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sexta-feira, 21 de março de 2014

BIA NA STOCK

* Por Flávio Gomes


Sim, é ela mesmo, Bia Figueiredo. Surpresa do dia, saiu hoje o anúncio de que ela vai disputar a temporada inteira da Stock Car neste ano. No fim de semana, corre em dupla com Duda Pamplona na prova de abertura do campeonato. O patrocínio é da Ipiranga, parceira antiga da moça, com a marca AM/PM, de lojas de conveniência da rede de postos de gasolina.

Acho ótimo, sinceramente, que Bia desencane dos monopostos. Ela foi ótima do kart à F-Renault, idem na Indy Lights, mas nos quatro anos erráticos de F-Indy, a coisa simplesmente não rolou. E Bia passou quatro anos aparecendo mais do que pilotando. Quando tinha uma chance de largar, largava e não conseguia nenhum resultado digno de nota. A vida é cruel, nas pistas. Corria o risco de desaparecer, ou de virar apenas uma excentricidade, um rostinho bonito para aparecer num ou outro programa de TV para falar sobre como é difícil ser mulher no automobilismo.

Aos 20 anos de carreira, era hora de encontrar um rumo. Encontrou. Agora, que acelere e tenha uma longa vida nos carros fechados. Bia é ótima piloto e tem como se sair bem.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Bia e Indy, uma união que deu errado*

* Por Hugo Becker

O desempenho arrasador de Mike Conway na rodada dupla da Indy em Detroit, no último fim de semana, não foi exatamente uma surpresa, levando em consideração o que ele já mostrou ao longo de sua carreira.

Longe de ser um gênio, cerebral ou algo do tipo, o britânico de 29 anos sempre foi um piloto bastante rápido e combativo, com sucesso em boa parte das categorias de base que disputou na Europa, levando inclusive o título da badalada F3 Inglesa em 2006.

A rota habitual para a F1 só começou a desandar na GP2. Com poucos patrocinadores e desempenhos mequetrefes, Conway optou por migrar para a América. Entrou de cara na Indy em 2009, sem fazer o costumeiro estágio na Indy Lights.

Correndo pela modesta Dreyer & Reinbold, o inglês conseguiu seu primeiro pódio já na temporada de estreia em solo norte-americano, na etapa de Infineon. Em 2010, ainda pela DRR, fez apenas algumas corridas, já que se arrebentou em um acidente impressionante nas 500 Milhas de Indianápolis daquele ano e perdeu o restante do campeonato.

Retornou em 2011, pimpão, pela poderosa Andretti. Na terceira corrida, em Long Beach, veio a primeira vitória. Parecia promissor, mas foi seu único momento proveitoso no campeonato, marcado por uma rotina incessante de acidentes e quebras mecânicas.

Em 2012, pela Foyt, sofreu outra bela panca em Indianápolis e decidiu desistir de correr em pistas ovais. A morte do compatriota Dan Wheldon em 2011 também pesou na decisão. Isso fez com que Mike se tornasse uma espécie de piloto 'freela', um Roberto Moreno versão 2.0 exclusivo para corridas em pistas mistas.

Neste ano, portanto, o britânico participou apenas de três provas: Long Beach, onde largou em quinto e abandonou por problemas elétricos, e as duas de Detroit, onde conseguiu pole em uma e vitória em outra.

Na trinca de corridas, quem lhe deu um cockpit foi a Dale Coyne. No último fim de semana, na vaga de Bia Figueiredo. Diante do excelente desempenho de Conway em Belle Isle, ficou escancarado: a brasileira vinha tendo performance abaixo da crítica na Indy.

Sim, é preciso constatar. A verdade ajuda, sempre. Bia foi mal. Aliás, indo mais além, foi mal durante toda a sua trajetória na categoria. Uma não foi feita para a outra, e vice-versa. E não há, obviamente, justificativas para que o melhor que a pilota tenha conseguido em 28 largadas tenha sido um 11º lugar no GP de Toronto de 2011.

O histórico é ruim, os resultados são ruins. Ponto.

Aos fatos: Justin Wilson, que correu ao lado da brasileira na Dale Coyne nas cinco primeiras etapas do ano, conseguiu um pódio, um quinto lugar e chegou mais duas vezes no top-10. Na corrida 1 em Detroit, enquanto Conway venceu, Justin cruzou a linha de chegada em terceiro. Os dois carros do time foram para o pódio.

Diante disso, a tese de que o carro é uma porcaria não cola. Longe disso. O carro é bastante competitivo e, em uma categoria na qual todos os pilotos possuem o mesmo chassi, ter uma pilotagem decente é substancial. É o diferencial.

Naturalmente, Bia fez o que pôde, o que estava ao alcance. Mas não foi suficiente. Ela não é competitiva o bastante para sobreviver na Indy. Conway e Wilson, pilotos apenas rápidos e esforçados e que passam longe da nata da categoria, mostraram isso com clareza.

A constatação, no entanto, não traz nenhum tipo de demérito, tampouco faz da brasileira uma pilota incompetente. Apenas mostra que o lugar dela não é lá, naquela porta que ela insiste em manter aberta a todo custo.

Talvez seja o momento de firmar o pé de vez em novas possibilidades para sua carreira. E de vez em quando, se quiser ou puder, se divertir por lá. Sem compromisso ou pressão.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

BIA É CONFIRMADA PARA ETAPAS DE BARBER, LONG BEACH, SÃO PAULO E INDY




A equipe Dale Coyne confirmou, nesta quarta-feira, a presença de Bia Figueiredo nas próximas quatro etapas da temporada 2013 da Indy, incluindo as duas mais importantes do ano para a piloto: a de Barber, que acontece já neste fim de semana, Long Beach (21 de abril), a corrida doméstica em São Paulo (5 de maio) e as 500 Milhas de Indianápolis (26 de maio), informa o site Tazio.

Com patrocínio da Ipiranga, que garante, por enquanto, apenas um programa parcial na categoria, a brasileira já havia fechado acordo de última hora com a equipe para correr na rodada de abertura, em São Petersburgo, há dois domingos.

Na Flórida, Bia não apresentou um bom desempenho, já que mal teve tempo de testar o carro e ainda sofreu com diversos problemas ao longo dos treinos livres. Por isso, classificou-se na 25ª e última colocação no grid de largada, e abandonou a prova por falha mecânica, após passar todas as voltas na rabeira do pelotão.

Barber é um local onde a paulista de Taboão da Serra pode ter melhor sorte. Apesar de nunca ter corrido oficialmente por lá (ficou de fora da edição de 2011 por estar com a mão quebrada), foi essa a pista onde ela realizou sua única bateria de testes com a Dale Coyne antes do início da campanha. O companheiro de equipe da piloto continuará a ser o inglês Justin Wilson.

“Vai ser muito importante fazer mais essas duas corridas [Alabama e Long Beach] antes de São Paulo, não somente para eu pegar mais ritmo de corrida, como para o entrosamento com meu time de mecânicos e engenheiros, que está em construção”, disse a competidora de 28 anos, que no entanto admitiu que a etapa de Birmingham será bastante diferente do que as duas posteriores, muito por conta do tipo de traçado.

“A pista onde vou correr neste fim de semana tem características bem diferentes de Long Beach e São Paulo, que são circuitos de rua, travados. Barber é um misto permanente longo e rápido, com apenas uma freada forte. Até fisicamente o tipo de exigência é diferente dos circuitos de rua”, frisou.

sábado, 9 de março de 2013

Bia Figueiredo correrá pela Dale Coyne Racing no 2013 IZOD IndyCar Series


* Por Americo Teixeira Jr.

A piloto brasileira Bia Figueiredo disputará a temporada 2013 do IZOD IndyCar Series pela Dale Coyne Racing e terá como companheiro de equipe o inglês Justin Wilson. A parceria, que é substancialmente amparada pela marca de conbustíveis Ipiranga, será assinada na próxima semana.

A piloto já fará parte do Open Test, que será realizado de 11 a 13 no Barber Motorsports Park, em Birmingham, no Alabama. Trata-se do teste coletivo e oficial da Indycar, sendo o primeiro dia dedicado à imprensa e os demais a testes de pista. É nessa ocasião que o contrato será assinado.

O Diário Motorsport pode garantir, ainda, que a verba atualmente disponível não permite a participação de Bia, pelo menos por enquanto, em toda a temporada, mas as necessidades complementares fazem supor que apenas alguns detalhes impedem afirmar, neste momento, que a Mais Bela das Pistas fará todo o campeonato.

Mesmo que o pior aconteça, certamente será uma das atrações em São Paulo e retornará mais uma vez ao Indianapolis Motor Speedway. O objetivo é permitir que novos apoiadores se juntem aos atuais ao longo do campeonato para que todas as 19 provas sejam cumpridas sem qualquer interrupção.

Já no âmbito da Dale Coyne Racing, a equipe passou a semana trabalhando num carro pintado de azul e amarelo, mas sem qualquer adesivação até o final da sexta-feira. Com esse passo definitivo em torno da presença da piloto brasileira, o carro que será mostrado no Media Day de 11 de março já estará com seu layout definitivo.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

COM MAIS DE 30*

* Por Flávio Gomes


Felipe Nasr é o único brasileiro entre os 24 pilotos que começam, amanhã, a pré-temporada da GP2 em Jerez. Vai para seu segundo ano na categoria, que costuma ser aquele em que resultados são cobrados dos que pretendem chegar à F-1.

A ausência de pilotos do país na série que tem renovado a F-1 com altíssima taxa de acesso nos últimos anos tem relação direta com a estiagem que se vive por aqui em termos de categorias de base. Quando eu digo que daqui a pouco tempo a chance de não haver ninguém de verde-amarelo nas categorias de ponta é grande, não é chute. A Indy, que já foi porto seguro de tanta gente, terá como representantes desta linda terra ensolarada em 2013 apenas dois pilotos, Hélio Castroneves (Castro Neves/Cas Troneves/Castrone Ves), 37 anos, e Tony Kanaan, 38. Poderíamos incluir Bia Figueiredo, 27, mas ela não vai disputar a temporada toda. Na F-1, sobrou Felipe Massa, 31 — vamos deixar Luiz Razia, 23, de stand-by; a coisa anda meio malparada (existe “malparada”?) no seu caso com a Marussia, como relata Victor Martins aqui.

Nos últimos tempos, muita gente que hoje tem quase 30 desistiu dos monopostos e foi cantar em outras freguesias. Como exemplos podem ser citados Augusto Farfus (DTM), 29, Nelsinho Piquet (Nascar), 27, Lucas di Grassi (WEC), 28, e Bruno Senna (WEC), 29.

Por onde anda a garotada? Sumiu. Nasr, de 20 anos, vai carregar um fardo de algum peso nesta temporada. E resta, aos brasilinos, confiar em quem tem mais de 30.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

SP INDY 300 2012: ESSE SERÁ O CARRO DE BIA FIGUEIREDO

A equipe Andretti Autosport, divulgou hoje em seu perfil no twitter, o layout do carro com o qual Bia Figueiredo irá disputar a etapa brasileira da Fórmula Indy. Bia correrá com o numeral #25 e patrocínio principal da Ipiranga, confira:

quarta-feira, 11 de abril de 2012

ANA BEATRIZ E JEAN*

* Por Leandro "Verde" Kojima

A dupla sertaneja em questão fará um som bem mais agradável do que aquela gente que brota no meio do Centro-Oeste e sai ao mundo cantarolando mocinhas das baladas, situações juvenis e tchererês. O som de um motor 2.4 que alcança até doze mil rotações por minuto, meio áspero, levemente agudo e bastante harmonioso. Para quem está acostumado à acústica estridente e sôfrega dos motores de F1, é uma coisa diferente. Gustavo Yacamán e você.

Quando Ana Beatriz Caselato Gomes de Figueiredo nasceu, Giovanni Alesi já era um piloto de monopostos. Enquanto a pequena menina, filha de um psicólogo e uma dentista que habitavam um grande casa em um condomínio nobre de São Paulo passava o dia mamando, soltando arrotos e contemplando aquele admirável mundo novo, o jovem francês de genética siciliana já participava de sua segunda temporada na F-Renault de seu país.

O tempo passou e os dois pilotos, de mundos tão diferentes, acabaram convergindo para o automobilismo profissional. Em tempos diferentes, algo natural em se tratando de uma diferença de 21 anos entre suas idades. A menina cresceu, praticou um monte de esportes e optou pelo kart. Brincadeira de menino? Não. No início, seu talento deixou irritados alguns jovens mimados e seus pais inconformados, figuras dominantes em um ambiente puramente masculino. Aos poucos, a irritação se transformou em respeito. A princesinha Ana Beatriz virou Bia Figueiredo, um dos nomes mais promissores no kartismo brasileiro.

Bia estreou nos carros em 2003, quando assinou com a Cesário Fórmula para disputar a F-Renault daqui. Dois anos depois, em Campo Grande, ela se tornou a primeira mulher a ganhar uma corrida da modalidade no planeta. Até então, somente homens haviam vencido corridas dos diversos campeonatos de F-Renault espalhados pelos quatro cantos. Como se não bastasse, ainda ganhou mais uma em Tarumã, pista mais veloz do Brasil, e outra naquele belo circuito de rua de Vitória.

Depois disso, Bia passou pela F3 Sul-Americana e não fez feio, marcando uma pole-position em Interlagos. Mas lhe faltava dinheiro para dar o salto maior. Ela até fez um ou outro teste na Europa, mas não conseguia a verba para arranjar uma vaga em qualquer categoria que fosse. Em certo ponto da vida, até ser a reserva da equipe brasileira da A1GP estava valendo. Ficava claro que, apesar de ser uma piloto competente, o sonho de ser a primeira brasileira a correr na F1 parecia não ser nada além de mero sonho. Era hora de mudar de ares. Quem sabe os Estados Unidos?

Sábia decisão. Bia Figueiredo arranjou um carro verde e branco da competente Sam Schmidt Motorsports e partiu para a temporada 2008 da Indy Lights. Adaptou-se bem ao ambiente e aos ovais, ganhou a corrida de Nashville e levou uma guitarrinha para casa. Terminou o ano em terceiro e partiu para uma segunda temporada visando o título – se ele tivesse vindo, teria sido o maior feito de uma mulher em uma categoria de monopostos na história do automobilismo.

Infelizmente, a temporada de 2009 foi bem mais complicada. Em Indianápolis, Bia sofreu o maior acidente de sua vida e acabou precisando levar cinco pontos no queixo. A pancada acabou lhe custando a participação em Milwaukee, já que ela acabou devendo uma nota preta pelos danos à Sam Schmidt. A paulista também não conseguiu participar da última etapa, em Miami, por problemas de patrocínio. No frigir dos ovos, uma vitória em Iowa e o oitavo final nas tabelas foram tudo o que Ana Beatriz conseguiu naquele ano infeliz. Sua carreira no exterior parecia acabada. A solução seria afogar as mágoas na Stock Car Brasil ou em algo do tipo.

Mas as coisas mudaram drasticamente no começo de 2010. Surgiu uma luz no fim do túnel. Luz azul e amarela, as cores da Ipiranga. Graças ao apoio da tradicional rede de postos de gasolina, Bia Figueiredo conseguiu arranjar um terceiro carro na Dreyer and Reinbold para disputar a inédita São Paulo Indy 300. Outros apoiadores apareceram, como os computadores da STI e o creme Monange que a Xuxa jurava utilizar. O arsenal financeiro garantiu que, pela primeira vez na história, uma mulher brasileira competisse em uma categoria top.

Esta foi a trajetória da carreira de Bia Figueiredo até o início de 2010. Ela fez quatro corridas naquele ano e todas as etapas de 2011, sempre com a Dreyer and Reinbold e sempre vestindo macacão azul e amarelo. Foi extraordinariamente bem? Não, mas também não passou vergonha em momento algum. Nos treinamentos da Indy 500 do ano passado, classificou-se na bacia das almas e deixou alguns pilotos experientes chupando o dedo.

Neste ano, Bia foi prejudicada pela decisão da Dreyer and Reinbold em operar com apenas um carro no grid, o de Oriol Servià. Na certa, a incompetência da Lotus em construir mais propulsores deve ter pesado na redução da estrutura de Dennis Reinbold e Robbie Buhl. Mas ela não ficará o restante do ano cochilando em casa. Na semana passada, a Andretti Autosport confirmou que contará com sua participação nas corridas de São Paulo e de Indianápolis. Com assistência técnica emprestada pela Conquest, Ana Beatriz terá a chance de ao menos dar mais uma colher de suas habilidades à torcida brasileira e de participar da maior corrida de monopostos do mundo pela terceira vez.

Difícil é dizer o que isso representa para sua carreira. Bia está tentando participar de mais corridas, mas este tipo de acordo depende de coisas que escapam do seu controle. O fato de ser mulher já não chama mais a atenção de ninguém, o que é louvável em um mundo civilizado. Isso significa que ela só conseguirá competir e arranjar patrocínio por meio de doses cavalares de talento e tino comercial. Ela é habilidosa, mas vai precisar de mais do que isso. De uma reviravolta, talvez.

Quem não precisa de reviravolta é seu companheiro de dupla sertaneja, Jean Alesi.

Este daí é velho conhecido de todos que acompanhavam a F1 há pelo menos uns dez anos. Não só conhecido como também um grande nome de uma geração que nunca disse a que veio. Muitos foram aqueles que apostaram em Jean Alesi como o grande sucessor do legado franco de Alain Prost, o novo representante da escola exuberante de Ayrton Senna ou o grande futuro adversário de Michael Schumacher. Infelizmente, Jean nunca passou de um Alesi.

Um cara que andava absurdamente bem em treinos. Que não tinha problemas em destruir seus companheiros de equipe nas sessões de sábado. Que largava melhor do que qualquer um. Que ultrapassava. Que evitava ser ultrapassado. Que liderava corridas com um carro nem sempre perfeito. Que ameaçava ganhar e maravilhar uma nação ferrarista inteira. Que sentia um vazamento, uma fumaça suspeita, um barulho estranho. Que encostava o carro na grama, todo arrebentado. Que voltava para os boxes nervoso ou choroso. Que matou muita gente do coração. Que deixou saudades.

Alesi deveria ter sido campeão do mundo. Ao meu ver, merecia mais do que Mika Hakkinen, Damon Hill ou Jacques Villeneuve, embora não obrigue ninguém a concordar com isso. O que ninguém pode discordar é que uma vitória em 201 corridas é muito pouco. Uma tremenda injustiça, mesmo que este trunfo solitário nunca tenha impedido que uma legião de pessoas cultivasse verdadeira devoção por ele.

Pois os fãs poderão ficar felizes. Prestes a completar 48 anos, Jean Alesi voltará a andar em um monoposto. Mais de dez anos após sua aposentadoria da F1, o francês foi anunciado na semana passada como piloto da Newman-Haas nas 500 Milhas de Indianápolis. Será a primeira vez dele num carro da Indy e em um circuito oval. Portanto, o coroa terá de passar pelo Rookie Test e por todas aquelas burocracias que a molecada é obrigada a encarar. Curioso, em se tratando do cara que foi o melhor estreante da F1 no distante 1989. É como o aposentado que decide voltar à faculdade após meio século.

É bom que se saliente que Alesi só está retornando porque trabalha como embaixador da Lotus Cars, aquela que tenta a duras penas fornecer motores para algumas equipes infelizes da Indy. Em setembro do ano passado, a Lotus decidiu lhe dar uma chance de disputar a mais famosa corrida em oval do planeta. Falava-se que a HVM, que foi uma das primeiras equipes a confirmarem a parceria com a marca malaia, seria quem lhe colocaria na pista. Como o mundo dá voltas, Jean acabou sendo anunciado por outro nome famoso que retorna à Indy em Indianápolis, Newman-Haas.

Ana Beatriz e Jean, dois pilotos totalmente diferentes cujas trajetórias nunca sequer se cruzaram. Um ano e seis meses separam a última corrida de monopostos do velho francês da primeira corrida de monopostos da mocinha. Os dois sonharam com F1, mas apenas um chegou lá. O que não é tão relevante. Em momentos diferentes da vida, cada um tem sua história, seus feitos e seus objetivos. Cada um é um estranho ímpar.

Mas os dois se encontrarão em Indianápolis. E se juntarão a pessoas de histórias tão distintas como Mike Conway, JR Hildebrand, Oriol Servià, Luca Filippi e Ryan Briscoe. Esta é uma das grandes graças da Indy, que comporta pilotos de perfis completamente díspares. Todos na longa estrada da vida, na esperança de serem campeões.

quinta-feira, 8 de março de 2012

MULHERES: BIA NA INDY E MARIA DE VILLOTA NA F1

Bia Figueiredo será a terceira brasileira a participar dos testes de pré-temporada da IndyCar nesta quinta-feira, no circuito de Sebring, informa o site TAZIO.

A piloto, que, participou do campeonato de 2011 pela Dreyer & Reinbold, estará ao volante do carro de número 27 da Andretti Autosport pertencente a James Hinchcliffe, já confirmado pelo time para este ano.

O time, que além do canadense contará com Ryan Hunter-Reay e Marco Andretti, anunciou que o treino da brasileira terá apenas um dia de duração.

Assim, Bia se junta a Tony Kanaan e Rubens Barrichello, ambos da KV, outros pilotos do país qu irão à pista nesta quinta-feira, terceiro dia de treinos em Sebring. Especula-se que Bia correrá em São Paulo e em Indianápolis.



Já Marussia anunciou nesta quarta-feira (7) a contratação de María de Villota para desempenhar a função de pilota de testes em 2012, informa o site Grande Prêmio.

Já se vão vinte anos desde que Giovanna Amati guiou um carro de F1 na classificação do GP do Brasil, em Interlagos. A italiana, hoje com 49 anos, foi a última mulher a pilotar um bólido da categoria de maneira oficial, ainda que não tenha conseguido se classificar para nenhuma das três corridas iniciais de 1992 quando corria pela Brabham. Em testes, a última pilota a guiar um F1 foi Katherine Legge (hoje na Indy), em 2005, pela Minardi.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

SP INDY 300 - CONTAGEM REGRESSIVA

Bia Figueiredo (Brasil) - Dreyer & Reinbold Racing #24
FALTAM 02 DIAS PARA A LARGADA
AMANHÃ É DIA DE TREINOS E CLASSIFICAÇÃO

sexta-feira, 4 de março de 2011

BIA FIGUEIREDO CONFIRMADA NA F-INDY

Bia Figueiredo foi anunciada na tarde desta quinta-feira (3) como pilota da Dreyer & Reinbold para a temporada toda da Indy em 2011, conforme adiantou o Blog Victal, do editor-chefe do site Grande Prêmio, Victor Martins . Bia, que vai usar o carro de número 24, é a terceira brasileira confirmada no campeonato norte-americano, ao lado de Helio Castroneves, da Penske, e Vitor Meira, da Foyt, informa o site Grande Prêmio.


No ano passado, quando fez sua estreia na Indy, Bia também correu pela equipe de Dennis Reinbold e Robbie Buhl e competiu em quatro etapas: São Paulo, as 500 Milhas de Indianápolis, Chicago e Homestead. O melhor resultado foi um 13° posto, justamente na corrida do Anhembi, que também abriu o campeonato passado.

"Eu realmente estou muito feliz com o acordo com a Dreyer & Reinbold. É um sonho. O ano passado foi importante para mim, já que consegui fazer quatro provas. Agora, eu me sinto mais preparada do que nunca. É muito bom estar de volta à equipe. Eles me conhecem bem. Estou muito ansiosa para a temporada de 2011", disse a pilota.

"O carro 24 tem um significado especial para nós e estamos muito contentes com essa nova parceria com a Bia e em tempo integral para 2011. Ela é muito profissional dentro e fora do carro. Não poderíamos pensar em parceria melhor para a nossa organização", afirmou Reinbold, co-proprietário do time, no comunicado à imprensa.

"Estou animado como nunca. Penso que esse é o melhor time dos últimos anos. Estamos em uma posiçãos muito competitiva. Bia é uma pilota excepcional e estamos todos entusiasmados por tê-la conosco", completou Buhl.

Bia vai à pista entre os dias 14 e 15 de março, para o primeiro treino coletivo da pré-temporada da Indy, na pista de Barber, no Alabama.

segunda-feira, 8 de março de 2010

FÓRMULA INDY: PILOTOS NA EXPECTATIVA PARA A SÃO PAULO INDY 300

Finalmente estamos na semana da São Paulo Indy 300. O circuito de rua montado nos arredores do sambódromo do Anhembi está quase pronto e a ansiedade dos torcedores brasileiros apaixonados por automobilismo aumenta a cada instante. Mas os pilotos e membros das equipes que irão disputar a prova também vivem essa expectativa por correr no Brasil, nesse novo circuito novo que abrirá a temporada 2010. Confira:

quinta-feira, 4 de março de 2010

UAU! BIA FIGUEIREDO APRESENTA SEUS PATROCINADORES


Eis uma prova definitiva de que a imagem vale mais do que mil palavras. Taí a Bia Figueiredo com sua “roupa de trabalho” pra acelerar na São Paulo Indy 300, no próximo dia 14, no Circuito do Anhembi,


Informa Rodrigo Mattar em seu blog, que a foto foi enviada via release pelo Alexandre “Kaká” Kacelnik, que confirma também que a piloto brasileira que faz sua estreia na categoria correrá com o número #23 da escuderia Dreyer & Reinbold Racing. Seus companheiros de time usarão os números #22 (Justin Wilson) e #24 (Mike Conway).

CARRO DA INDY JÁ INVADE AS RUAS

Hoje pela manhã, São Paulo já começou a viver o clima da São Paulo Indy 300. As avenidas 23 de Maio e Pedro Álvares Cabral foram fechadas para o desfile de um dos carros participantes.

Não temos maiores detalhes, mas a ressalva é a falta de organização da CET que simplesmente não informou os motoristas paulistanos e fez o já caótico trânsito de São Paulo ficar mais caótico ainda antes das 6 da manhã.

Esse quem vos escreve foi uma das vítimas que já teve seus compromissos prejudicados pela falta de transparência e organização daqueles que deveriam ajudar o trânsito.

Maiores informações em breve.

Edit às 7:22: Bia Figueiredo foi quem acelerou pelas ruas de São Paulo. Confira o vídeo:

sábado, 27 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

SP INDY 300: BIA FIGUEIREDO CORRE

O sexto representante do Brasil na etapa de abertura da temporada da Indy na verdade é uma sexta representante. Bia Figueiredo vai se tornar a primeira pilota nacional a guiar em uma categoria top do automobilismo internacional, o Grande Prêmio pode confirmar.

Bia vai guiar em São Paulo o terceiro carro da Dreyer & Reinbold, equipe que está na Indy desde 2000 e que já tem confirmados Justin Wilson e Mike Conway. Mas diferente dos pilotos ingleses, a brasileira ainda não tem confirmada sua presença nas 17 etapas do campeonato.


Bia, assim, se junta à esquadra brasileira formada por Helio Castroneves (Penske), Tony Kanaan (Andretti), Vitor Meira (Foyt), Raphael Matos (De Ferran/Luczo Dragon) e Mario Romancini. Ainda buscam vaga no grid Mario Moraes, Nelson Merlo e Jaime Camara.

Fonte: Grande Prêmio