal foi a primeira dobradinha de brasileiros e ainda mais em Interlagos e na volta final com toda a torcida e na reta oposta (retão atual) o Wilsinho passa uma Lola e chega em 13º!

Invasão de pista, pelo retão, afinal todos queriam ver a Shadow preta e alguns sortudos ainda conseguiram tirar algumas fotos “pilotando” a máquina. A volta foi só de alegria numa Bat-Kombi, afinal pareceria que teríamos não mais um campeão, mas 2. Infelizmente o outro campeão brasileiro demorou mais 7 anos, com o Piquet (pai).

Pace viria falecer dois anos depois em um acidente aéreo com outro bota nacional Marivaldo Fernandez.

Mas isto é outra história e fica para outra vez.


GGOO News - Edição 5 - Lançamento


A espera acabou, acaba de ser lançada a GGOO News 5. Depois de tanta espera, você leitor poderá se deleitar com as 72 páginas de matérias, fotos, colunas e entrevista. E para você leitor que vai a Interlagos com GGOO no GP Brasil, outra novidade. Faremos uma cópia impressa desta edição que será levada ao autódromo no dia do GP. Vamos para os destaques!

Rubens 300 - O melhor momento de Rubens Barrichello por cada equipe que passou.

Racing Festival - Nova categoria, velho problema. Super Máquinas e arquibancada vazia.

GT Brasil - Toda a cobertura direto da cabine de imprensa.

Especial GP Brasil - Conheça mais sobre este grande dia e ganhe algumas dicas

E mais!

Corra de Kart de graça! A GGOO pagará uma bateria de kart para você se divertir! Confira na revista!

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1974

Aquele 27 de janeiro de 1974 amanheceu cinzento e a meteorologia previa chuva na hora da corrida. Emerson, que estreava com o McLaren M23 no Brasil, fez a pole, mas com o mau tempo anunciado, Jacky Ickx (Lotus), o rei da chuva na época, era o favorito. O Rato largou bem, tomou a ponta com o olho no céu. A tática era abrir uma grande diferença para a eventual troca de pneus. Mas a chuva só começou na 29ª volta das 40 da corrida. O diretor da prova, o brasileiro Mario Patti, esperou mais três giros. A chuva engrossou e, como havia dois terços da prova, encerrou o GP na 32ª volta. Emerson liderava com 13 segundos à frente da Ferrari de Clay Regazzoni. Era o bi do Rato no GP do Brasil. Só Rega chiou, ironizando a coincidência de nacionalidade do vencedor e do diretor da prova. Mas nem com chuva e trovadas ele descontaria 13 segundos em oito voltas.


Resultado final
1 - Emerson Fittipaldi - McLaren-Cosworth
2 - Clay Regazzoni - Ferrari
3 - Jacky Ickx - Lotus-Cosworth
4 - Carlos Pace - Surtees-Cosworth
5 - Mike Hailwood - McLaren-Cosworth
6 - Ronnie Peterson - Lotus-Cosworth
Pole-position - Emerson Fittipaldi - McLaren-Cosworth


Fonte: 4 Rodas, Dr. Roque

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1973

A Fórmula 1 surgiu em Interlagos, em 1973 (houve uma prova em 1972 que não valia pontos, realizada apenas para homologação), quando Jackie Stewart, apareceu em frente aos boxes. Foi recebido pelo povão com um “1,2,3, Stewart é freguês”. “Sou o quê?”, perguntou o escocês. Traduziram e ele britanicamente tirou o boné preto e curvou-se, reverenciando o público. Ali Interlagos entrava oficialmente no circo de F-1, à brasileira, com herói, vilão e a vitória de Emerson Fittipaldi.

Resultado final
1 - Emerson Fittipaldi - Lotus-Cosworth
2 - Jackie Stewart - Tyrrell-Cosworth
3 - Denny Hulme - McLaren-Cosworth
4 - Arturo Merzario - Ferrari
5 - Jacky Ickx - Ferrari
6 - Clay Regazzoni - BRM

Pole-position - Ronnie Peterson, Lotus-Cosworth


ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1972

O GP do Brasil de F-1 começou a tomar forma com o sucesso inicial dos pilotos brasileiros no exterior _principalmente Emerson, Wilson Fittipaldi e José Carlos Pace.

Em 1968, Interlagos foi fechado para uma reforma que acabou durante dois anos, mas foi suficiente para homologar o circuito junto à FIA em 1970, com um torneio internacional de F-Ford. No ano seguinte, foi a vez da F-2 trazer nomes de peso para o país _tudo sob a tutela do promotor Antônio Carlos Scavone_ e preparar o terreno para a primeira visita da F-1, que marcou uma corrida extra-campeonato para o dia 30 de março de 1972, uma... Quinta-feira!

O dia do evento foi escolhido por causa de um conflito de datas com a F-2 em Thruxton, marcada para o domingo, dia 2 de abril. Como muitos pilotos disputavam os dois campeonatos simultaneamente, a data incomum foi escolhida para a prova tupiniquim.

Com um grande investimento, Scavone conseguiu garantir o transporte e estadia de pilotos, equipes e equipamentos, premiação, divulgação, combustível e segurança. Para não ter prejuízo, precisaria vender todos os ingressos, o que não foi muito difícil.

Na semana do evento, foram conhecidas as estrelas que alinhariam no grid. Entre os brasileiros, Emerson, Wilson, Pace e Luiz Pereira Bueno _que alugou um March_, estavam o argentino Carlos Reutemann, da Brabham, Ronnie Peterson, da March, Helmut Marko, da BEM, e Henri Pescarolo, da March, entre outros, em um total de 14 carros.

As decepções foram as ausências de Tyrrell (atual campeã com Jackie Stewart e François Cevert), Ferrari (com Clay Regazzoni, que queria correr a prova, Jacky Ickx e Mario Andretti), McLaren (com Denny Hulme e Peter Revson) e Matra (com Chris Amon).

Nos treinos, dois episódios curiosos envolveram Luiz Pereira Bueno. O primeiro aconteceu logo no primeiro dia: com um carro de rua, ensinou todas as manhas do traçado ao companheiro Peterson, que cravou o melhor tempo da terça-feira em 2min37s172, mais de dois segundos a frente de Reutemann.

No dia seguinte aconteceu a classificação, mas, entre eles, aconteceu o outro episódio de Bueno: entre os treinos, ele deu quatro voltas sozinho pelo antigo anel externo, estabelecendo o recorde absoluto do circuito, em 52s014, e recebendo a bandeirada simbólica de Chico Landi; depois, Emerson completou a festa ao fazer a pole em 2min32s383, ficando dois segundos à frente de Reutemann. Peterson e Wilsinho cravaram a segunda fila.

Se Scavone estava preocupado com os gastos, as 60 mil pessoas que abarrotaram as dependências de Interlagos na quinta-feira trataram de compensar o investimento. A largada teve a presença de apenas 11 carros _o BRM e Jean-Pierre Beltoise teve problemas de motor e nem largou, assim como os Surtees de Andrea de Adamich e Reine Wisell, que sequer treinaram.

Na partida, Wilsinho tomou a ponta, enquanto três carros abandonavam, entre eles do de Pace. A liderança de Wilson durou pouco, com Emerson, Reutemann e Peterson o ultrapassando no fim da terceira volta. A bordo da Lotus, Emerson disparou na frente e passou a administrar a prova, mas não contava com um imprevisto no fim.

Na 30ª volta, a suspensão traseira do carro de Emerson quebrou, fazendo o piloto rodar na subida da reta dos boxes e abandonar, deixando a vitória no colo de Reutemann. Peterson, que teve um pneu furado na prova, chegou 1min32s atrás, com Wilsinho completando o pódio.

Bueno fechou a prova em sexto, mas duas voltas atrás de Reutemann, e uma atrás de Marko, da BRM, e Dave Walker, da Lotus. Apesar de nenhum piloto brasileiro ter vencido, o GP de 1972 serviu como pedra fundamental para estabelecer o automobilismo como segundo esporte mais popular do Brasil _fato que seria reforçado no fim do ano, com o primeiro título de Emerson, e a consequente oficialização do GP do Brasil no calendário do ano seguinte.


Fonte: Dr. Roque, Tazio e Youtube.

Coluna do Stik - The beginning

Era apenas um jovem desesperado. Não conseguira atingir seus sonhos até aqueles 15 anos. Volta e meia sentava no carro do pai e brincava de piloto. Sabia que naquelas condições nunca chegaria aonde sempre quis.

Entrar naquele mundo nunca foi fácil, muitos tentaram e desistiram. Seus amigos nunca deram bola, ou melhor, deram, mas sempre o zombando. A tristeza era tão grande que o pai desse garoto foi pedir ajuda, não encontrou. Até um desconhecido aparecer na vida deles.

O tal desconhecido não tinha muito o que dar, apenas a amizade e a chave da porta. Garoto viu ali a grande chance de sua vida, então chorou, seus pais choraram. Aprendeu ali que os amigos de verdade podem estar bem longe e que nunca é tarde para procura-los, e que se não procura-los, um dia eles te acharão.

Esse é o começo de uma história. Pode ser minha, sua, ou de outra pessoa.

GGOO News - Edição 5 - Prévia

Depois de alguns dias de dificuldades aqui estamos. A GGOO News dos mesês de Agosto e Setembro vai sair! Nas outras edições costumava colocar aqui o nome de cada um que ajudou neste processo. Isso não é mais possível. O número de pessoas que ajudaram direta e indiretamente nesta edição foi o maior que já tivemos.

Não vou dizer que esta edição foi trabalhosa, que foi sofrida, como as outras. Lembro aqui uma frase que disse a um colega de faculdade quando me apresentou um projeto que ele tinha iniciado com outros colegas. Ele estava insatisfeito, pois lhe haviam dito que a 1ª versão tinha sido melhor que a 2ª. Não se preocupe com avaliações, todos a fazem de modos diferentes, se preocupe em crescer, em aprender e tornar esta edição melhor que a próxima, pois quanto mais opiniões diferenciadas sobre o seu trabalho aparecerem, isso significará que ele está sendo cada vez mais conhecido, e no final é isso que importa. Então vamos fazer com que esta versão seja melhor que a próxima.



Prévia

Daniel Macarenco - Editor Chefe

sábado, 9 de outubro de 2010

AO VIVO: FÓRMULA 1 - GP DO JAPÃO 2010 (TREINOS E CORRIDA)

GGOO CAMISETA GP BRASIL 2010

Vamos amarelar novamente o Setor G de Interlagos.
Reserve a sua, clique aqui para maiores informações.



TRANSMISSÃO ENCERRADA 
PRÓXIMO "AO VIVO" DURANTE OS TREINOS PARA O GP DA CORÉIA

GP DO JAPÃO - HORÁRIOS (ATUALIZADO)

Sex 08 Outubro 2010
Treino Livre 1 (Qui) 22:00 - 23:30
Treino Livre 2 (Sex) 02:00 - 03:30

Sáb 09 Outubro 2010
Treino Livre 3 (Sex) 23:00 - (Sáb) 00:00

Dom 10 Outubro 2010
Treino Classificatório (Sáb) 22:00 - (Sáb) 23:00
Corrida 03:00
* Horários de Brasília (GMT -03:00)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

AVISO: ESSES CARAS NÃO SÃO DA GGOO

Apesar das camisetas amarelas e de toda loucura disso tudo, informamos que estes caras do vídeo abaixo não são da GGOO, pelo menos até agora...

LEGENDE A FOTO

Torcida no GP do Japão

CASCOS (GP JAPÃO): BARRICHELLO, VETTEL E KOBAYASHI

O GP do Japão inicia a fase asiática do campeonato e alguns pilotos trouxeram cascos diferentes para essa prova. Foi o caso de Rubens Barrichello, Sebastian Vettel e Kobayashi.

A eles, então:

Kobayashi

Rubens Barrichello
Sebastian Vettel
  

ESPECIAL GP BRASIL: INTERLAGOS VELHO; INTERLAGOS NOVO

Nos dois últimos posts deste especial para o GP Brasil falamos sobre as experiências dos primeiros GP's em Interlagos, o velho em 1972 e o novo, em 1990.

Mas para vocês entenderem melhor como é (era) cada pista, buscamos auxílio de dois grandes campeões brasileiros de F-1, que falam, curva por curva, as características e desafios das respectivas pistas.

Emerson Fittipaldi explica o velho Interlagos:

E Ayrton Senna, o Interlagos novo:

Lembrando que a F-1 corre na pista atual, a mesma narrada por Ayrton Senna.

GP BRASIL 2010: GGOO CAMISETAS

ATENÇÃO, ÚLTIMO DIA!


Bem amigos da GGOO, depois de muitas emoções e expectativas, eis que chega o post mais aguardado do ano. (Engraçado... parece que já li isso em algum lugar...)

Após muitos contatos, foi aberta uma licitação e já temos o melhor preço final da nossa camiseta versão 2010, escolhida após muitas pesquisas, reuniões e deliberações acerca do projeto:

clique na imagem para visualizar em detalhes - alta resolução

A camiseta será da mesma qualidade dos anos anteriores (quem tem sabe), 100% algodão, fio 30, penteado, estampas silkadas, disponível nos tamanhos P, M, G, GG, GGG e Baby Look P, M e G.

Conseguimos negociar e incluir o valor do nome personalizado das costas no preço final, porém é opcional, quem não quiser, pede sem nome.

PREÇO: R$ 35,00 (precinho antigo, nenhum político desse ano tem proposta melhor!!!!)

(POLISHOP mode on) : adquirindo a versão 2010, você ganha inteiramente "di grátis", um nariz de palhaço, para protestar contra a PIZZADA DA FIARRARI", pra sair na Globo, em fotos dos sites esportivos, para colocar na hora do desfile dos pilotos, ou quando vc quiser. Afinal de contas, no circo da F-1, OS PALHAÇOS SOMOS NÓS!!

Encomendas serão aceitas somente até 08/10/2010 (sem prazos adicionais), única e exclusivamente através da nossa comunidade no Orkut. Aproveite!!!

Mantendo a política de qualidade da torcida GGOO, nos empenhamos muito e conseguimos manter o preço praticado desde 2007, mas para isso, temos que ter um mínimo de 50 pedidos.

"Nunca antes na história desse país", um preço ficou congelado tanto tempo assim!!

Quaisquer dúvidas, comentários, reclamações ou sugestões, entre em contato com a CAGGOO - Central de Atendimento da GGOO!!!

TEM COISAS, QUE SÓ A GGOO FAZ POR VOCÊ!!!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: DAQUI EXATAMENTE UM MÊS

07 de Outubro de 2010, 14:00h.

Falta exatamente um mês para a largada do GP Brasil de Fórmula 1 2010. São 30 dias ou 720 horas ou 43.200 minutos, conte como você preferir.

A expectativa aumenta a cada segundo!

ESPECIAL GP BRASIL: INTERLAGOS, HOJE

A corrida vai se aproximando e o autódromo de Interlagos vai ficando pronto para o GP Brasil de Fórmula 1. Com a cortesia de Dú Cardim que nos forneceu as fotos, verificamos como está Interlagos hoje, em imagens:
Saída dos Boxes - vista parcial do setor M e D

Curva do Sol - Setores E, N e H

Reta Oposta - Setor G

Curva do Lago

Segunda perna da Curva do Lago

Curva do Mergulho

Subida dos boxes - Setor T

Reta dos Boxes - Setor L e A

Reta Oposta

ESPECIAL GP BRASIL: 1990 E O NOVO INTERLAGOS

A temporada de 1990 começava sob a égide da desconfiança e, para os brasileiros, do temor de que Ayrton Senna poderia não correr esta temporada em virtude dos seus desentendimentos com Jean-Marie Balestre, por conta da polêmica decisão do campeonato de 1989.

Após a vitória em Phoenix, Senna aparecia como um dos favoritos à vitória no GP Brasil, que enfim voltava a São Paulo, em um novo Interlagos renovado (e mutilado), que ainda guardava marcas da pista antiga.

Assim, com 10 anos, seria minha primeira corrida de Fórmula 1 presencialmente, graças a ingressos conseguidos com parentes influentes na época. No sábado ficaríamos em um dos setores VIP e no domingo no setor B, em frente aos boxes e a linha de chegada.

O que eu menos queria era ficar na área vip, meu sonho era ouvir aquele som diferente, conhecer os carros e, se der falar com os pilotos. Os brasileiros eram Senna, Piquet, Gugelmim e Moreno.

Logo que chegamos à Interlagos, um susto. Um tropicão, uma queda e lá fomos nós estrear o ambulatório do autódromo. Mas nada do que um curativo não resolvesse. Logo em seguida xingamentos, palavrões e palavras de ordem, era Balestre chegando e sendo bem recebido pela torcida brasileira.

Ao chegar no local, uma visão panorâmica nos aguardava. De lá, víamos toda a bagunça do setor G, e nossos olhos acompanhavam os carros da saída do S do Senna, a nova curva do autódromo, até por quase toda a pista, excetuando-se a largada.

Os treinos livres foram repletos de rodadas no Laranjinha e no S do Senna, quem mais deu trabalho para a equipe foi justamente Ayrton Senna que deu um passei pela terra no S do Senna, gerando um trabalho extra para a equipe Mclaren, a mangueira, a água e o sabão entraram em cena atrás dos boxes da equipe inglesa.

Assim que terminou o treino livre de sábado, os convidados puderam andar pelos concorridos boxes. Admirando os carros, tentando visualizar os detalhes, me deparo com um baixinho, andando sozinho, sem que ninguém o reconhecesse, era Roberto Moreno. De posse do livrinho oficial do GP, pude conversar com ele por alguns instantes, cerca de 10 minutos, desejei boa sorte, e que (apesar de não ter passado da pré-qualificação), o final de semana e o ano fossem bons.

Peregrinando pelos boxes, era legal ver o ambiente sisudo das grandes equipes como Mclaren, Ferrari, Williams e Benneton contrastando com o ambiente alegre e pouco preocupado da Brabham, Osella e Minardi. A turma da Brabham até deixou eu ir lá perto do carro e, claro, tirar uma foto.

Voltando, paramos no boxes da Mclaren e ai, o Senna estava em reunião com Ron Dennis...queria tirar uma foto ou pegar um autógrafo, mas não quis atrapalhar o momento, mesmo com os incentivos do pessoal. Quando decidi, o horário de visitas acabara, e o sonho de falar com Senna, se desfez (até porque, naquele momento, não imaginaria o que iria acontecer dali a 4 anos).

Fui embora feliz, ciente que no dia seguinte uma vitória veria, ainda mais com a pole de Senna. A corrida que começou animada, com boas disputas e o narigudo francês (que largara em 6º) passava a todos.

No final uma decepção, ao forçar a barra para ultrapassar Nakajima no bico de pato, um toque entre os dois acontece e o bico de Senna precisa ser trocado. Sua vitória escapava pelos dedos.

Ao voltar em terceiro, Senna tentava de todas as formas se aproximar de Berger, mas não deu.

Vitória francesa no Brasil. O Rei do Rio, Alain Prost ganhava mais uma, a sua última vitória em terras brasileiras.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: CONTAGEM REGRESSIVA

E começamos a, já tradicional, contagem regressiva para o GP Brasil 2010.

Faltam 31 dias para a largada...

E você, já encomendou as camisetas? O prazo final é sexta-feira!

ESPECIAL GP BRASIL: AS CURVAS DE INTERLAGOS

Vá se acostumando com as belas curvas de Interlagos, nome por nome e sua "história":


Curva "S" do Senna - Durante a reforma que mudou completamente o traçado de Interlagos, o piloto Ayrton Senna propôs que fosse feito um S ligando a reta dos boxes à curva do sol, melhorando o traçado que estava proposto.

Curva do sol – Passou a ter esse nome pois toda vez que se entrava nela o sol atrapalhava a visão do piloto. Esta situação já não ocorre devido a mudança no sentido da curva, agora anti-horário, mas o nome foi mantido.

Curva do lago - Duas pernas, hoje em descida, tem este nome porque ao seu lado está o famoso lago de Interlagos.

Curva do laranja - Devido a dificuldade em contornar a curva por falta de visão total, os pilotos inexperientes, que nas corridas são tratados por laranjas, sempre erram a sua tangência e tiram o pé.

Curva do pinheirinho - Por haver um pinheiro na área de escape da curva, que era sempre atingido quando um piloto perdia o controle do carro e saía da pista, foi dado este nome à curva.

Curva bico de pato - Uma curva muito fechada que tem a forma de um bico de um pato.

Mergulho - Curva que antecede a junção. Esta curva além de ter uma difícil visão, apresenta queda para o lado de fora da pista. Foi exatamente nesta curva que Hamilton ganhou o campeonato de 2008, após ultrapassar (?!) Timo Glock.

Curva da junção - No antigo traçado esta curva ligava o circuito externo ao miolo da pista, atualmente é a junção da parte mista da pista com a subida dos boxes.

Café - Curva que antecede a entrada dos boxes, leva o nome devido à sua pequena angulação.

ESPECIAL GP BRASIL: 1972, O PRIMEIRO GP BRASIL

No início dos anos 70, a campanha do governo era “Este é um país que vai prá frente...” A recessão no mundo por causa do petróleo era grande (hoje temos marolinha, pré-sal...) e a gente andava de Ford Galaxie, Dodge Dart..., éramos campeões do mundo com o futebol, éramos campeões de F-Ford, Fórmula 3, tínhamos o piloto que conseguiu a 1ª vitória na F1 para o Brasil e com muito empenho do Antonio Carlos Scavone, o dinossauro da rede plin-plin (TV Paulista, canal 5), e aproveitando a influência do Emerson e da corrida no país dos “hermanos”, teríamos a 1ª prova de Fórmula 1 no Brasil.

Ah, em tempo, era o ano do Sesquicentenário da Independência!!! E no dia 31 (de março) comemorava-se 8 anos da revolução de 1964!

A prova foi disputada em uma quinta feira, dia 30 de março, com os pilotos brasileiros, Emerson (Lotus), Wilsinho (Brabham) e Luis Pereira Bueno com uma March alugada pela equipe Hollywood e José Carlos Pace com a Williams-Iso.

O público foi recorde, aproximadamente 30.000 pessoas em plena quinta feira!

Naqueles tempos, só se chegava de carro ou de ônibus, e o público se espalhava por todo o circuito, o clima era parecido com piquenique, e adivinhem: Invasão de pista para ver os carros. A novidade era que ninguém das equipes ligava muito, era só não querer pegar um suvenir diferente como uma roda, um bico...Adesivo até que podia.

Mais novidade, Luis Pereira Bueno, com a March, quebra o recorde de velocidade do anel externo de Interlagos, com 211, 963 Km/h.

Na corrida houve a liderança de Wilsinho nas primeiras voltas e depois a liderança de Emerson. Pena que a 5 voltas do fim, quebra a suspensão traseira da “negrinha” como ele chamava a Lotus 72 D, com patrocínio da JPS.

E a primeira decepção em GP’s Brasil, vitória de um argentino, Carlos Reutmann, com a Brabham.

A classificação final foi: 1º Carlos Reutmann; 2º Ronnie Peterson, 3º Wilsinho Fittipaldi; 4º Helmut Marko, 5º Dave Walker e 6º Luis Pereira Bueno.

Como a prova era extra-campeonato, não contava pontos para o mundial, seria para checar a organização, etc... E neste ponto quase que o povão coloca tudo a perder com o lançamento de copos, latinhas na pista, fora a quantidade de papel picado o que atrapalhou a vida de alguns pilotos, entre eles José Carlos Pace.

Já nesta corrida se checava quem era piloto e fazia a curva 1 e 2 flap (de pé em baixo)_ são as curvas que estão logo após a entrada do “S” do Senna, seguindo pela reta dos boxes_, faziam todo o retão, onde ficamos sofrendo hoje, curva 3... Reta oposta, curva do Sol, Sargento, Laranjinha, Ferradura, Pinheirinho...



Hoje se sente falta da curva do Sol e principalmente a Ferradura, ver os carros saindo de traseira e a correção em sobresterço dos pilotos era coisa prá gente grande, acho que a maioria dos pilotos de hoje não conseguiriam fazê-las sem este monte de equipamentos eletrônicos.

No final da corrida, o calor era de uns 30 graus, mas nada que um Guaraná Champagne da Antarctica, vendida na frente do Autódromo, não resolvesse.

E no caminho de volta, no ponto de ônibus comentários sobre o ronco dos motores, a corrida, nada diferente dos dias de hoje, os mesmos sentimentos de querer mais na próxima, na próxima, e olha que lá se vão 38 anos, provavelmente a maioria dos futuros dinossauros que fazem parte da GGOO nem havia cogitado vir ao mundo e principalmente gostar de F1...

Grande abraço, Dr. Roque.

FELIPE MASSA: "NÃO SOU O SEGUNDO BARRICHELLO"


Em entrevista ao jornal "Sport Bild", da Alemanha, Felipe Masa teria afirmado não ser um "segundo Rubens Barrichello", informa o site TAZIO.

O brasileiro, que admitiu recentemente estar fora da briga pelo título e, no GP da Alemanha, foi obrigado a abrir mão de sua primeira vitória desde o acidente na Hungria, em 2009, para Fernando Alonso. E afirmou que pode parar de correr, caso se veja como segundo piloto.

"Com certeza, não sou o segundo Rubens Barrichello da Ferrari. Se isso acontecer, eu paro de correr. Não vou para uma corrida tendo como objetivo brigar pela segunda posição", comentou o piloto brasileiro, vice-campeão da temporada 2008.

Massa ainda teria afirmado que Alonso não é melhor que seus outros parceiros _nesta lista se encontram nomes como Jacques Villeneuve, Michael Schumacher e Kimi Raikkonen, três campeões mundiais. "Ele é muito bom, definitivamente, mas não é melhor que os outros com quem já corri. Eu que não estou tão bem como de costume", admite.

"Estou com problemas nos pneus e, para meu estilo, até os pneus macios estão duros. Estou certo de que muitos outros pilotos estão enfrentando o mesmo problema. Não acho que Michael Schumacher esqueceu como é pilotar", alfineta.

Por fim, Massa diz que sua função nas quatro corridas finais de 2010 (Japão, Coreia, Brasil e Abu Dhabi) é clara: "Permanecer à frente dos outros pilotos, mas atrás de Fernando, assim posso tirar pontos dos rivais, o que, claro, é positivo para ele. É o que tentarei fazer", completou.

Atualmente, Massa ocupa a sexta posição na tabela com 128 pontos, 94 atrás do líder, Mark Webber.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

LUTO: MORRE PETER WARR

Peter Warr, former team principal of Lotus, Wolf and Fittipaldi, died yesterday of a heart attack.

Peter Warr comemora a primeira vitória de Ayrton Senna, 1985.

Before joining Lotus he served in the British army and briefly competed as a racing driver. He worked as team manager under Colin Chapman in the 1970s and later managed the design team which created the 77, an early ground effect car which raced in 1976.

At the end of the year he joined the Wolf racing team. He originally arranged to come back to Lotus three years later, but he did not return until 1981.

It fell to Warr to run the team following Chapman’s death in 1982. He arranged a supply of Renault engines for 1983 and grabbed Ayrton Senna from Toleman in 1984. Just two races into 1985, Senna scored the first win of Lotus’s post-Chapman era.

Warr left the team early in 1989 after a poor start to the year, but there would be no more wins for Lotus without him. He later worked for the FIA and the British Racing Drivers’ Club.

Bernie Ecclestone issued the following statement:

Not only have I lost a good friend who was the Team Manager for Lotus when Colin Chapman ran the company but Peter Warr, who died yesterday of a heart attack will be missed by the thousands of people that knew him.
When Peter was in Formula One he helped me to build it to what it is today.
Thank you Peter.
Bernie Ecclestone

ESPECIAL GP BRASIL: EM 2007, NÃO SABIA O QUE FAZER...

Sem saber ao certo o que fazer, sem saber ao certo no que iria dar, sem saber ao certo no que poderia acontecer, comprei meu ingresso para o GP Brasil de 2007 logo no primeiro dia de vendas, garanti o número 99...e esqueci a corrida por alguns meses, sintoma de um mestrando.

Mas quando os estudos deram um tempo, já era meio de outubro e a corrida mais esperada do ano estava prestes a acontecer e eu lá, numa paz incomum...faltava pouco e eu nem aí. Não sei se pelos estudos, pela falta de expectativa ou por não ter brasileiros disputando as principais posições, aguardava uma corrida morna.

Sem conhecer ninguém, desta vez iria sozinho à Interlagos. Alguns dias antes, surgiu a súbita idéia de procurar no orkut se mais alguém iria. Achei um pessoal que iria ficar no setor G, a GGOO. Ótimo, pensei, pelo menos tenho alguém pra guardar lugar no domingo cedo.

E assim chegou o sábado, e lá fomos nós com destino à Interlagos. Exatamente às 7:32h ligo para a pessoa que estava organizando a comunidade.

- Marcos?. Aqui é o Roque, onde vocês estão?.
- Na placa dos 50 metros? Opa...estou a caminho. Como identifico vocês?
- Camisa amarela, disse Marcos.

Camisa amarela? Sim, de longe, espremidinha entre alguns nomes conhecidos dos GP's Brasil lá estavam eles, meio tímidos mas acima de tudo felizes.

Ao ser apresentado a todos (pela ordem: Marcos, Ice, André, Fernanda, João, Igor, Carola, Jorge, Carolina, Dou Juanes, Duff, Stik e mais um montão de gente...), vi que a galera também estava se conhecendo após longas conversas virtuais.

Assim, também meio tímido, fui entrando na onda da galera, fui me ambientando com todo mundo. Das brincadeiras à preferência por Barrichello e a torcida por Felipe Massa foram a tona durante as conversas no decorrer do dia.

Ao terminar as atividades de sábado a galera foi pra fila. E voltei para casa para terminar alguns trabalhos profissionais com a promessa de que estaria na fila ou nas arquibancadas assim que os portões abrissem.

Dito e feito, depois de pegar o trêm às 4:30h, cheguei a Interlagos no domingo às 6:30h. Os portões tinham acabado de abrir. Mal entro no autódromo, o telefone toca. Era o Igor querendo saber onde eu estava. Após o aviso que estava subindo e descendo as escadas, encontrei todos que dormiram na fila.

E assim foi, das brincadeiras já tradicionais as novas brincadeiras, todo mundo foi se conhecendo, se divertindo e, principalmente, curtindo aquela experiência única.

Ao final do dia, a foto oficial. Foto oficial? Sim e isso seria um procedimento que viraria rotina dali pra frente, sempre que houvesse um encontro do pessoal da GGOO, deveria ter uma foto oficial.

Como tudo se formou virtualmente, foi através dos computadores que a galera foi comentando sobre a corrida e começando a organizar o próximo encontro, a final da temporada da Stockcar. E assim aconteceu. O povo de São Paulo em peso pra ver a corrida, mais um dia de diversão e mais uma foto oficial.

Mas depois da corrida, cansado, voltando para casa nos novos trens colocados à disposição da população pelo dirigentes públicos do Estado e Cidade de São Paulo, fiquei matutando sobre o final de semana.

Com o raciocínio meio lento cheguei a uma definição: ESPETACULAR! Nem tanto pela corrida, afinal tivemos que engolir o Massa abrir passagem para o Kimi em prol do campeonato...mas pelo fato de ali ter conhecido pessoas fantásticas que se deslumbravam a cada volta de um carro, que brincavam, que discutiam corridas e que acima de tudo, estavam escrevendo um momento especial na história.

Esse pessoal que mal conhecia (para não falar que não conhecia), além de me acolher com o máximo de carinho, despertaram aquele ser fanático por corridas que estava adormecido, me fizeram voltar a Interlagos...me fizeram pesquisar a cada desafio proposto.

Esse pessoal, aqueles poucos fandanGGOOs amarelos na placa dos 50m me fizeram uma nova velha pessoa, renovada...

E assim foi, ainda no final do ano haveria a corrida do Trofeo Maserati, depois, após excelente sugestão do bahiano Jorge, um amigo secreto, depois um aniversário, corridas e mais corridas, invasões de pista, fotos oficiais...e este bando de loucos estavam cada vez mais unidos.

E para quem pensa que as atividades da GGOO se resumem a corridas, pode ter certeza de que outros eventos fora dos circuitos já acontecem e vão acontecer cada vez mais. Assim, sem ao menos perceber, a paixão (ou a loucura) pela GGOO, que começou exatamente no GP Brasil de 2007, tomou conta de todos que dela participam e que fazem de tudo para que possam se reencontrar, trocar idéias, brincar e sacanear com os outros, afinal, agora, a corrida é apenas mais um motivo para todos se divertirem.

E assim, o tempo passou e ainda sem saber o que fazer, eu...tenho que agradecer estes anos maravilhosos que passamos juntos e que tivemos inúmeras conquistas: da amizade às partes de carros; das divertidas conversas aos momentos de desabafo; dos momentos de apoio aos momentos solertes de animação.

Três anos e três GP Brasil se passaram....e a paixão, a diversão e a amizade continuam cada vez mais firme e forte, aguardando ansiosamente mais um GP Brasil que vem pela frente.

FOTO DO DIA

Prost e Senna na polêmica decisão do campeonato de 1989, GP do Japão.

ESPECIAL GP BRASIL: COMO TUDO COMEÇOU...*

A GGOO amarelou Interlagos pela primeira vez em 2007 e esse GP deixou grandes marcas e cicatrizes que jamais serão esquecidas.

Pessoas, estou eu aqui de madrugada, véspera de 2008 fazendo a retrospectiva 2007.

Conclusão?

Foi a metade do ano que renderá para o resto da vida e vou mostrar os motivos.

Essa amizade que cresceu sendo divididos os apelos, a ansiedade, a preparação, o respeito, dialogo, a mistura de todos que fez com que isso se tornasse uma grande turma... quem sabe uma Galera como preferimos nos definir. Foram 6 mês de convivência. Sim TODOS os dias.

Senão com um, era com outro.

Um afeto que levaremos pra sempre... Aquela piadinha... Aquele apelidinho, aquela frase que ‘ele’ sempre colocava (Salve salve, galera insana, risos, aeee. Chatggoo, scrapchat). As descobertas do que temos em comum, do que não temos.

Aquela curiosidade de ‘como será a voz de fulano’, será que ele existe mesmo, será que tem todos os dentes, será que é alto, baixo, careca, cabeludo, gordo, magro, tímido... todos os riscos de conhecer alguém através de uma tela corremos... e ficamos arrependidos? Nunca!

Eu já não consigo imaginar se não tivesse tudo isso, se não tivéssemos nos conhecido. Da pra imaginar? A gente ia ter que se conhecer um dia, sei la, se não fosse pela Fórmula 1, seria por futebol ou jogo de damas... mas eu acredito, iríamos nos esbarrar a qualquer hora.

Sim, tivemos um ano maravilhoso, passamos por cima de tudo. Caímos? Sim.

Mas superamos as dificuldades, 2007 foi o ano que aprendi a dividir mais, a confiar no desconhecido, acreditar nas pessoas e seguir minha intuição. Dá pra contar quantas noites deixamos de lado nossos problemas particulares e fizemos questão de ficar acordados com aquelas pessoas que até então eram estranhas? Mas que de alguma forma nos fazia (e fazem) nos sentir tão bem. Inexplicável. E quem está “de fora” não entende e quer saber? Não precisa entender.

Puxa... É tão claro que somos uma “equipe” que a ausência de um deixa um desfalque tão grande que parece que estamos perdendo por W.O.

Criamos laços com fortes nós. Distancia não é problema. Hoje, 30 de dezembro de 2007, depois de passar por tudo isso que aqui descrevi, e mais ainda pelo que não escrevi, digo que da saudade sim, mas sei onde encontrar cada um.

Tirando aquela semana do GP onde fazíamos contagem regressiva dos segundos, o ano passou rápido, foi ótimo ter tudo isso para acrescentar nas historias do livro da minha vida. Admiro todos com suas particularidades, cultura, seus sotaques que muitas vezes são motivos de piada, mas que agora guardo de um jeito especial e com muito respeito.

E que em 2008, 2009, 2010, enfim, não mude nada.

Que nossas fotos não guardem apenas as imagens do GP Brasil 2007, mas que sempre nos encha de emoção e alegria assim como nos momentos em que foram tiradas.

Não acredito que 2007 ficará para trás, esse ano ficarÁ presente por muito tempo. Podem anotar, GGOO Loucos!

Bjs.

*Fernanda Andrade

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

GGOO: ESPECIAL GP BRASIL

Bem amigos da GGOO, começamos hoje um grande especial para o GP mais importante do calendário da F-1, pelo menos na nossa humilde opinião, o GP Brasil de F-1.

Neste especial, que acontecerá de hoje até o dia da corrida com posts diários, contaremos histórias, causos, mostraremos vídeos e curiosidades.

Mais do que isso, mostraremos como chegar e sair do autódromo, locais para se hospedar e como se locomover por São Paulo. Falaremos dos setores, dos cuidados e precauções que devemos ter em interlagos.

Enfim, um verdadeiro guia para os amantes da velocidade que acompanharão o GP direto das arquibancadas de Interlagos.

Bom divertimento.

GGOO, Setor G, Interlagos - GP Brasil 2009

PILOTOS: EMERSON FITTIPALDI

Emerson Fittipaldi (São Paulo, 12 de dezembro de 1946) é um automobilista brasileiro. Filho de mãe russa e pai brasileiro, o jornalista Wilson Fittipaldi, Emerson foi o primeiro brasileiro campeão mundial em categorias de ponta no automobilismo internacional, abrindo portas para vários compatriotas. Foi bicampeão da Fórmula 1, campeão da CART (Fórmula Indy) e bicampeão das 500 milhas de Indianápolis.

Em 1964, ele foi notado a primeira vez em Interlagos, quando brigou com o diretor da prova que o impedia de entrar na ambulância que levava seu irmão Wilson, logo após ele ter sofrido um acidente em sua berlineta da Equipe Willys. Nesse mesmo ano Emerson se tornou piloto e começou a competir de kart, estreando com uma vitória em Santo André (SP), no dia 12 de abril. Terminou o campeonato em nono lugar. Sagrar-se-ia campeão paulista em 1965, quando estreou no automobilismo, dirigindo um Renault 1093, numa corrida na Ilha do Fundão pelo Campeonato Carioca. Ali sofreria também o seu primeiro acidente.

Em 1966, o irmão Wilson teve uma experiência internacional na Fórmula 3, correndo na Argentina, mas apesar de prometido não conseguiu um carro para as corridas na Europa e voltou ao Brasil. Wilson resolveu construir carros de fórmula conhecidos como Fórmula Vê. Emerson dominou o campeonato de Fórmula Vë de 1967, ganhando cinco das sete provas com o carro construído pelo irmão. Também voltou a ser campeão de kart.


Os irmãos Fittipaldi construiriam ainda um Fittiporsche e Emerson ganhou a II Cem Milhas de Kart em Piracicaba, disputada em 1968. Mas a categoria brasileira estava em crise e Emerson resolveu tentar a sorte na Europa. Iriam com ele os pilotos Luiz Bueno e Ricardo Achcar (que já havia vencido naquele mesmo ano na Inglaterra com um carro alugado), mas acabaram desistindo. A última vitória de Emerson no Brasil antes de viajar foi nas 12 Horas de Porto Alegre, pilotando um Volks 1600 (em segundo, pilotando um Corcel, chegaria José Carlos Pace).

Emerson teve a sua primeira corrida internacional em 7 de abril de 1969 na Holanda e três meses depois, após muitas vitórias na Fórmula Ford, ele estrearia na Fórmula 3 inglesa. Sagrou-se campeão da categoria aos 22 anos.

Seu imenso talento foi notado por Colin Chapman, proprietário da equipe Lotus de Fórmula 1, que o contratou no ano seguinte para correr pela sua equipe.

A corrida de estreia foi no Grande Prêmio da Inglaterra, em Brands Hatch, mesmo largando nas últimas posições terminou a prova em oitavo. Três semanas depois, em Hockenheim, marcaria seus primeiros pontos, com um quarto lugar. No final daquele ano, em Monza, seu companheiro de equipe, o austríaco Jochen Rindt, pediu que Emerson amaciasse seu carro para a corrida do dia seguinte.

O Brasileiro, no carro de Rindt, sofreu um acidente destruindo o carro do companheiro impossibilitando a sua utilização na corrida. Como Rindt liderava o campeonato, o chefe da equipe deixou Emerson de fora da corrida e Jochen Rindt competiu com o carro dele, mas o piloto austríaco faleceu num acidente que poderia ter matado Fittipaldi. A Lotus, de luto, retirou-se por duas corridas e voltou no penúltimo GP da temporada, em Watkins Glen. Nesse dia, Emerson venceu sua primeira corrida e, ao mesmo tempo, impossibilitou seus adversários de alcançar a pontuação de Rindt, que assim sagrou-se campeão mundial postumamente.

O ano de 1971 não viu vitórias de Emerson, embora sua atuação consistente lhe tenha garantido três pódios. Em 1972, com 5 vitórias, Fittipaldi tornou-se o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, com 25 anos, oito meses e 29 dias, recorde que manteve por mais de três décadas e que só foi quebrado em 2005, pelo piloto espanhol Fernando Alonso. Em 1973, Emerson venceu mais 3 corridas, no entanto perdeu o título para o escocês Jackie Stewart. O sucesso contribuiu fortemente para a entrada do Grande Prêmio do Brasil no calendário internacional no ano seguinte, no circuito de Interlagos. Ele mesmo venceu a corrida inaugural.


Em 1974, o piloto brasileiro trocou a Lotus pela McLaren, e, com três vitórias (uma delas no Brasil), sagrou-se bicampeão do mundo. Ainda competitivo, venceu mais duas corridas pela mesma equipe no ano seguinte.

Em 1975, fundou, em parceria com o irmão, a equipe Fittipaldi, equipe inteiramente brasileira e que contou em boa parte de sua vida com o patrocínio da cooperativa brasileira de açúcar e álcool Coopersucar, nome pelo qual a equipe se tornou mais conhecida entre os brasileiros. O primeiro ano em sua própria equipe (1976) foi frustrante, com constantes abandonos. Em 1977, Emerson conquistou alguns resultados razoáveis, como três quartos lugares, mas foi em 1978 que ocorreu o grande momento de Emerson em sua própria equipe, ao terminar o Grande Prêmio do Brasil no circuito de Jacarepaguá em segundo lugar.


A partir de então houve um declínio técnico na equipe, e, ao final de 1980, no mesmo circuito de Watkins Glen onde vencera sua primeira prova, Emerson Fittipaldi retirou-se da Fórmula 1 como piloto. Em 1982, após seu piloto Chico Serra marcar um ponto no Grande Prêmio da Bélgica, sua equipe fechou as portas.
Ao longo da carreira na Fórmula 1 foram 149 Grandes Prêmios, 14 vitórias, 6 pole positions, 6 melhores voltas, com um total de 276 pontos.

Emerson, quando ainda estava na Fórmula 1, chegou a realizar testes com carros da CART em circuitos ovais mas não gostou. Com o término da sua carreira na Fórmula 1 ele mudou de ideia e logo no primeiro ano em que realizou algumas corridas por essa categoria estadunidense (1984), ganhou o oval do GP de Michigan, um dos mais difíceis do circuito.

Aos 38 anos, Emerson reafirmava seu talento e assinou com a Patrick Racing para disputar regularmente o campeonato da CART de Fórmula Indy. Em 5 anos ele obteve 6 vitórias. Em 1989, após 5 vitórias, ele se tornou o primeiro brasileiro campeão da categoria. Sua mais expressiva e histórica vitória foi a mítica 500 milhas de Indianapolis, quando liderou 158 das 200 voltas. No final, um duelo de arrepiar com Al Unser Jr. A 5 voltas do final Little Unser ultrapassou facilmente Fittipaldi e faltando apenas duas voltas Fittipaldi se aproximou de Unser Jr devido a um grupo de retardatários que o haviam segurado. Na curva 3 do circuito de Indianápolis o brasileiro colocou seu carro por dentro e os carros se tocaram a mais de 350 Km/h, Unser Jr rodou e bateu seu carro no muro, Fittipaldi conseguiu corrigir o carro e venceu a prova sob bandeira amarela.


Mesmo com o acidente Unser junior terminou em segundo lugar, pois o piloto brasileiro Raul Boesel - que chegou em terceiro - era retardatário e estava seis voltas atrás. Após a corrida foi constatado que em sua última parada para reabastecimento, ninguém na equipe Patrick se lembrou de que havia poucas voltas para o fim e colocaram muito mais combustível do que o necessário para o final da corrida; desta maneira com o carro mais pesado Fittipaldi não conseguiu segurar a ultrapassagem de Unser Jr a poucas voltas do fim.

Roger Penske levou Emerson para seu time, a Penske, em 1990. Emerson continuou entre os melhores da categoria e em 1993 ganhou a sua segunda 500 Milhas de Indianapolis superando o campeão da Fórmula 1 de 1992, Nigel Mansell. Emerson comemorou tomando suco de laranja em lugar do tradicional copo de leite, como forma de promover o produto de suas fazendas. Emerson encerrou sua participação na categoria em 1996, depois de um grave acidente no Michigan International Speedway.

Em sua carreira na Fórmula Indy, obteve 22 vitórias e 17 pole positions.

EMERSON FITTIPALDI: A 1º VITÓRIA BRASILEIRA NA F1

Hoje, 4 de Outubro, é um marco histórico para o automobilismo brasileiro. Há exatos 40 anos, Emerson Fittipaldi vencia sua primeira prova na F-1, era o primeiro brasileiro a vencer, a primeira das 101 vitórias brasileiras. Foi em Watkins Glen, GP dos EUA, com a Lotus #24. Vitória que acabou dando o título póstumo ao seu então companheiro Jochen Rindt.

DE VOLTA...

Após um período de muita correria, diversas palestras, reuniões, estamos de volta a esta diversificada feira, onde fala-se de tudo, comenta-se de tudo.

E gostaria de agradecer o empenho de todos que neste período deixaram o Blog funcionando em sua normalidade.

E vamos à luta, porque o dia é longo e especial.