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domingo, 31 de outubro de 2010
What’s up, doc? (o que há velhinho?)
Parafraseando o Pernalonga, isto vai para o Massinha. Anda calado, sem pique, seria para sacanear o espanhol? Corridas sem brilho, sem disputa, o negócio que não se adaptou aos pneus já esgotou, o trânsito de pista também já deu, então what’s up, doc? Wait for 2011?.
Já se viu que o espanhol não gosta de pressão, foi assim com o Hamilton, então o que fez o menino do banco? Mudou de equipe. Outros brasileiros, Emerson enfrentou o Rindt, se bem que por pouco tempo, Piquet enfrentou o Lauda, Senna enfrentou o Prost e o que aconteceu? A não ser o Rindt, os outros mudaram de equipe. O que aconteceu com o Rubinho e agora o Massa? Eles têm de enfrentar a condição de segundo piloto, e pelo menos o Rubinho tinha que bater com o Schumacher, o trabalho do Massa não deve ser tão mais difícil.
E o que acontecerá com o Massa se o toureiro se tornar campeão? Voltar para a Sauber? Calar a boca de vez e não fazer cara de muxoxo. Aceitar a condição e receber seus poucos milhões de dólares para ser o Sancho Pança da Ferrari.
Agora, o que o pessoal faz para o Don Quixote ser campeão é brincadeira, este campeonato parece o campeonato brasileiro, o Fluminense, só patina, o Cruzeiro está desvalorizando, meu time só ressucita defunto, perdeu dos bambis, aos 48 do segundo tempo, perdeu do lanterna de virada! Na F1, os dois Red Bulls, de fato os touros devem estar vermelhos de VERGONHA, um bate no outro, bate no muro sozinho, quebra o motor na hora que não pode e o que pode acontecer??? O cavalinho espanhol ganhar dos touros... Bom se pensarmos em touradas no final o toureiro sempre ferra a vida do touro.
Agora vai ser esperar a próxima semana e ver o que acontecerá em Interlagos. Chuva, sol, neblina, sei lá o que mais. Mas o mais importante vai ser encontrar um bando de malucos, o bando de loucos é para o time da Marginal sem número!, que apesar da FIA, do toureiro, do massinha chorão, vai se encontrar, se divertir e depois ficar se lamentando que só vai acontecer a mesma coisa no ano de 2011. Ah, é mesmo no meio da bagunça vai até haver uma corridinha de Fórmula 1.
Até sábado e que venham os camisas amarelas!
Boa eleição, e um grande abraço.
Dr. Roque
Já se viu que o espanhol não gosta de pressão, foi assim com o Hamilton, então o que fez o menino do banco? Mudou de equipe. Outros brasileiros, Emerson enfrentou o Rindt, se bem que por pouco tempo, Piquet enfrentou o Lauda, Senna enfrentou o Prost e o que aconteceu? A não ser o Rindt, os outros mudaram de equipe. O que aconteceu com o Rubinho e agora o Massa? Eles têm de enfrentar a condição de segundo piloto, e pelo menos o Rubinho tinha que bater com o Schumacher, o trabalho do Massa não deve ser tão mais difícil.
E o que acontecerá com o Massa se o toureiro se tornar campeão? Voltar para a Sauber? Calar a boca de vez e não fazer cara de muxoxo. Aceitar a condição e receber seus poucos milhões de dólares para ser o Sancho Pança da Ferrari.
Agora, o que o pessoal faz para o Don Quixote ser campeão é brincadeira, este campeonato parece o campeonato brasileiro, o Fluminense, só patina, o Cruzeiro está desvalorizando, meu time só ressucita defunto, perdeu dos bambis, aos 48 do segundo tempo, perdeu do lanterna de virada! Na F1, os dois Red Bulls, de fato os touros devem estar vermelhos de VERGONHA, um bate no outro, bate no muro sozinho, quebra o motor na hora que não pode e o que pode acontecer??? O cavalinho espanhol ganhar dos touros... Bom se pensarmos em touradas no final o toureiro sempre ferra a vida do touro.
Agora vai ser esperar a próxima semana e ver o que acontecerá em Interlagos. Chuva, sol, neblina, sei lá o que mais. Mas o mais importante vai ser encontrar um bando de malucos, o bando de loucos é para o time da Marginal sem número!, que apesar da FIA, do toureiro, do massinha chorão, vai se encontrar, se divertir e depois ficar se lamentando que só vai acontecer a mesma coisa no ano de 2011. Ah, é mesmo no meio da bagunça vai até haver uma corridinha de Fórmula 1.
Até sábado e que venham os camisas amarelas!
Boa eleição, e um grande abraço.
Dr. Roque
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1980
Algumas corridas são especiais não só pelo que nelas acontece, esta em especial era pelo momento que eu passava, o interesse muitas vezes não é só aquele momento de pista mas o que ansiosamente se aguarda, como veremos a seguir.
Em janeiro de 1980...
27 de Janeiro de 1980, a primeira vez de ver Fórmula 1 não estando no retão.
O setor escolhido foi o A, onde pelo menos via-se a largada e bastante da pista, hoje com a construção do Padock, Torre de cronometragem, vê-se apenas a largada.
No dia 26, preparativos, informes, troca de telefones, motivo da apreensão o nascimento de meu primeiro filho.
A indecisão, vou ou não? Um desavisado pode perguntar por que não levou o celular? Em 1980?
No dia anterior aluguel de uma garagem em uma casa que dava para sair de Interlagos em direção a ponte do Socorro e não pela av. Interlagos, que ao contrario dos dias de hoje permanecia com suas mãos de direção inalterada. Ah, previamente paga!
No dia da corrida, pela manhã, checagem dos detalhes finais, se com a esposa e o futuro filhote estava tudo bem, com meu pai se ele de fato tinha o telefone da rádio Bandeirantes e o local onde estaria, em frente ao portão 3, hoje setor A, bem em frente ou abaixo de uma Paineira (esta até hoje permanece por lá) e o mais importante um radinho de pilha! O local foi previamente escolhido por haver uma caixa de som que transmitia a corrida.
No final, a corrida mais importante foi a que menos curti. A classificação final foi: Renee Arnoux, Renault; 2º Elio de Angelis, Lotus; 3º Alan Jones, Willians. Tivemos na corrida de 80 a primeira comida em público de um primeiro piloto sobre a ultrapassagem de um segundo sobre ele, na Fittipaldi a estréia de Keke Rosberg, que seria campeão do mundo em 82 pela Willians e na corrida por ter ultrapassado seu “chefe” tomou uma comida homérica em público.
Sai de Interlagos, chego em casa e o filhote só nasceu dois dias depois, acabou esperando o pai ver a sua corridinha e provavelmente, ou melhor, com certeza, acabou sendo contaminado pelo vírus da velocidade, ele é ninguém mais que o Augusto Roque, companheiro das madrugadas em dias de corrida e treinos, de emoções, de pizzas geladas com coca cola. Passou por Piquet (o pai!), Moreno, Senna, Rubinho, Massa e mais um monte de botas.
Que em 2010, fora as palhaçadas da FIA, do Tiririca, do molusco...
Que tenhamos na pista tanta emoção quanto tive neste ano.
(To, um beijão de seu pai),
Dr. Roque
Resultado final
1 - Rene Arnoux - Renault
2 - Elio de Angelis - Lotus-Cosworth
3 - Alan Jones - Williams-Cosworth
4 - Didier Pironi - Ligier-Cosworth
5 - Alain Prost - McLaren-Cosworth
6 - Riccardo Patrese - Arrows-Cosworth
Pole-position - Jean-Pierre Jabouille - Renault
Em janeiro de 1980...
27 de Janeiro de 1980, a primeira vez de ver Fórmula 1 não estando no retão.
O setor escolhido foi o A, onde pelo menos via-se a largada e bastante da pista, hoje com a construção do Padock, Torre de cronometragem, vê-se apenas a largada.
No dia 26, preparativos, informes, troca de telefones, motivo da apreensão o nascimento de meu primeiro filho.
A indecisão, vou ou não? Um desavisado pode perguntar por que não levou o celular? Em 1980?
No dia anterior aluguel de uma garagem em uma casa que dava para sair de Interlagos em direção a ponte do Socorro e não pela av. Interlagos, que ao contrario dos dias de hoje permanecia com suas mãos de direção inalterada. Ah, previamente paga!
No dia da corrida, pela manhã, checagem dos detalhes finais, se com a esposa e o futuro filhote estava tudo bem, com meu pai se ele de fato tinha o telefone da rádio Bandeirantes e o local onde estaria, em frente ao portão 3, hoje setor A, bem em frente ou abaixo de uma Paineira (esta até hoje permanece por lá) e o mais importante um radinho de pilha! O local foi previamente escolhido por haver uma caixa de som que transmitia a corrida.
No final, a corrida mais importante foi a que menos curti. A classificação final foi: Renee Arnoux, Renault; 2º Elio de Angelis, Lotus; 3º Alan Jones, Willians. Tivemos na corrida de 80 a primeira comida em público de um primeiro piloto sobre a ultrapassagem de um segundo sobre ele, na Fittipaldi a estréia de Keke Rosberg, que seria campeão do mundo em 82 pela Willians e na corrida por ter ultrapassado seu “chefe” tomou uma comida homérica em público.
Sai de Interlagos, chego em casa e o filhote só nasceu dois dias depois, acabou esperando o pai ver a sua corridinha e provavelmente, ou melhor, com certeza, acabou sendo contaminado pelo vírus da velocidade, ele é ninguém mais que o Augusto Roque, companheiro das madrugadas em dias de corrida e treinos, de emoções, de pizzas geladas com coca cola. Passou por Piquet (o pai!), Moreno, Senna, Rubinho, Massa e mais um monte de botas.
Que em 2010, fora as palhaçadas da FIA, do Tiririca, do molusco...
Que tenhamos na pista tanta emoção quanto tive neste ano.
(To, um beijão de seu pai),
Dr. Roque
Resultado final
1 - Rene Arnoux - Renault
2 - Elio de Angelis - Lotus-Cosworth
3 - Alan Jones - Williams-Cosworth
4 - Didier Pironi - Ligier-Cosworth
5 - Alain Prost - McLaren-Cosworth
6 - Riccardo Patrese - Arrows-Cosworth
Pole-position - Jean-Pierre Jabouille - Renault
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
EXTRATO DE TOMATE
Ao rever novamente a corrida de Monza e de fato constatar uma passividade incrível do nº 3 da Ferrari, chego a conclusão que o ex-aguerrido piloto “macarrão” foi transformado na equipe em extrato de tomate: vermelho e moído e só serve para fazer volume!
Na largada ele disputou com o Hamilton, bateu roda, jogou o inglês para fora. Com o espanhol, apesar de ter o carro na frente deixou o piloto do banco passar e comboiou o resto da corrida, na plin plin falavam que como tinha reserva, estava esperando acontecer algo na frente.
O resto foi o que foi... corrida ganha no Box e o macarronada passivo em 3º, lembrou aquela música do Ultraje a Rigor - Terceiro. Se ainda assumisse a sua condição, de segundo...vai lá. Nós já vamos utilizar o nariz de palhaço, ele também poderia usar sob o capacete, afinal também é vermelho, mas ficar fazendo biquinho, já é demais.
Neste próximo GP Brasil, o negócio é torcer pro Rubinho e para o Senna deixar de largar em último e principalmente fazer da prova uma grande confraternização.
Um grande abraço, Dr. Roque
Na largada ele disputou com o Hamilton, bateu roda, jogou o inglês para fora. Com o espanhol, apesar de ter o carro na frente deixou o piloto do banco passar e comboiou o resto da corrida, na plin plin falavam que como tinha reserva, estava esperando acontecer algo na frente.
O resto foi o que foi... corrida ganha no Box e o macarronada passivo em 3º, lembrou aquela música do Ultraje a Rigor - Terceiro. Se ainda assumisse a sua condição, de segundo...vai lá. Nós já vamos utilizar o nariz de palhaço, ele também poderia usar sob o capacete, afinal também é vermelho, mas ficar fazendo biquinho, já é demais.
Neste próximo GP Brasil, o negócio é torcer pro Rubinho e para o Senna deixar de largar em último e principalmente fazer da prova uma grande confraternização.
Um grande abraço, Dr. Roque
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
O ROCK E O DR. ROQUE
O rock’n’roll foi dos estilos musicais mais controversos já criados na história da música. Surgiu em meados da década de 50, nos Estados Unidos, oriundo, primordialmente, do blues e da country music do sul daquele país. Desde seu nascimento, o rock gerou polêmica, seja por causa da simplicidade de suas estruturas musicais, da atitude transgressiva de seus executores ou da pretensa rebeldia que de seus fãs emana.
Os primeiros roqueiros, Bill Haley, Chuck Berry, Little Richard e alguns outros, tornaram-se artistas de espetacular sucesso justamente por causa dessas características, o que os fez amados pelos jovens e odiados pelos pais conservadores. Com o tempo, porém, o rock foi modificando-se, pulverizou-se numa miríade de sub-estilos (rockabilly, punk, hard rock, heavy metal etc.) e foi assimilado pela mídia e pela cultura ocidental como um todo, enfim, transformou-se num produto de consumo cuidadosamente articulado para ser lucrativo.
Mesmo assim, ainda existe em seu âmago as marcas que o acompanham desde sua concepção: rebeldia, atitude, transgressão, anti-sociabilidade e muito, muito dinheiro envolvido (como ficou provado com o surgimento dos Beatles, Rolling Stones, Slade, The Who, Led Zeppelin, Kiss, Sex Pistols e de todos os grandes nomes do gênero). Definir o que é o rock é impossível em palavras.
Para se ter idéia exata do que estamos falando, faz-se necessária uma audição cuidadosa de clássicos como Roll Over Beethoven, Help!, Satisfaction, Stairway To Heaven, Great Balls Of Fire, Rock’n’Roll All Nite... Mas quem nunca as ouviu?
Já o Dr. Roque nasceu nos idos de 1950 (a idade não revelamos, mas ele ainda não paga gratuidade nos ônibus), lá na pacata São Caetano do Sul. E de lá pra cá, assim como o Rock, se reinventou várias vezes. Já foi cabeludo, teve barba, casou de bigode, usou calça boca de sino, faculdades, aulas, dentes, muitos dentes, e uma careca que não deixa dúvidas de como ele é...
Assim como o Rock, tocou em diversas bandas, empunhando sua guitarra, dedilhando acordos e timbres em diferentes tonalidades, mesclando com violão e de vez em quando o contra-baixo. Viu a evolução das corridas de automóvel no Brasil, viu Luiz Pereira Bueno, viu Emerson, Wilsinho, Pace, Piquet, Stewart, Villeneuve, Senna, Prost, diz a lenda que até empurrou um Copersucar ladeira abaixo...enfim, deixou um legado, afinal inspirou e inspira muitos "dinossaurinhos" por ai.
Hoje é o seu dia, PAI, que você continue inspirando vários dinossaurinhos, assistindo corridas nas manhãs de domingo, dividindo a pizza gelada nas madrugadas dos GP's Asiáticos e que continue nos divertindo contando histórias e causos do seu tempo, sem esquecer de se reiventar como o Rock.
Parabéns, Pai. Parabéns.
Os primeiros roqueiros, Bill Haley, Chuck Berry, Little Richard e alguns outros, tornaram-se artistas de espetacular sucesso justamente por causa dessas características, o que os fez amados pelos jovens e odiados pelos pais conservadores. Com o tempo, porém, o rock foi modificando-se, pulverizou-se numa miríade de sub-estilos (rockabilly, punk, hard rock, heavy metal etc.) e foi assimilado pela mídia e pela cultura ocidental como um todo, enfim, transformou-se num produto de consumo cuidadosamente articulado para ser lucrativo.
Mesmo assim, ainda existe em seu âmago as marcas que o acompanham desde sua concepção: rebeldia, atitude, transgressão, anti-sociabilidade e muito, muito dinheiro envolvido (como ficou provado com o surgimento dos Beatles, Rolling Stones, Slade, The Who, Led Zeppelin, Kiss, Sex Pistols e de todos os grandes nomes do gênero). Definir o que é o rock é impossível em palavras.
Para se ter idéia exata do que estamos falando, faz-se necessária uma audição cuidadosa de clássicos como Roll Over Beethoven, Help!, Satisfaction, Stairway To Heaven, Great Balls Of Fire, Rock’n’Roll All Nite... Mas quem nunca as ouviu?
Já o Dr. Roque nasceu nos idos de 1950 (a idade não revelamos, mas ele ainda não paga gratuidade nos ônibus), lá na pacata São Caetano do Sul. E de lá pra cá, assim como o Rock, se reinventou várias vezes. Já foi cabeludo, teve barba, casou de bigode, usou calça boca de sino, faculdades, aulas, dentes, muitos dentes, e uma careca que não deixa dúvidas de como ele é...
Assim como o Rock, tocou em diversas bandas, empunhando sua guitarra, dedilhando acordos e timbres em diferentes tonalidades, mesclando com violão e de vez em quando o contra-baixo. Viu a evolução das corridas de automóvel no Brasil, viu Luiz Pereira Bueno, viu Emerson, Wilsinho, Pace, Piquet, Stewart, Villeneuve, Senna, Prost, diz a lenda que até empurrou um Copersucar ladeira abaixo...enfim, deixou um legado, afinal inspirou e inspira muitos "dinossaurinhos" por ai.
Hoje é o seu dia, PAI, que você continue inspirando vários dinossaurinhos, assistindo corridas nas manhãs de domingo, dividindo a pizza gelada nas madrugadas dos GP's Asiáticos e que continue nos divertindo contando histórias e causos do seu tempo, sem esquecer de se reiventar como o Rock.
Parabéns, Pai. Parabéns.
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