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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A Mercedes perde e muito com a saída de Ross Brawn*

* Por Livio Oricchio

Além do elevado conhecimento técnico e da experiência, o inglês é um grande líder.

Para um chefe de equipe de Fórmula 1, mais importante do que conhecimento técnico é ter liderança. Flavio Briatore era apenas um líder. “Até 1989 nunca havia estado numa corrida de Fórmula 1” costumava dizer o vitorioso italiano, sem receio de esconder sua inexperiência. Agora, se um chefe de equipe for um líder e conhecer profundamente a área técnica melhor ainda. Esse é o caso do engenheiro mecânico inglês Ross Brawn, 59 anos. Foi isso o que a Mercedes perdeu com a saída de Brawn de sua organização, anunciada nesta quinta-feira.

Quando a Mercedes comprou a Brawn GP no fim de 2009, seu sócio majoritário até então, Ross Brawn, permaneceu. Recebia salário, estimado de 2 milhões de euros (R$ 6 milhões) por temporada para fazer daquele pequeno time um estrutura vencedora, exatamente como havia feito na Ferrari quando para lá foi, em 1997, depois de ser bicampeão com a Benetton de Michael Schumacher em 1994 e 1995.

Jenson Button, campeão do mundo de 2009, na Brawn GP, assinou contrato com a McLaren porque sabia que o time havia conquistado o título por uma imensa casualidade. Ross Brawn e seu grupo de engenheiros conceberam um carro para explorar o conceito do duplo difusor. Era ilegal. Só foi autorizado por Charlie Whiting, delegado da FIA, porque ao consultar o presidente da entidade, Max Mosley, Whiting foi surpreendido com essas palavras: “Diga que Ross Brawn pode usar no seu carro”.

Criar uma cisão
Mosley queria criar um racha entre as escuderias, unidas pela primeira vez na história, ao criarem a Fota, a fim de tirarem Mosley da FIA. Ou no mínimo acabarem com seu projeto de teto orçamentário de 50 milhões de libras (R$ 200 milhões) por temporada.

As dependências da Brawn GP não podiam ser comparadas às de times mais bem estruturados, como Ferrari, McLaren, Renault e já a Red Bull. Eram muito pequenas, bem como o orçamento bancado pela Honda, 80 milhões de euros (R$ 240 milhões), um terço do que investiam as maiores. “Não foi por causa de dinheiro que troquei a Brawn pela McLaren, mas por saber que sem nenhum recurso que pudesse fazer a diferença, como o duplo difusor, a Brawn disputaria em 2010 um campeonato muito difícil”, disse ao Estado Button.

Brawn saiu no mercado e começou a contratar engenheiros para organizar as várias áreas do departamento técnico da Mercedes. O primeiro foi Bob Bell, da Renault, depois Geoff Willis, com passagem por Williams e Red Bull, dentre outras, e Aldo Costa, da Ferrari. Este ano, atendendo pedido de Toto Wolff, novo diretor esportivo da Mercedes e sócio da equipe, Brawn convenceu Paddy Lowe trocar a McLaren pelos alemães. Assim, a Mercedes passou a ter nada menos de quatro ex-diretores técnicos.

O Estado perguntou a Brawn, este ano, no primeiro teste de inverno, em Jerez de la Frontera, em fevereiro: “Há quem diga que sua equipe tem muito cacique para pouco índio”. Brawn riu. “O campeonato de 2014 será muito diferente, é preciso investir em pesquisa nas mais distintas áreas, e cada um desses engenheiros cuidará de uma área. Eles fazem parte de um planejamento mais amplo e a longo prazo.”

A Mercedes é a organização que mais investiu e se preparou para enfrentar os imensos desafios do novo regulamento. Brawn teve carta branca para reestruturar tudo. Primeiro transformar o que era a modesta Brawn GP numa sede de dimensões, equipamentos e material humano semelhante a dos concorrentes diretos, Red Bull, Ferrari, McLaren e desde o ano passado, Lotus. O nítido avanço de performance este ano é o primeiro reflexo real dessa nova realidade da Mercedes.

Em 2012, a equipe alemã somou 142 pontos, ficou em quinto entre os construtores, com uma vitória. A campeã foi a Red Bull, com 460. Já na temporada que acabou domingo em Interlagos a Mercedes foi a vice-campeã, com 360 pontos e três vitórias. A Red Bull conquistou o tetracampeonato, com impressionantes 596 pontos.

Novo diretor técnico
Com a chegada de Toto Wolff, este ano, o organograma definido por Brawn foi revisto. O engenheiro inglês não mais seria o grande líder do time. Wolff sabia que isso faria Brawn deixar a Mercedes. Talvez fosse o que desejava. Niki Lauda comentou com o Estado, em Suzuka: “Não vejo razão para Ross nos deixar”. O ex-piloto austríaco, sócio também da escuderia, fez de tudo para manter o inglês na equipe. Ele sabe muito bem a grande importância de um líder autêntico e com conhecimento de causa como Brawn.

Paddy Lowe foi tirado a peso de ouro da McLaren e Wolff deseja que ele seja o grande responsável pela área técnica. Brawn teria de se submeter a Lowe. Wolff tocou no ponto nevrálgico de Brawn. Funciona muito bem num grupo, mas desde que líder e os demais acatem suas decisões, a maioria acertada. Não sabe se submeter a alguém. Foi por essa razão que Brawn não regressou a Ferrari em 2008, depois de um ano sabático. “Ross desejava assumir uma função que para a qual já temos um profissional que a exerce”, explicou Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari. Brawn queria ser o que é hoje Stefano Domenicali.

Agora, com Brawn fora a partir de janeiro, a maior parte de suas funções na Mercedes será responsabilidade de Paddy Lowe. Um engenheiro brilhante e de fácil relacionamento. Mas com uma falha para o que se exigirá dele: não é um líder. E na Fórmula 1 essa questão ganha imensa relevância, em especial num campeonato como de 2014, com tantas variáveis interferindo no desempenho da organização. A Mercedes provavelmente vai sentir falta de um líder.

Uma das funções em que Brawn melhor se sai é nas relações com a FIA. É amigo pessoal de Charlie Whiting. Foi Whiting que o autorizou a realizar o teste de pneus este ano em Barcelona, em maio. Um acinte. A FIA só não puniu severamente a Mercedes porque Whiting confirmou ter autorizado o teste, baseado na necessidade da Pirelli. A partir daí a FIA desautorizou seu delegado, Whiting, de responder pela entidade.

A atuação de Brawn no Technical Working Group (TWG) agora substituído pelo Strategy Group é das mais relevantes. Brawn é ativo, sugere, discorda, levanta questões de interesse coletivo, um líder entre os times também. A Mercedes perderá seu importante representante.

Já tem convites
É provável que antes de refletir melhor sobre os dois convites que já recebeu, de Frank Williams, da Williams, e Martin Whitmarsh, McLaren, Brawn tire um tempo para si. É um pescador emérito. E poderá permanecer um pouco mais de tempo em Manchester, sua cidade, e ir ao estádio torcer pelo Manchester United, como aprecia.

Quando trabalhava na Ferrari, suas sextas-feiras terminavam na hora do almoço, pois no início da tarde já estava no aeroporto de Bolonha a fim de embarcar para a Inglaterra, de onde partia de volta para a Itália na segunda-feira de manhã, segundo uma fonte da escuderia contou ao Estado. Na Williams cairia como uma luva para a organização, ainda que para realizar o trabalho que gostaria precisaria de um orçamento elevado, o que a Williams não tem.

A McLaren dispõe de muito mais dinheiro, mas seu organograma é único na Fórmula 1, onde as responsabilidades são muito compartilhadas e não é permitido a nenhum grande líder se impor. Esse foi o motivo que levou o genial engenheiro Adrian Newey deixá-la para aceitar o desafio de fazer da Red Bull uma equipe campeã.

Lá tem até hoje o que mais necessita para expor seu imenso talento, liberdade, o que a McLaren não dá. O resultado está aí, Sebastian Vettel é tetracampeão com a Red Bull. E essa falta de liberdade pode pesar na decisão de Brawn. Seja quem for que o contratará com toda certeza capitalizará com isso. Brawn não é um técnico de projeto, mas cria condições perfeitas para um bom projetista produzir um carro campeão.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

terça-feira, 26 de março de 2013

Na marca do pênalti*

* Por Luis Fernando Ramos



Se as consequências da confusão na Red Bull ainda não estão muito claras - eu apostaria numa postura conciliatória e não punitiva por parte da direção do time -, na Mercedes tudo aponta para que Ross Brawn saia como o grande derrotado do episódio ocorrido na Malásia.

Embora existam semelhanças entre as interferências das equipes na briga de seus pilotos, há uma diferença fundamental: na Mercedes, um carro (o de Hamilton) estava realmente no limite de sua resistência e o ritmo precisava ser dosado. O que vinha atrás (o de Rosberg) tinha sobras e, como o próprio piloto falou pelo rádio, poderia tentar pressionar e se aproveitar de qualquer eventualidade com a dupla da Red Bull. Ross Brawn não permitiu que isto acontecesse.

Rosberg, claro, não gostou. Hamilton também não gostou e disse que, na improvável hipótese de um cenário como este se repetir, cederia a posição ao companheiro de equipe. Niki Lauda, o consultor do time, condenou com veemência a ordem de Brawn. Toto Wolff foi mais conciliador, mas também indicou que a atitude será outra caso um episódio assim aconteça no futuro. Quando se reunirem novamente na fábrica em Brackley, todos olharão feio para o homem que passou o GP da Malásia fazendo sua velha política com o dedão enfiado no botão do rádio.

São os ventos da mudança soprando fortes nos campos da Mercedes. Nick Fry já deixou o time no último final de semana. Com a chegada iminente de Paddy Lowe no ano que vem, Brawn está com os dias contados. E, depois do ocorrido no último domingo, deve perder influência dentro do time até sua saída.

No fundo, esta é a melhor notícia de um domingo deveras confuso para a Fórmula 1. Afinal, o inglês esteve por trás de muitas das ordens de equipe recentes da categoria que tiveram o impacto de uma flecha no coração dos fãs de esporte. Quanto menos poder este tipo de gente tiver, melhor para todos nós.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A VOLTA DE SCHUMACHER: FOTOS

As primeiras imagens de Schumacher em seu retorno à Fórmula 1, com a Mercedes, e o velho capacete vermelho.

Testes são testes, pouco saberemos sobre as condições de cada um, mas até o momento, Schumacher já anda mais rápido do que Nico Rosberg.

Como diria o locutor global, É...amigo...

MERCEDES W01: O CARRO

E o queixudo está de volta, junto com Nico Rosberg, para delírio de quem sempre sonhou em vê-lo em ação ao vivo e nunca teve a oportunidade. Schumacher está de volta. Mais do que isso, está de volta com Ross Brawn, o dono do carro campeão de 2009. A julgar pela apresentação do carro, o único que não seguiu muito as linhas da Red Bull, será este o pulo do gato?

Abaixo o carro:

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

MERCEDES: SERÁ ESTE O CARRO?

Vamos esperar. A dica foi de Andrei Spinassé.


Andrei que também respondeu, via twitter, que este é o showcar da Brawn pintado com as cores da Mercedes. Ele estava exposto em um bar em SP na parceria com a Itaipava.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

NICO VAI DE 4...

Schumacher diz que é supertição correr com números ímpares. Ross Brawn, pelo número já determinou quem será o primeiro piloto.

No final, Nico vai de 4...saltitando, duvido que ele reclame...

sábado, 26 de dezembro de 2009

GGOO RETROSPECTIVA: F1 2009 BY GLOBO ESPORTE

Para quem estava bem mais ocupado com a tradição do almoço de natal e não assistiu ao "Globo Esporte" de ontem (25/12), é só conferir aqui o resumão feito pela TV Globo para contar a história da Fórmula 1 nesse ano:

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

SCHUMACHER: A APRESENTAÇÃO E PRIMEIRA ENTREVISTA

Segue o vídeo de apresentação de Michael Schumacher na Mercedes GP Petronas, com direito a olharmos um pouquinho como será o novo carro da equipe:


E sua primeira entrevista como piloto da Mercedes:

terça-feira, 27 de outubro de 2009

BUTTON FORA DA BRAWN??

Jenson Button depende da Mercedes

Campeão mundial está pedindo alto para permanecer na Brawn

Button é o atual campeão mundial de F-1 (crédito: Reuters)

Button é o atual campeão mundial de F-1 (crédito: Reuters)

Ross Brawn disse que a renovação do contrato de Jenson Button com a sua equipe está encaminhada, mas a situação não é nada simples. Isso porque o novo campeão mundial está pedindo muita grana para ficar e Brawn não tem recursos, e vontade, para isso.

Diante desse quadro, segundo o jornal inglês "Daily Mail", é fundamental dar certo a negociação com a Mercedes para a compra de 75% da escuderia campeã mundial - a montadora romperia a parceria de 15 anos com a McLaren, até porque só detém 40% das ações do time.

Brawn também não está satisfeito com a pressão da imprensa inglesa pela renovação a um preço bem mais alto do que Button recebeu esse ano. Vale lembrar que piloto aceitou ganhar menos devido à dificuldade de montagem da equipe, oriunda da Honda.

A situação da Brawn também é difícil, porque, embora espere anunciar em breve um grande patrocínio, o prêmio do título de construtores (cerca de R$110 milhões) só pingará na conta em janeiro.

Com um quadro tão complicado, a Brawn tende a perder a dupla que a consagrou, já que Rubens Barrichello vai para a Williams.


fonte: Lancenet

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O MELHOR RUBINHO, O RUBINHO DE SEMPRE*

Ele tem 37 anos de idade e nenhum sinal de ter perdido o prazer no que faz. Muito menos a sua qualidade técnica. Rubens Barrichello vive em 2009 seu melhor momento na Fórmula 1 e chega à fase final do campeonato na briga pelo título, vestindo o manto de caçador e numa fase ascendente na temporada. O que mudou no piloto para que isto acontecesse? Nada, absolutamente nada.

No ano passado, acompanhei de perto o calvário que o piloto viveu com o péssimo RA108 da Honda. Um cenário que de nenhuma forma diminuiu sua dedicação. O final de semana no Canadá foi o maior exemplo disso. Barrichello teve uma infecção na garganta que ocasionou uma febre muito forte. Nada que o tirasse de uma longa reunião com os engenheiros da equipe no final do sábado – vi Jenson Button sair da mesma muito antes. Um esforço recompensado no domingo: mesmo debilitado, o brasileiro fez uma boa corrida e somou dois pontinhos. Na Inglaterra, todos se lembram, sua decisão em colocar os pneus de chuva na hora certa e seu talento no molhado conseguiram um improvável pódio para o time.

São qualidades que contribuíram decisivamente para que Ross Brawn o confirmasse neste ano. Uma aposta que rendeu dividendos. A temporada de Rubens Barrichello está sendo marcada por uma boa regularidade. Em branco, apenas as corridas da Turquia, em que teve um problema na largada e abandonou por conta dele (mas dificilmente pontuaria depois de sua ocorrência) e da Hungria, quando o incidente na classificação o jogou para o meio do grid e ele teve uma corrida onde foi difícil de se concentrar.

É preciso destacar também a maneira decisiva com que está pilotando. Em Monza, partiu como um leão para cima de Heikki Kovalainen, que tinha o kers em seu carro, sabendo que era a única maneira de fazer sua estratégia funcionar. Na corrida anterior, em Spa, fez uma ultrapassagem de cinema sobre Mark Webber, por fora na curva Blanchimont. Um arrojo que muito novato no grid não consegue ter.

Além de motivado, constante e agressivo, Barrichello é um piloto autoconfiante. Antes do início da temporada, afirmou com todas as letras que este seria o seu melhor ano na Fórmula 1, o que já pode ser confirmado. E no momento em que Jenson Button enfileirava vitórias, o discurso do brasileiro foi o de que era importante somar pontos, “porque uma hora a coisa vai virar, eu tenho certeza”. Virou. A partir do GP da Inglaterra, Barrichello solucionou o problema com os freios que o atrapalhou nas primeiras corridas (algo muito bem explicado por seu engenheiro Jock Clear em uma matéria que fiz com ele no meu blog). E passou a ter um desempenho melhor que o de seu companheiro de equipe.

A vantagem de Button, 14 pontos, é significativa e o piloto brasileiro vai precisar de uma combinação de sorte com o seu bom trabalho para descontá-la. Mas mesmo que o título não aconteça, Rubens Barrichello vai encerrar 2009 como um vencedor. Os mesmo jornalistas europeus que o davam como aposentado, hoje reconhecem que ele ainda tem muito a contribuir para a Fórmula 1.

Entre os pilotos, seu prestígio também é enorme. Fiz uma entrevista com Timo Glock na Bélgica e ele deixou isso bem claro. “Fico feliz pelo momento que ele vive. Além de ser um grande piloto, é uma ótima pessoa”. Com o advento do Twitter, Barrichello criou um canal direto com o público, eliminado os filtros muitas vezes turvos da imprensa. E ganhou uma legião de fãs com sua maneira aberta e espontânea.

Ele sempre foi assim. Um piloto rápido e dedicado, uma pessoa alegre e amistosa. A maior mudança que explica essa boa fase de Rubens Barrichello não ocorreu nele, mas em seu entorno. Como alguém que dá muito valor para seu lado espiritual, que acredita em energias positivas, ele parece ter encontrado uma força extra num carro vencedor de uma equipe que o apóia e o respeita; e também no carinho enorme que tem recebido dos torcedores através do seu @rubarrichello. Mostrar ao mundo o Rubens Barrichello que tantos amigos cultiva no ambiente hostil de um paddock de Fórmula 1 foi a sua maior vitória neste temporada.

Um abraço e até a próxima!

* Luis Fernando Ramos

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

BARRICHELLO NÃO TEM NADA A PERDER

Ross Brawn afirmou nesta segunda-feira, após a dobradinha de seus pilotos no GP de Monza, que Rubens Barrichello será beneficiado na briga pelo título, já que não tem nada a perder.

O chefe da equipe Brawn afirmou que o inglês Jenson Button é quem mais sofre pressão no momento, já que precisa manter sua liderança e evitar a aproximação dos rivais.

"Barrichello não tem nada a perder. Button é o único que pode ser prejudicado. Então, Rubens pode ser um pouco mais agressivo e Button pensará mais em marcar pontos. É natural nesta situação", disse o dirigente.

"Há uma diferente abordagem entre os dois. Entretanto, ambos estão na frente há um bom tempo, então acho que isso não será um problema."

Brawn comentou a respeito da posição da equipe no campeonato e disse que, apesar de não achar que o título está garantido, as melhorias no carro para Cingapura deixarão o carro ainda melhor.

"É óbvio que Monza foi uma excelente corrida. Não podemos dizer que foi a crucial porque ainda há 40 pontos em jogo. Para a vitória, ainda há um longo caminho", ponderou.

Apesar de saber que matematicamente a briga com a Red Bull pode terminar em Cingapura, Brawn afirma que a disputa interna entre seus pilotos continuará até a última corrida.

"Penso que devemos fazer isso. Qualquer tentativa de controlar essa rivalidade pode fazer com que falhemos. Dissemos que não daríamos preferência até que fosse matematicamente impossível um dos dois ganharem e será assim até o final", disse.

Button lidera o Mundial, com 80 pontos. Barrichello, após a vitória em Monza, soma agora 66 pontos contra 54 do terceiro colocado, o alemão Sebastian Vettel, da Red Bul.

Fonte: Tazio

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

BRAWN EMIRATES?

A Emirates Airlines, companhia aérea baseada em Dubai, pode ser uma das patrocinadoras já acertadas com a Brawn para a temporada 2010.

Não é a primeira vez que a empresa árabe é ligada com a equipe inglesa. Em março, antes de Ross Brawn anunciar que tinha comprado o espólio da Honda, rumores indicavam que a Emirates patrocinaria o time, o que não aconteceu de fato. A companhia aérea não é novata na F1, já que patrocinou a Mclaren em 2006.

É o que informa o jornal inglês "Daily Express", em mais um boato envolvendo a equipe do piloto Rubens Barrichello.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

BOATOS DA BRAWN

Foi só ganhar corridas novamente que a Brawn volta a ser motivo de boatos. Nick Fry foi o primeiro a indicar que os dois pilotos continuam no ano que vem, uma vez que, na visão do dirigente, tanto Rubens quanto Button estão fazendo um bom trabalho.

Porém, a Toyota admite ter interesse em Button e, por causa de um possível número um no carro, pagaria fortunas ao piloto britânico que, como sabemos, sempre deixou este fator influenciar suas decisões.

Mas falando em grana, Ross Brawn admite que já tem patrocínio fechado para os próximos três anos.

Notícias em formas de boatos, quase certeiros.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

FRASE(S) DO DIA

"Essa conquista foi como nos velhos tempos, parabéns"
Ross Brawn, chefe da Brawn GP, elogiando o desempenho de Barrichello


"É impressionante como as minhas vitórias sempre são emocionantes. Posso dizer que este domingo foi realmente especial, um domingo brasileiro. A corrida foi ótima, realmente ótima"
Rubens Barrichello, vibrando com a vitória no GP da Europa, a 10ª em sua carreira

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A APOSENTADORIA DE BARRICHELLO?

Quando começamos a pensar em aposentadoria, é porque o sentimento está bem presente em nossa cabeça, assim como é quando queremos mudar de emprego.

Rubens Barrichello começa a viver este dilema fomentadas pelas frustrações deste ano, pois segundo entrevista dada ao Jornal The Irish Examiner, "95% dos meus sentimentos são de permanecer. Amo tudo isso, ainda sou rápido, mas os 5% restantes me perguntam 'para que você precisa disso?'. É algo que está na minha cabeça, mesmo que em um número pequeno, mas o ano que vem ainda está longe para eu ter de decidir algo agora."

Apesar de grandes oportunidades para continuar a carreira em 2010 (fala-se, cada vez mais, na Williams), acredito que a melhor opção para era é sair de cena vencendo o GP Brasil e mandando uma banana para todos.

Realmente será que ele precisa disso para continuar a viver?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O PONTO DE VISTA DE BARRICHELLO*

*Por Rubens Barrichello, através de depoimentos realizados em seu Twitter após o GP da Alemanha:
"nao dava pra ganhar a prova com os Red Bulls andando meio seg mais rapido...mas sem o problema no pit dava pra chegar em 3

perdi um tempo tambem no primeiro pit e isso fez eu cair atras do Massinha

foi uma pena ficar atras do Massinha..mas ele tem Kers e eu tinha mais gasolina naquela hora entao ficou dificil

e eu entao??mas agora to tranquilo...sou um cara muito pra cima...xinguei,falei e agora pra proxima

eh mas ja chutei o que tinha que chutar...agora eh relaxar e ir ganhar na Hungria...vontade nao falta

fiquei bem irritado mesmo...eh que perdemos uma grande chance ontem de ganhar mais pontos em cima do Button e isso eh chato..bola pra frente

enquanto tivermos chances matematicas vamos brigar...isso eu prometo...foi chato ter perdido a chance ontem mas ja virei a pagina

Na Hungria estara calor e teremos um grande upgrade aerodinamico

queria mesmo agradecer a todos pelo apoio...fiquei muito P...ontem mas
realmente ja virei a pagina.."

BRAWN VERSUS BARRICHELLO*

* Por Fábio Seixas

Acusar alguém é algo muito sério. Acusar é sinônimo de incriminar, culpar, tachar, rotular, denunciar...

É preciso ter provas muito fortes antes de colocar em dúvida ativos tão valiosos quanto a lisura e a boa-fé de uma pessoa ou organização.

Antes de acusar, prefiro sempre conceder o benefício da dúvida, mesmo correndo o risco de parece ingênuo. É melhor ser ingênuo do que leviano. É meu jeito. Por isso, nunca embarco nas tantas teorias da conspiração da F-1.

Mas hoje é o caso de acusar. Porque a Brawn deliberadamente prejudicou Barrichello.

Foram dois os lances _perdoem se estou repetindo o que já escrevi no post anterior, mas algo me diz que este será o assunto dos próximos dias e, portanto, todo esclarecimento é necessário. No primeiro, a Brawn se atrapalhou no reabastecimento do brasileiro. Ok, com Webber voando na pista, as chances de vitória de Barrichello eram reduzidas. Mas, ao errar no abastecimento e obrigá-lo a um terceiro pit, a Brawn acabou também com suas chances de pódio. Mas FATO é que o problema jogou Barrichello para a quinta colocação (com Button em sexto, vejam só), abrindo a possibilidade de o piloto inglês ganhar mais um ponto no lance que viria a seguir. E o segundo lance foi o último pit do brasileiro. Aí, às favas com o cuidado em não acusar: a Brawn deliberadamente o prejudicou. Ao colocar pneus duros para apenas dez voltas, o recado que o time passou foi um sonoro e claro "sai da frente porque o Button precisa ganhar este pontinho a mais".

Há, claro, a discussão sobre a situação dos dois no Mundial. Provas atrás, antes mesmo de a Red Bull mostrar as caras na Inglaterra, eu já havia escrito aqui que Button seria o primeiro piloto da Brawn. Não era nenhum exercício de futurologia, apenas análise da tabela. Com Vettel e Webber voando na pista, ameaças concretas, a tendência era mesmo que essa posição do inglês fosse evidenciada, reforçada. Mas uma coisa é dar equipamento melhor, traçar uma estratégia mais eficiente ou até mesmo sacrificar um segundo piloto no grid, outra coisa é jogar um piloto para trás, como a Brawn fez hoje com Barrichello.

Após a prova de Barcelona, Barrichello disse o seguinte: "Antes da reunião de final de corrida, eu chamei o Ross num canto e lhe disse claramente que se ele tivesse feito algo em proteção ao Jenson que eu estava realmente pronto pra pendurar minhas chuteiras." Agora há pouco, em Nurburgring, à BBC, Barrichello soltou o verbo: "Hoje demos um show de como se perder uma corrida. Fiz tudo que tinha de fazer, que era fechar a primeira curva na frente. Sinto pelo time, mas sinto mais por mim mesmo. Deste jeito, vamos perder ambos os campeonatos. Para ser honesto, quero pegar meu avião e ir para casa. Não quero falar com ninguém do time, porque sei que eles virão com o mesmo blablablá de sempre. Estou terrivelmente irritado."

Aos 37 anos, milionário, com 17 temporadas e 275 GPs nas costas, Barrichello não precisa mais aturar esse tipo de coisa.

Aguardemos.

sábado, 11 de julho de 2009

MERCADO DE PILOTOS PARA 2010: BOATOS E CERTEZAS

Informa Lívio Oricchio, no Jornal O Estado de São Paulo de hoje:

Fernando Alonso na Ferrari em 2010, como companheiro de Felipe Massa. Nico Rosberg, da Williams, no lugar de Nick Heidfeld, na BMW. Falta apenas o anúncio oficial. Os negócios já estão definidos. Essas foram duas importantes mudanças que o GP da Alemanha expos até agora. Mas há muitas outras em curso.

Ontem no circuito de Nurburgring, por exemplo, o empresário de Kimi Raikkonen, o inglês Steve Robertson, conversou longamente com Ross Brawn, sócio da Brawn. É apenas um contato inicial, mas a Brawn pode ser o caminho de Raikkonen.
Para dispensar o finlandês, a Ferrari terá de pagá-lo. Estima-se que seja US$ 26 milhões. Uma composição com a Brawn GP está, agora, sendo tentada. Os italianos cederiam Raikkonen, de quem desejam se livrar, em troca de pagar menos. O restante seria coberto pela Brawn GP.

Os japoneses da Toyota, comprometidos com Bernie Ecclestone a permanecer na Fórmula 1 até o fim de 2012, já ofereceram a vaga de Jarno Trulli a Raikkonen. O finlandês aguarda o avanço das conversas com Ross Brawn, sua preferência inicial.

Outro piloto que já entrou na dança dos cockpits é Rubens Barrichello, valorizado depois de mostrar-se veloz e bastante útil à evolução da Brawn GP, ainda que Jenson Button tenha 23 pontos a mais no campeonato.

“Não sei se vou permanecer na Brawn”, diz Barrichello.

Ross Brawn não terá mais os US$ 140 milhões da Honda para manter a equipe. “Precisarei de investimentos em 2010”, vem dizendo o ultracompetente engenheiro inglês. E já se sabe que testará jovens de talento com patrocinadores dispostos a ver suas marcas na Brawn, dentre eles Bruno Senna.

“Estou conversando com o Ross Brawn e outros times também”, explicou Rubinho.

Não é de hoje que Frank Williams elogia o trabalho do piloto brasileiro, que cairia à perfeição no seu time, diante da saída de Rosberg e a fragilidade técnica de Kazuki Nakajima, também com elevadas chances de ser dispensado por Frank Williams.


Interessante conjuntura essa. Lembrando que Nelsinho Piquet seria dispensado após o GP da Alemanha, o que deve ocorrer também com S. Bourdais.

terça-feira, 9 de junho de 2009

DÚVIDA...

Dada a tremenda superioridade de Jenson Button nesta temporada bem como que o segundo piloto é o mesmo e o chefe de equipe também, fica a dúvida:

Será que Schumacher foi tudo isso mesmo?

Cartas para redação.