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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

SEM CRISE PARA BERNIE ECCLESTONE*

* Por Leonardo Felix

Vivendo uma das piores -- se não a pior delas -- crises econômicas de sua história, a Espanha já começou a acusar o golpe também na esfera esportiva.

A nova grande potência do esporte mundial deu pequenos indícios de que não sairá ilesa desses tempos em que o país está perto da bancarrota, com taxas astronômicas de desemprego e dívida pública. Em vista esse preâmbulo, a F1 também não passará incólume.

Coincidentemente ou não, os organizadores dos GPs da Europa, no circuito de rua de Valência, e da Espanha, em Barcelona, indicaram na mesma semana que podem pedir a revisão de seus contratos junto à FOM para continuarem no calendário.

"Os grandes eventos estão sob total e absoluta revisão. Eles não são viáveis da forma como são realizados agora", disse recentemente o vice-presidente da província da Comunidade Valenciana, Jose Ciscar, ao jornal El País.

"Existem alguns contratos que são mais caros para manter do que para quebrar", completou o ministro da economia da Catalunha, Andreu Mas-Colell.

A imprensa espanhola se divide entre o choque de realismo e o pesar da ostentação. Ser o único país a ter dois GPs na F1 é algo notório, opíparo, mas a atual situação econômica do país inviabiliza completamente tal panorama. Por outro lado, Valência já deu indícios de que não aceitaria um sistema de revezamento com Barcelona para sediar a prova a cada dois anos.

Aliado a isso, especialistas dizem que quebrar contratos assim com alguém como Bernie Ecclestone não é a alternativa mais sagaz. Calculista, o mandatário da F1 nunca entra onde sabe que não vai ganhar e, quando perde, nunca sai sem deixar feridas em quem lhe desbancou.

Atualmente, Valência paga € 20 milhões ao ano para receber o GP, enquanto Barcelona arca com € 17 milhões. Fora os demais gastos para atender a todos os padrões exigidos pela categoria.

Até o momento, Ecclestone pouco se manifesta sobre o assunto e, fingindo que nada está acontecendo, vai querer o cumprimento dos contratos. É típico do ex-vendedor de automóveis ignorar e sobrepujar as dificuldades alheias se a situação estiver positiva para ele. Para Bernie, a crise só passa a existir se o número de zeros em sua conta corrente não for agraciado com o milagre da multiplicação.

Caso perceba que não tem saída a não ser renegociar, o empresário não irá fazê-lo sem sua tradicional perspicácia. Colocar os organizadores em conflito e ameaçar ficar com apenas uma etapa para pressioná-los a oferecer mais dinheiro é uma alternativa.

Outra possibilidade, essa mais plausível: conseguir viabilizar um sistema de revezamento, pelo qual os circuitos pagarão menos, mas, no fim das contas, os lucros serão maiores. Por exemplo, em vez de gastar €20 milhões ao ano, Valência dispendiaria € 25 milhões a cada dois anos pela prova. Barcelona, por sua vez, pagaria € 20 milhões a cada biênio. Para as cidades, representaria um sensível corte de custos, mas, para Ecclestone, significaria um aumento médio de € 4 milhões ao ano na arrecadação, além de abrir vaga para um dos outros tantos locais ávidos por fazer parte da categoria.

Crise econômica é algo que, definitivamente, não faz parte do cotidiano de alguém como Bernie Ecclestone.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A TAL DA CRISE...

O imponente parque temático da F-1 em Dubai ficou impotente.

A culpa, a crise.

Já a Kawasaki, anunciou a sua volta à Moto GP depois de anúnciar que desistiria desta temporada.

A crise passou...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

[OFF] "ANALORGIA" DA CRISE...

E da-lhe a coluna OFF atropelando a programação do blog e zoando o plantão (a intenção é essa mesmo).

A tão famigerada crise é o assunto da moda, bode expiatório pra todos os males da economia (mesmo os que não tenham relação direta), principalmente os causados pelos péssimos administradores e válvula de escape para os mal intencionados empresários e governantes.
Muitos não entendem a sua origem, como funciona, porque se tranforma nesse efeito dominó e afeta até os menos envolvidos.
Mas num excelente texto enviado por e-mail pela minha dileta e prezada prima Cinthia, não há como não entender.
Além de muito esclarecedor para os leigos, é hilária a "analorgia" feita
.

Há algum tempo circulou na internet um e-mail interessante com explicações de como a crise financeira começou. No e-mail, a bolha imobiliária foi comparada à situação de um bar cujos fregueses pagavam pontualmente suas pingas "penduradas" para o final do mês. Determinado investidor "compra" a "carteira de crédito" do bar (ou seja, os recebíveis futuros das pingas "penduradas"), cria derivativos a partir dela e passa a comercializar este novo produto financeiro no mercado. Bancos e demais investidores adquirem estes derivativos e começam a especulá-los na comercialização dos mesmos no mercado futuro com taxas de retorno muito atrativas. Entretanto, no momento que os bêbados deixam de pagar os "penduras", toda a estrutura financeira vem abaixo em um grande efeito dominó. Esta explicação era muito boa para demonstrar como surgiu a crise de crédito.
Mas acho que atualmente a crise financeira está em uma nova etapa: há hoje uma grande crise de confiança, afinal, os governos do mundo todo despejaram rios de dinheiro no mercado, mas mesmo assim a coisa não vai para frente.
A melhor analogia para esta nova etapa da crise financeira é uma casa de swing: Em uma casa de swing lotada, todo mundo está comendo e/ou dando para todo mundo. A música tá rolando alto, whisky, cervejas, vodkas e viagras a vontade...Até que determinada pessoa no meio da sacanagem grita bem alto:
"EU TENHO AIDS!!!".
Pronto.
Ninguém sabe se comeu e/ou deu para esta pessoa (e pior... se comeu e/ou deu com ou sem camisinha). Quem estava comendo e/ou dando irá parar de comer e/ou dar porque não sabe se a pessoa que está comendo e/ou dando naquele exato momento comeu e/ou deu para a pessoa que gritou que tem AIDS. Todos avaliam o risco de sua situação e, é certo, não vão mais comer e/ou dar para ninguém mais por um bom tempo (ao menos até saberem se têm ou não AIDS). E quem tinha acabado de chegar na casa de swing e ia começar a comer e/ou dar feito coelho não vai mais comer e/ou dar.
É esta crise de confiança que abalou a casa de swing que atualmente abala o mercado financeiro: quem estava investindo não investe mais; e quem pensava em começar a investir não investirá mais. A analogia entre a casa de swing e o mercado financeiro é mesmo a mais adequada, afinal, no frigir dos ovos, é tudo a mesma coisa: UMA GRANDE SACANAGEM!!!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

ONDE ESTÁ A CRISE?

A crise, o "bode expiatório" do momento, a palavra de ordem das empresas, o desafogo dos mercados, está onde?

A cada dia que passa novas empresas culpam a crise para justificar suas incompetências e seus erros. Até gestores públicos culpam a crise para justificar a falta de uma canalização de um corrego transbordado.

Cadê a crise?

A venda de automóveis cresce a cada dia, existem filas e filas para se comprar carros e o que fazem as montadoras? Demitem, demitem, demitem...

O mesmo acontece com a Fórmula 1, a punjança e a gastança sempre foram palavras de ordem, e os resultados vinham em decorrencia disso...e agora? A crise também será culpada por um campeonato ruim?

Me poupem! A incompetência impera nos mercados...

Afinal, não existe crise mas sim, um grande medo, de pessoas covardes que pensam em tudo, menos no negócio em si...que são as pessoas, a verdadeira fonte de motivação e transformação das empresas!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"SE EU PERDER, NÃO BRINCO MAIS!"

Da boca daquele moleque riquinho da escola, perna-de-pau mas o dono da bola; ou do vizinho mimado criado pela vovó no apartamento ao lado, quem é que nunca ouviu essa frase na infância?

Pois agora essa é a (irritante) política das principais montadoras situadas no Japão. Utilizando a desculpa que está na moda, os tais "efeitos da crise" não passam de caprichos de quem não sabe perder.

A primeira montadora a se utilizar de tal prática foi a Honda, que acabou com sua equipe "B" (Super Aguri) na Fórmula 1 no começo de 2008 ao ser derrotada pela mesma na temporada anterior e após mais um ano de fiascos, desistiu da equipe principal também. No embalo da incompetência, a Kawasaki que nunca fez nada relevante na MotoGP e a Suzuki no mundial de Rali (WRC) também usaram a desculpa oficial para desistirem das competições.

A Subaru, depois de perder a hegemonia no mesmo mundial de Rali para a Citröen, anunciou a sua retirada da competição e agora é a vez da Mitsubishi desistir de participar do Rali Dacar, justamente após perder o título entre os carros para a Volkswagen, além de desistir de patrocinar a bolha do modelo Lancer na Stock Car brasileira (em 2008, nenhum de seus "carros" disputou o título).

Na contramão dessa nova "regra" japonesa está a Toyota, que todo ano joga milhões de dólares pelo ralo com seu projeto na Fórmula 1 que ainda não lhe trouxe sequer uma vitória na categoria.

Mas, por quanto tempo ainda?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

(OFF) - UMA OUTRA VISÃO SOBRE A CRISE

Eu já havia dito no post inicial que também poderia rolar política nessa coluna, mas não sei até onde seria puramente política o que segue.
Esse texto foi enviado pela minha amiga Márcia da GM Artvel de Mogi Guaçu.
Concordo em gênero, número e grau, principalmente com a parte em que diz "é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa".
Uma pena mesmo!!

Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.

Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?

É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.

(Os slides se sucedem)

Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.

Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.

Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.

Resolver, capicce?
Extinguir.

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.

Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.

Se quiser, repasse, se não, o que importa?

O nosso almoço tá garantido mesmo...


NB: sinceramente, já não sei mais o que esperar desse mundão.
É realmente algo pra se pensar e pra mudar um pouco nossos conceitos sobre o que realmente é importante em nossa vã existência.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

COLUNA DO ROQUE: CRISES, CORRIDAS E RONALDO

A crise é a palavra da moda, em todos os telejornais e meios de comunicação só ouvimos falar dela. É empresa que quebra, empresa que não paga os salários dos funcionários, empresa que não paga imposto para tentar saldar suas dividas, tudo isso para ter um saldo financeiro minimamente aceitável para os acionistas.

Motivações estas que levaram oficialmente a Honda fechar suas portas para a F-1 e deixar todos na categoria com a pulga atrás da orelha para saber qual próxima equipe/montadora a abandonaria. Muitos acham que vai ser a Toyota, outros dizem a Toro Rosso e mais alguns dizem que vai ser a Renault. Não sei, pelas recentes pesquisas divulgadas a única equipe que cumpre seus compromissos financeiros em dia é justamente a montadora japonesa, enquanto a Force India é a que mais demora para pagar, sendo que 99% de suas contas estão atrasadas. Então porque falam tanto que a Toyota vai sair? Puro marketing ou apenas elocubrações dos concorrentes?

Isso lembra muito as histórias antigas de pilotos que andavam na saudosa pista velha de interlagos, à noite e com neblina. Enquanto fingiam que não estavam nem ai, os outros se perdiam no meio da serração e a vitória ficava menos dificil. Isso não quer dizer que a Toyota vá ganhar corridas em 2009, mas que, pelo montante gasto, certamente ficará do meio do bolo pra frente, um avanço se comparado com as pífias apresentações dos últimos anos.

As informações vindas da Europa, dizem respeito a um novo momento para a F-1, com os custos reduzidos aos padrões da década de 90, motor padrão...seria um ressurgimento da verdadeira Fórmula 1, baseada em garagistas apaixonados pelas suas máquinas velozes? Ou apenas seria mais uma jogada de marketing? Ao que tudo indica, não...isso veio para ficar, só não sei se com a presença dos garagistas...

Essa inconstância entre gastar muito dinheiro, prever o futuro, ressurgir das cinzas, lembram muito a história daquele jogador chamado Ronaldo, que entre idas e vindas (mais uma delas agora no Corinthians), sempre se recuperou e deu alegrias à torcida.

Será que as corridas superarão à crise e voltaremos a ver ultrapassagens, carros bonitos, pilotos marrentos e, principalmente público nos autodromos do mundo? É o que desejo.