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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

COLUNA DO ROQUE: INÚTIL

"A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente

A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem prá botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar"


As sábias palavras da música Inútil, composta por Roger Moreira do Ultraje a Rigor, nos idos de 1983, mostram como o povo brasileiro ainda é muito dependente de atitudes dos outros. Mais do que se inspirar, o povo brasileiro copia e critica o autor original.

Estas pessoas ao invés de reconhecer as atitudes, prefere fazer o caminho mais fácil, o dá crítica, esquecendo que estas pessoas também lutam, e fazem do seu suor e sacrifício a ponte para o seu sucesso. Os heróis brasileiros são aqueles que passam por cima disso tudo e vencem a verdadeira batalha, a batalha da vida. Superam as adversidades, os medos, as angústias para viver os louros de um sucesso que é imposto por ele mesmo. Um claro exemplo deste tipo pessoa é Cristiano da Matta que, depois de atropelar um cervo, ficar em coma, quase morrer, voltou as pistas para correr e ser feliz, acima de tudo.

Assim como ele temos pessoas e profissões que fazem do risco a motivação para seu sucesso, que ignoram a tensão para ajudar o próximo. Mas, mais do que valorizar as idéias e as atitudes, o que se vê é uma ode pelo nivelamento por baixo, o nivelamento da podridão. Se o cara está ganhando, ele está roubando. Se ele está perdendo, ele é ruim mesmo. Esquecem-se os esforços, esquecem-se os sucessos, esquecem-se dos momentos de alegria.

Estas atitudes deixam claro o perfil derrotista de quem faz isso. É preciso mudar. É preciso inverter este jogo e valorizar os bons, sem o bairrismo imposto por pré-conceitos estabelecidos, é preciso buscar a essência do herói brasileiro, na sua plenitude.

Afinal eu não sou um inútil e você, é?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

ESPECIAL: A PRIMEIRA VEZ DE CRISTIANO

* Fonte: Blog da Indy

Um dos principais pilotos brasileiros com passagem na Fórmula Indy (CART – ChampCar) foi o mineiro Cristiano da Matta, que disputou 101 corridas entre os anos de 1999 e 2002, e em seu retorno da Fórmula 1 entre 2005 e 2006.

No dia 30 de julho de 2000, o brasileiro conquistava a sua primeira vitória na categoria, no circuito oval de apenas uma milha em Chicago, pela pequena equipe PPI Motorsports, empurrado pelo fraco motor Toyota, que ainda estava em fase de desenvolvimento.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

STOCK CAR: DE PORTAS ABERTAS

Mesmo com um grid cada vez melhor, a Stock Car continua à espera de quem pode fazer desta uma categoria mais completa: Rubens Barrichello, Tony Kanaan e Cristiano da Matta.

Na tarde daquela terça-feira, em Interlagos, não houve quem não imaginasse um grid com aqueles dois pilotos que, pela primeira vez na vida, experimentavam a sensaçãode pilotar um carro de Stock Car. Era a tela de cronometragem, exibindo os nomes deTony Kanaan e Cristiano da Matta, que fazia o paddock inteiro se perguntar como seria ver ambos participando da primeira prova de 2006. Era novembro de 2005. Tony já era campeão da Fórmula Indy. Cristiano terminava seu primeiro ano fora da Fórmula 1.

Por uma série de motivos absolutamente compreensíveis pelo talento, idade e fama internacional dos dois, aquilo tudo não foi nada mais do que deveria ser: apenas umteste. Que, se não deu em nada num primeiro momento, pelo menos fez brilhar os olhos de quem se questionara como seria guiar um Stock Car. "Quando o Xandy Negrão, dono da equipe, me ligou convidando, aceitei na hora", contou Tony Kanaan, que guiou o carro da Medley-A. Mattheis.

Cristiano da Matta, que andou na JF, na época ainda não havia definido seu futuro. Falou até em “adiantar os planos” e correr na categoria ainda em 2006, se recebesse uma boa proposta. Ela jamais chegou, ele voltou para os Estados Unidos e, no meio daquela temporada, sofreria o grave acidente que o afastou das pistas por dois anos. Quanto ao teste, ele só reclamou do calor e da pilotagem “um pouco mais lenta queos carros de fórmula”.

Conclusão parecida com a que tirou Rubens Barrichello. O piloto, recordista de corridas disputadas na Fórmula 1, havia treinado com o carro pouco antes deles. Gostou, mas nunca mais voltou a falar no assunto. Tony em alta na Fórmula Indy, Cristiano voltando a correr nos Estados Unidos, Barrichello querendo esticar a permanência na Fórmula 1. Tudo faz o sonho de ver os três novamente dentro de um carro de Stock Car parecer distante. Distante, mas não impossível. Quem garante é o próprio Tony Kanaan. “Quando eu voltar a morar no Brasil, comcerteza a Stock Car é uma séria possibilidade. Mas acho que ainda tenho muita lenha para queimar nos Estados Unidos. Depois disso, posso imaginar, sim”.

E completa: “Houve uma melhora bem grande na parte de marketing e publicidade, de envolvimento com os fãs, além de eventos com os patrocinadores, isso tudo é um grande gol”. Pode ser, sim, um gol. Mas goleada, mesmo, só quando eles aparecerem em definitivo por aqui.

Fonte: Red Bulletin

sexta-feira, 4 de julho de 2008

GGOO MEMÓRIA: SILVERSTONE, 2003

Talvez a melhor corrida de Rubens Barrichello na Formula 1, o GP da Inglaterra de 2003 contou também com a liderança de Cristiano da Matta por algumas voltas. Até o Padre Irlandês deu as caras por lá:

sexta-feira, 13 de junho de 2008

COLUNA DO ROQUE: INÚTIL

"A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente

A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem prá botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar"

As sábias palavras da música Inútil, composta por Roger Moreira do Ultraje a Rigor, nos idos de 1983, mostram como o povo brasileiro ainda é muito dependente de atitudes dos outros. Mais do que se inspirar, o povo brasileiro copia e critica o autor original.

Estas pessoas ao invés de reconhecer as atitudes, prefere fazer o caminho mais fácil, o dá crítica, esquecendo que estas pessoas também lutam, e fazem do seu suor e sacrifício a ponte para o seu sucesso. Os heróis brasileiros são aqueles que passam por cima disso tudo e vencem a verdadeira batalha, a batalha da vida. Superam as adversidades, os medos, as angústias para viver os louros de um sucesso que é imposto por ele mesmo. Um claro exemplo deste tipo pessoa é Cristiano da Matta que, depois de atropelar um cervo, ficar em coma, quase morrer, voltou as pistas para correr e ser feliz, acima de tudo.

Assim como ele temos pessoas e profissões que fazem do risco a motivação para seu sucesso, que ignoram a tensão para ajudar o próximo. Mas, mais do que valorizar as idéias e as atitudes, o que se vê é uma ode pelo nivelamento por baixo, o nivelamento da podridão. Se o cara está ganhando, ele está roubando. Se ele está perdendo, ele é ruim mesmo. Esquecem-se os esforços, esquecem-se os sucessos, esquecem-se dos momentos de alegria.

Estas atitudes deixam claro o perfil derrotista de quem faz isso. É preciso mudar. É preciso inverter este jogo e valorizar os bons, sem o bairrismo imposto por pré-conceitos estabelecidos, é preciso buscar a essência do herói brasileiro, na sua plenitude.

Afinal eu não sou um inútil e você, é?

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A VOLTA DE CRISTIANO DA MATTA ÀS PISTAS (TV Globo)

O programa Esporte Espetacular da Rede Globo, exibiu ontem (08/jun) uma matéria sobre a volta às pistas do ex-piloto de Fórmula 1 Cristiano da Matta no último mês de maio em prova válida pela categoria americana Grand-AM no autódromo de Laguna Seca.

Da Matta, campeão da extinta Champ-Car, sofreu um gravíssimo acidente ao atropelar um cervo que invadiu a pista durante testes da categoria em 2006; o que lhe causou lesão cerebral, deixando-o 29 dias em coma. Na matéria, depoimentos da família e do próprio piloto descrevem todo o processo de recuperação pós-acidente.

Para quem acordou tarde e não assistiu à matéria (assim como eu), é só conferir
clicando aqui.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A VOLTA: GIL DE FERRAN E CRISTIANO DA MATTA

Este fim de semana marca a volta às pistas de mais dois pilotos brasileiros de estirpe. O primeiro é Gil de Ferran, na American Le Mans Series, na sua própria equipe. Ele correrá ao lado de Simon Pagenaud de Acura em Salt Lake City.





O outro é Cristiano da Matta, dois anos depois do seu acidente em Elkhart Lake, que comoveu todo mundo. Sua recuperação foi igualmente comovente e ele corre pela equipe de Bob Stalling em Laguna Seca na Grand-AM, de Pontiac. Seu companheiro será Jimmy Vasser. A corrida será transmitida ao vivo pelo Speed Channel sábado às 17h30.

sexta-feira, 7 de março de 2008

WELCOME BACK DA MATTA

Excelente entrevista feita pelo UOL com o Cristiano da Matta, e o mais legal de tudo é que ele volta a correr em 2008.

Abaixo trechos da entrevista:

UOL Esporte: O que acha que mudou em você depois do acidente, tanto no físico como no psicológico?
CM: Neste momento, agora com a experiência de voltar ao carro, acho que não mudou praticamente nada. Em termos de testes que os médicos fizeram comigo, consegui passar em todos, sempre com médias parecidas com as que eu tinha antes. E, no dia a dia, não tenho sentido nada de diferente.

UOL Esporte: Você se sente preparado para voltar a competir?
CM: Já tenho o sinal verde para correr em 2008 e, agora, estou conversando com várias pessoas. Correr com o Gil de Ferran pode ser muito legal. Ele terá uma equipe na America Le Mans Series. Seria uma experiência ótima porque só andei em um carro assim uma vez, nas 24 Horas de Daytona. Se olharmos mais friamente o automobilismo, as categorias de Fórmula não estão lá essas coisas, estão em uma situação um pouco difícil. Então, seria legal ter a chance de correr com protótipos. Só que, querendo ou não, tenho experiência em Fórmula. Corro de Fórmula desde 1999 (Indy, Champ Car e F-1). Então, não descarto nenhuma delas. Na GT, terei de aprender tudo, mas isso também não será problema.

UOL Esporte: Daqui para frente, qual é a sua programação profissional?
CM: Depois dos testes em Miami com a GT, vou testar com a Grand Am, de protótipo, no meio de março. Também acho que vai ser uma coisa muito legal. Tenho uma indicação médica para praticar um pouco antes de voltar. Hoje, tenho praticado bastante, mas as oportunidades que podem acontecer não serão concretizadas já para a primeira corrida das categorias. Algumas pessoas me perguntaram se eu não ligo de perder duas ou três provas, e eu respondi que, para mim, hoje é o ideal. Os médicos pediram para eu fazer isso, e é uma grande coincidência que os contratos não fiquem prontos. Então, para mim, está sendo perfeito. Se tentasse planejar algo assim, eu realmente não conseguiria. Está dando certo, sem mais nem menos. Mas, neste momento, como eu disse, não tenho nada assinado. Tenho opções próximas e caminhando para o final feliz. Mesmo assim, espero que aconteça rápido. Fico feliz só de saber que a partir de março ou abril posso estar de volta às pistas. Se estiver pronto para dirigir nessa época, se estiver com algo acertado mesmo que só para maio e começo de junho, pegando pesado, ficarei satisfeito.

A entrevista completa pode ser vista aqui.

Ou seja, boas notícias...e seja bem vindo novamente da Matta!