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terça-feira, 8 de abril de 2014

terça-feira, 25 de março de 2014

SENNA ESPECIAL: GP AUSTRÁLIA, 1993


Sobre o recurso da Red Bull*

* Por Fábio Seixas

A FIA marcou para 14 de abril a audiência em que a Red Bull apresentará seu recurso contra a punição a Ricciardo em Melbourne.

Até lá, são dois GPs: Malásia e Bahrein. E um cenário intrigante pela frente.

Se a equipe tem mesmo certeza de que seu sistema de controle do fluxo de combustível está correto, não há razões para mudar. Mas arriscaria ser punida nessas duas corridas.

Adotar o sistema indicado pela FIA parece ser a atitude mais sensata. Mas isso pode ser interpretado como admissão de culpa e jogar por terra as chances de sucesso no tribunal.

(Se correr o bicho pega, se ficar...)

Há outra leitura possível. E ruim para a escuderia. Num momento como este, de mudanças técnicas radicais, pegaria muito mal para a FIA perder um recurso logo de cara, na prova de abertura do campeonato.

Isso passaria um recado para todos os outros times de que vale a pena abusar da intepretação das regras. A ideia da FIA é justamente outra, de tolerância zero.

De quebra, há o chamado xis da questão. Na opinião deste blogueiro, a Red Bull errou no episódio. Infringiu o regulamento, foi alertada disso, mas insistiu no erro.

Por essas e por outras é que não acredito na mudança do resultado da Austrália.

Ricciardo e companhia que se conformem.

segunda-feira, 24 de março de 2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

A F-1 mudou e passeio passou a ser de outra equipe*

* Por Teo José


O GP da Austrália começou com uma grande barbeiragem de Kamui Kobayashi, retardou a freada na primeira curva e levou sua Caterham em cheio na traseira do Felipe Massa. Um erro bobo, que tirou os dois pilotos da prova. O japonês pediu desculpas depois, inclusive pelo Twitter. Hamilton e Vettel também abandonaram no inicio.

Valteri Bottas com um bom ritmo da Williams iniciou uma serie de ultrapassagens, até andar mais do que o carro e bater na mureta de proteção. Perdeu um pneu, foi para os boxes e voltou a ter bom ritmo. Completou em sexto. Mostrando que a Williams neste inicio de ano pode ser competitiva, para brigar pela terceira, quarta força. Até onde pode ir? Vamos ver nas próximas corridas. Outra impressão que ficou é que o garoto acelera e vai dar trabalho ao Massa.

Daniel Ricciardo, neste ano acertaram a pronuncia do nome dele, faz uma bela corrida dentro das possibilidade da Red Bull. Saiu em segundo ficou na posição até o final mesmo pressionado pelo Magnussen. Mostra que a Red Bull pode crescer e parece ter encontrado um caminho, mais curto, só que ainda longo.

Fernando Alonso foi o quinto. Resultado que teve muito o trabalho dele, esperava mais da Ferrari.

A McLaren mostrou ter acertado na contratação do Kevin Magnussen, conseguiu fazer uma prova segura com sua McLaren e terminar em terceiro. Vejo potencial no time e no piloto, Jenson Button vai ter trabalho, só que em um ano que durabilidade é muito importante o estilo do Button tem possibilidade de se dar melhor.

Na frente Nico Rosberg, sem Hamilton, teve um passeio tranquilo e aproveitou para conhecer melhor seu carro Mercedes. Chegou em algumas voltas ser mais rápido mais de um segundo que seus adversários. Ganhou com 24 segundos de vantagem, mesmo tendo intervenção do Safety car É sem duvida o carro mais rápido da categoria, bem mais rápido e se terminar as corridas vai passear sempre. Os outros times, diria que estão no mínimo dois passos atrás. Vamos falar bem serio, a Mercedes é um real carro de Fórmula 1, os outros ainda estão correndo atrás de suas identidades.

14 carros terminaram a corrida. Pela pré-temporada, diria que foi um numero bom.

Um outro fator que me chamou atenção foi o som dos motores. Antes uma sinfonia bem bacana, hoje algo estranho sem vida, me lembrou as corridas da antiga Indy Lights. O mais importante é a competitividade, mas em corrida de carros, som é sempre uma atração e esta de hoje está bem fraquinha, sem personalidade. Apagada. A competitividade também passou longe, não foi uma corrida de te deixar acordadão, ligado na TV, tenho certeza que muitos cochilaram. Vamos dar um desconto, foi a primeira prova depois de muitas mudanças, mas fico com um pé atrás. Mudaram para se ter mais equilíbrio e emoção e isto não vi. Que venha a Malásia, dia 30.

*Após a prova, Daniel Ricciardo foi desclassificado devido a problemas com o consumo de combustível de seu carro.

Confira a nova classificação final do GP da Austrália:
1 – Nico Rosberg – Mercedes, 57 voltas 1h32min58s710
2 – Kevin Magnussen – McLaren, 26s777
3 – Jenson Button – McLaren, 30s027
4 – Fernando Alonso – Ferrari, 35s284
5 – Valtteri Bottas – Williams, 47s639
6 – Nico Hulkenberg – Force India, 50s718
7 – Kimi Räikkönen – Ferrari, 57s675
8 – Jean-Eric Vergne – Toro Rosso, 1min00s441
9 – Daniil Kvyat – Toro Rosso, 1min03s585
10 – Sergio Perez – Force India, 1min25s916

quarta-feira, 19 de março de 2014

Mercedes larga bem, mas ainda tem muita coisa a ser descoberta*

* Por Bruno Vicária


A primeira prova da temporada da Fórmula 1 em 2014, na Austrália, refletiu só um pouco do visto nos testes preparatórios. Mas o retrato foi longe de ser 100% fiel, pelo contrário. A vitória de Nico Rosberg pode ser vista como surpresa por um outro lado: a expectativa era de que a vitória ficasse com a outra Mercedes, a de Lewis Hamilton.

O inglês, no entanto, deu um azar só. Perdeu um treino livre, marcou a pole e deu apenas duas voltas na corrida. Foi praticamente uma viagem de turismo para Hamilton na Austrália. Isso se reflete na quilometragem acumulada no fim de semana: apenas 75 voltas. Rosberg, o vencedor, deu praticamente o dobro de voltas: 141.

A Mercedes não teve rivais. Rosberg chegou a abrir 40 segundos no momento da segunda janela de pneus. Atrás dela vem o bolo todo. A McLaren foi consistente e rápida; a Red Bull funcionou (em parte) apenas com um piloto, e a Williams viu Bottas correr (e bem) por ele e por Massa, que foi tirado na largada (falamos disso mais tarde). A Ferrari continuou onde parou no ano passado, como a mais fraca das equipes de ponta.

No caso da Red Bull, o "em parte" dito no parágrafo anterior se refere à desclassificação de Daniel Ricciardo da segunda posição por conta de irregularidades no fluxo de combustível, considerado acima do permitido. O time vai recorrer. Já Vettel, se pudesse, recorreria de todo o fim de semana, tamanha a quantidade de problemas, que resultaram em apenas 81 voltas em todo o fim de semana.

Kevin Magnussen teve uma estreia similar à de Hamilton na McLaren, lá em 2008. Superou o companheiro de equipe campeão mundial (Jenson Button) e foi ao pódio em terceiro, ganhando o segundo lugar com a exclusão de Ricciardo. Button, em terceiro, deu a esperança definitiva de que a McLaren está de volta a onde nunca deveria ter saído.

Mas a equipe que mais ganhou em Melbourne foi a Toro Rosso. Foi o time que mais acumulou quilometragem (mais de 1.600 km com Jean-Eric Vergne e Daniil Kvyat), completando praticamente metade das voltas dos carros com motores Renault, que são oito (316 de 753), e fazendo história com Kvyat, o mais jovem a pontuar com 19 anos de idade.

Infelicidade é o que podemos dizer de Massa. Após treinos tão promissores, o brasileiro não conseguiu fazer nem a primeira curva. Foi acertado por trás em uma manobra infeliz do Caterham de Kamui Kobayashi e clamava, com razão, por uma punição severa ao japonês, que acabou inocentado de culpa pelos comissários.

Com duas semanas para a próxima corrida, na Malásia, deveremos ver praticamente os mesmos carros em Sepang, com as mesmas fragilidades. O que pode ser agravado pelo calor escaldante dos arredores de Kuala Lumpur. Ou seja, será mais uma corrida de surpresas, a não ser que ocorra algo de extraordinário.

VOLTAS COMPLETADAS NO FIM DE SEMANA

POR PILOTO
1. Magnussen, 160 (848 km)
2. Vergne, 159 (843)
3. Kvyat, 157 (832)
4. Ricciardo, 154 (816)
5. Hulkenberg, 149 (790)
6. Perez, 147 (779)
7. Button, 146 (774)
8. Bottas, 143 (758)
9. Rosberg, 141 (747)
10. Alonso, 137 (726)
11. Raikkonen, 133 (705)
12. Sutil, 133 (705)
13. Chilton, 108 (572)
14. Bianchi, 104 (551)
15. Gutierrez, 98 (519)
16. Massa, 91 (482)
17. Vettel, 81 (429)
18. Hamilton, 75 (397)
19. Grosjean, 65 (344)
20. Ericsson, 55 (291)
21. Maldonado, 49 (259)
22. Kobayashi, 33 (174)

POR EQUIPE
1. Toro Rosso, 316 (1675 km)
2. McLaren, 306 (1622)
3. Force India, 296 (1569)
4. Ferrari, 270 (1431)
5. Red Bull, 235 (1246)
6. Williams, 234 (1240)
7. Sauber, 231 (1224)
8. Mercedes, 216 (1145)
9. Marussia, 212 (1124)
10. Lotus, 114 (604)
11. Caterham, 88 (466)

POR MOTOR
1. Mercedes, 1052 (5578 km)
2. Renault, 753 (3993)
3. Ferrari, 713 (3781)

terça-feira, 18 de março de 2014

SENNA ESPECIAL: GP AUSTRÁLIA, 1989


F1 2013 vs 2014 sound comparison - Melbourne

Quo Vadis F1?*

* Por Luis Fernando Ramos

Mesmo com um vento forte e eventuais garoas, mais de cem mil pessoas foram ao Albert Park no domingo. Na contramão do que acontece na maioria dos países, o interesse pela Fórmula 1 na Austrália cresceu muito nos últimos anos. Frutos, claro, das vitórias conseguidas por Mark Webber neste período.

E a apoteose deste crescimento se deu com a corrida de Daniel Ricciardo. Em sua estreia na Red Bull, o sorriso ambulante de Perth foi simplesmente perfeito, maximizando o crescimento do RB10 com ótimos resultados na classificação e na corrida. O primeiro pódio de um piloto australiano na corrida do país. Quando ele cruzou a linha de chegada, olhei pela janela da sala de imprensa e vi uma arquibancada explodindo em alegria. Fiquei arrepiado.

Um desses momentos bonitos que o esporte proporciona foi aniquilado horas depois pela frieza dos comissários de prova. O caso está bem documentado: os sensores acusavam um fluxo de combustível maior do que o permitido, a FIA avisou à Red Bull mas o time ignorou a advertência e manteve o mesmo fluxo. Regras são regras.

Mas fiquei impressionado com a confiança de membros da Red Bull e da Renault de que o apelo deles será vitorioso. Acreditam que será fácil provar a inconsistência do sensor utilizado pela FIA para medir este fluxo e a eficiência do seu próprio, mostrando que jamais ultrapassaram o limite.

Pelo que ouvi, os sensores da entidade chegavam a oscilar na casa de 2%, para mais ou para menos. Numa mera conta matemática, isto significa que um time que estava usando 100% do fluxo, mas o sensor de FIA acusava 98%, poderia aumentar seu fluxo para 102%. Um ganho de quinze cavalos. Provar isso no Tribunal de Apelo será a meta da equipe punida.

Andar no limite das regras e explorar qualquer brecha que se abra está na natureza das equipes da F-1 desde a sua origem. Mas o pior lado desse episódio do GP da Austrália está na criação de uma regra complexa, de difícil controle e, acima de tudo, inútil.

Controlar o fluxo de combustível foi a opção criada para impedir que os times tirassem mais potência do turbo durante a classificação. Uma bobagem. Bastava liberar uma quantidade extra de combustível para ser queimada apenas nessa sessão - no mesmo raciocínio do que fizeram com um jogo extra de pneus para o Q3.

Então, o fã da categoria, que já está com cabeça confusa com tantas regras novas, só precisaria saber que o piloto pode usar 100 quilos (ou 135 litros) ao longo da corrida. E ponto final.

Mas não. Na primeira corrida da nova era da F-1, os dirigentes conseguiram matar a melhor estória esportiva do dia por conta de uma regra complicada e que não sabem controlar. Não espanta ver um jornal australiano estampando a manchete “Grande Farsa” na sua capa. Não vai espantar se o público do Albert Park diminuir bastante no ano que vem.

Já faz tempo que é uma merda a maneira que a categoria é administrada.

LEGENDE A FOTO


Rosberg, sem suor*

* Por Tatiana Cunha


É, e eu que tinha esperanças que este GP da Austrália mudasse a imagem que tenho desta corrida… Se fez alguma coisa, só piorou.

Porque se é isso que veremos na F-1 em 2014, foi muito barulho por nada.

Rosberg venceu à la Vettel. Largou, criou gordura, o safety car entrou e ele perdeu tudo, mas não teve problemas para abrir mais vantagem e (Zzzzzzz, a esta altura todo mundo já estava dormindo) recebeu a bandeirada. A comemoração dele, tão empolgante como a corrida…

Ok, estou amarga, #fato. Mas a demora de mais de cinco horas para o resultado oficial da corrida ter saído ajudou para isso.

Um problema com o fluxo de combustível do carro de Ricciardo (que estava gastando mais do que o permitido, o que em outras palavras significa dizer que ele estava ganhando mais potência) fez com os fiscais da FIA fizessem o que mais adoram, que é ficar discutindo por horas e horas uma eventual punição. E desta vez ela saiu. O australiano, que tinha ficado tão feliz por ir ao pódio em segundo, foi desclassificado.

Com isso, Magnussen, que fez uma belíssima estreia pela McLaren, herdou o segundo lugar e Button, o terceiro.

Fim de semana para esquecer para Vettel, Hamilton, Massa e Lotus.

Os dois primeiros abandonaram nas primeiras voltas por problemas distintos de motor. O caso de Massa foi ainda pior. Ele foi arrastado por Kobayashi na primeira curva da prova e acabou estacionado na caixa de brita. Uma pena porque a ótima corrida de Bottas prova que a Williams tinha bom potencial aqui em Melbourne. Vamos ter que esperar mais duas semanas, até a Malásia, para tirar nossas conclusões sobre as chances do brasileiro neste ano.

E a Lotus, que há um ano venceu aqui na Austrália com Raikkonen, viu seus dois carros abandonarem. Maldonado deve estar feliz por ter trocado a Williams pela Lotus, né?

O que deu para se ver desta nova F-1 é que os problemas com a eletrônica dos carros devem ser constantes.

Fora isso, a Mercedes é, sim, a equipe a ser batida. Mas a Red Bull não está tão mal quanto estava pintando. Claro que ainda há muitos problemas a resolver, mas o carro é rápido. A McLaren deu sinais de vida depois do ano vergonhoso que teve em 2013. Já a Ferrari ainda não disse a que veio. Alonso foi apagado (chegou em quarto) e Raikkonen mais ainda (sétimo).

Será que veremos uma nova hegemonia em 2014, a da Mercedes? É possível. Como consolo o fato de nem Rosberg nem Hamilton serem Webber.

segunda-feira, 17 de março de 2014

SENNA ESPECIAL: GP AUSTRÁLIA, 1985


Anticlímax*

* Por Luis Fernando Ramos


Domínio absoluto, poucas trocas de posição e polêmicas criadas pelos comissários de prova. A Fórmula 1 mudou radicalmente em 2014 para continuar como estava. O GP da Austrália mostrou que o modelo da Mercedes está léguas à frente dos adversários, que as mudanças técnicas nos carros não incrementaram a dinâmica das corridas e, principalmente, que a regulamentação dos novos motores V6 ainda vai gerar muita discussão.

Na prática, a corrida no Albert Park só terminou quase seis horas depois de Nico Rosberg receber a bandeirada de vencedor da prova. Foi quando a FIA anunciou a desclassificação do segundo colocado, Daniel Ricciardo, por uma irregularidade no fluxo de combustível do carro da Red Bull.

O time apelou da decisão, alegando que o sensor que media isso não era confiável. De fato, durante o final de semana, várias carros tiveram problemas nos sistemas de medida do uso de combustível e tiveram de fazer trocas de última hora no sensor. Inclusive no carro de Daniel Ricciardo. O julgamento ocorrerá no Tribunal de Apelações da FIA em data a ser definida.

A polêmica desviou a atenção da superioridade demonstrada pelo carro da Mercedes. Em alguns estágios da prova, Nico Rosberg chegou a abrir um segundo e meio por volta sobre o resto. O passeio foi tão grande que deixou alguns rivais à beira do desespero. Fernando Alonso chegou afirmar que eles estão em outra categoria e Daniel Ricciardo apostou que Nico Rosberg nem precisou tirar o máximo do carro para abrir toda a vantagem que tinha no final da prova. O vencedor deu todo o crédito do sucesso ao time:

"Um carro incrível como esse só é possível se feito com paixão, a paixão de ver o carro que eles construíram chegar e dominar a Fórmula 1. Isso é o que importa e o que conseguimos hoje como equipe, este primeiro lugar, é a melhor recompensa", disse Rosberg.

Diante da expectativa de uma corrida dramática em termos de abandonos e de problemas de consumo de combustível, a prova de abertura do Mundial de 2014 foi um anti-clímax. Quinze dos 22 carros que largaram foram até o final da corrida. E o período de safety car no início da prova praticamente eliminou a necessidade de poupar gasolina. Diante disso, foram poucas as disputas por posição.

Resta conferir num circuito mais normal, como Sepang, se o que ocorreu em Albert Park foi a regra ou a exceção.

GRID GIRLS: FORMULA TRUCK (GP CARUARU, 2014) E FORMULA 1 (GP AUSTRÁLIA, 2014)



FOTO DO DIA: GP AUSTRÁLIA, 2014


Rosberg, vitória e um passo à frente*

* Por Fábio Seixas

Foi menos agitado do que eu imaginava.

Mas foi um bom GP da Austrália.

Vitória de Rosberg, a quarta da carreira, uma a menos que o pai.

Com uma vantagem para o segundo colocado, Ricciardo, que diz muito sobre este início de temporada: 24s500.

Magnussen completou o pódio. O primeiro estreante a conseguir tal honra desde Hamilton, em 2007. E um feito que o pai, Jan, nunca obteve.

O cataclismo não se confirmou: 15 carros cruzaram a linha de chegada.

Melbourne teve um dia de clima ameno, 17°C no ar, 21°C na pista.

A primeira tentativa de largada foi abortada: Chilton e Bianchi não conseguiram sair e foram levados para o pit lane.

Quando valeu, Rosberg foi sensacional. Costurou pela direita e tomou a liderança antes que Hamilton e Ricciardo entendessem o que estava acontecendo. Um show.

Massa se deu mal. Kobayashi veio freando pela reta como uma vaca louca e acertou com tudo a traseira do Williams. Ambos abandonaram.


É aquele velho ditado das pistas: você não ganha uma corrida na primeira curva, mas você pode perdê-la. O japonês foi mal nessa...

“Primeira corrida do ano, eu não tenho a menor ideia do que ele tentou fazer. É perigoso, uma porrada na traseira... É até difícil achar palavras. Ele não usou a cabeça”, disse Massa ao repórter Marcelo Courrege, da TV Globo.

Na terceira volta, Vettel parou nos boxes. Na quarta volta, foi a vez de Hamilton abandonar. Ambos com problemas no motor.

“É um saco. Tivemos uma pré-temporada difícil”, afirmou o alemão.

Na oitava volta, Bottas passou Raikkonen e assumiu a sexta posição. Pelo rádio, a Ferrari alertou Alonso de que o Williams estava chegando.

Durou pouco. Na décima volta, Bottas carimbou o muro e perdeu a o pneu traseiro direito. Safety car.

O top 10 à esta altura: Rosberg, Ricciardo, Magnussen, Hulkenberg, Alonso, Raikkonen, Vergne, Kvyat, Button e Sutil. A vantagem do alemão, 7s530.

Começou, então, um corre-corre para os boxes. E quem se deu bem foi Button, que pulou de nono para sexto.

A relargada veio na 16ª volta.

O top 10, Rosberg, Ricciardo, Magnussen, Hulkenberg, Alonso, Button, Vergne, Raikkonen, Sutil e Kvyat.

Forte na ponta, o alemão logo tratou de recuperar sua vantagem. Na 20ª volta, já tinha novamente 5s842 sobre Ricciardo. Na 27ª, rompeu a barreira dos 10s: abriu 10s843.

Na 28ª, Ericsson parou. Restavam 17.

Na 31ª, foi a vez de Maldonado. Restavam 16.

Na 32ª, Gutierrez inaugurou a segunda janela de pits. Button e Pérez entraram na sequência, e o inglês perdeu a ponta do bico quando o carro foi colocado no chão.

Bottas continuava bem, mesmo após a batida no muro. Na 35ª, aproveitou-se de um erro de Raikkonen e subiu para quinto.

Logo depois, Alonso parou. Ricciardo, Bottas, Raikkonen e Kvyat fizeram o mesmo.

Magnussen entrou na 37ª. Rosberg, na 38ª, voltando na liderança mesmo após uma problema na troca do pneu dianteiro esquerdo.

E Button se deu bem de novo, ganhando mais duas posições: pulou pra quarto.

O top 10 após a segunda janela de pits: Rosberg, Ricciardo, Magnussen, Button, Alonso, Hulkenberg, Vergne, Bottas, Raikkonen e Kvyat.

Na 44ª volta, o alemão já tinha 18s219 sobre o australiano, que já começava a tomar pressão de Magnussen.

Na volta seguinte, Grosjean abandonou, 15 continuaram.

Bottas, lembram dele? Continuava sendo o showman da corrida. Aproveitou uma bobeada do Vergne na 47ª volta e assumiu o sétimo posto.

Veio então um rádio para Magnussen: “Vá para cima do Ricciardo. Ele está com problemas”. Coincidência ou não, o australiano reagiu: fez sua melhor volta na prova.

Bottas mantinha o pé embaixo. Na 52ª, deixou Hulkenberg para trás: P6.

E assim ficou.

O top 10 na linha de chegada, Rosberg, Ricciardo (depois desclassificado), Magnussen, Button, Alonso, Bottas, Hulkenberg, Raikkonen, Vergne e Kvyat (e Perez).

“Vocês me deram um carro perfeito”, disse Rosberg, pelo rádio.

Uma frase que talvez precise ser relativizada. Talvez não seja perfeito. Mas certamente é muito, muito melhor do que todos os outros.

A Mercedes é favorita ao título. E Rosberg começa a luta interna um passo à frente.

sexta-feira, 14 de março de 2014

AO VIVO: FÓRMULA 1 - GP DA AUSTRÁLIA 2014 (TREINOS E CORRIDA)



*** PRÓXIMAS TRANSMISSÕES AO VIVO ***
TREINO LIVRE 1 - 13/03/2014 (quinta-feira), 22:30h (horário de Brasília)
TREINO LIVRE 2 - 14/03/2014 (sexta-feira), 02:30h (horário de Brasília)
TREINO LIVRE 3 - 15/03/2014 (sábado), 00:00h (horário de Brasília)
CLASSIFICAÇÃO - 15/03/2014 (sábado), 03:00h (horário de Brasília)
CORRIDA - 16/03/2014 (domingo), 03:00h (horário de Brasília)

ACOMPANHE A CRONOMETRAGEM OFICIAL, AO VIVO. CLIQUE AQUI!

Primeiras impressões*

* Por Tatiana Cunha


O motor Ferrari de Fernando Alonso rompeu o silêncio do início de tarde hoje aqui no Albert Park e deu oficialmente a largada para o Mundial de F-1 de 2014. Confesso que estranhei o som da F-1 neste primeiro dia. Mas acho que com o tempo vamos nos acostumar com o ruído menos estridente dos V6.

Com quatro minutos de treino, a primeira surpresa. A Mercedes de Hamilton fica estacionada no meio da pista em sua primeira volta. Enquanto isso, na garagem da Red Bull, Suzie, o carro de Vettel neste ano, ainda não está pronta para o alemão dar suas primeiras voltas.

E assim começou o campeonato em Melbourne. Com alguns imprevistos, mas nenhuma grande surpresa.

Ao final do dia, Hamilton colocou ordem na casa e, depois de perder a primeira sessão toda por conta do problema em um sensor que deixou seu carro parado, fez o melhor tempo em 1min29s625. Atrás dele, seu companheiro de garagem, Rosberg, menos de dois décimos mais lento.

A Ferrari viu Alonso ser o mais rápido de manhã e o terceiro à tarde. Nada mal. Já Raikkonen teve alguns problemas e foi nono e sétimo, respectivamente.

Para a Red Bull este primeiro dia em Melbourne foi de alívio. Depois de tantos problemas na pré-temporada, tanto Vettel como Ricciardo andaram bastante e sem grandes dramas.

O tetracampeão fechou o dia com o quarto melhor tempo e 51 voltas na bagagem, quase a distância do GP da Austrália. “Este primeiro dia foi um grande alívio para nós, pois trabalhamos muito para isso. Os tempos de sexta-feira geralmente não significam muita coisa, mas sem dúvida é melhor estar mais na frente do que atrás”, disse ele há pouco no paddock.

Não tenho dúvidas de que a Red Bull tem condições de tirar sua desvantagem em pouco tempo. Vai ser interessante ver qual a capacidade de reação deles, já que nos últimos anos eles sempre começaram a temporada na ponta ou pelo menos bem perto dela.

A Williams mostrou que os resultados da pré-temporada não foram coincidência. De manhã Bottas ficou em terceiro e Massa, em quarto. No segundo treino o brasileiro foi o 12º e o companheiro, o oitavo.

Mas Massa disse que o objetivo principal hoje não foi a preparação para a classificação e sim para a corrida. E que a equipe ainda está tentando entender um pouco melhor o comportamento do carro. E afirmou que o objetivo para amanhã é se classificar entre os dez primeiros.

Aguardemos.

segunda-feira, 10 de março de 2014

quinta-feira, 28 de novembro de 2013