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terça-feira, 12 de março de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Nosso doido favorito*

* Por Ivan Capelli

Insano, alucinado, doido, destemido, kamikaze. Mas, acima de tudo isso, um baita piloto. Assim era Gilles Villeneuve, cuja morte completa 30 anos hoje, num terrível acidente durante o treino de classificação para o GP da Bélgica, em Zolder. O canadense teve uma passagem meteórica pela Fórmula 1, mas permanece até hoje vivo na memória dos fãs, ainda que tenha disputado apenas quatro temporadas completas na categoria. Sua passagem foi meteórica, mas apaixonante.

Gilles estreou na F1 em 1977, com um terceiro carro da McLaren, no GP da Inglaterra. Foi indicado por James Hunt, a quem havia batido em uma prova de F2 no ano anterior. Chamou a atenção com um nono lugar no grid e na corrida chegou a andar em 6º lugar, embora tenha terminado em 11º, fora da zona de pontos. No entanto, foi o suficiente para chamar a atenção de Enzo Ferrari. O comendador ligou para Villeneuve, que imediatamente abandonou seu acordo de disputar mais três corridas pela McLaren e passou a negociar com a equipe italiana, visando a temporada de 1978. Niki Lauda, então primeiro piloto e brigado com toda a equipe, conquistou o título mundial com duas corridas de antecedência e mandou avisar que não sentaria mais em nenhum dos carros vermelhos. Foi a oportunidade de Villeneuve, que estreou pela Ferrari naquele ano mesmo, no GP do Canadá. Ali nasceria uma parceria para toda a vida, literalmente.

Lembrado hoje pelas grandes performances e pela grande habilidade que tinha no comando de um carro, o fato é que em vida Gilles nunca foi uma unanimidade. Diversas vezes foi questionado sobre o "risco" que sua pilotagem arrojada trazia aos colegas. Logo em sua terceira corrida de F1, no Japão, avaliou mal uma ultrapassagem sobre a Tyrrell de Ronnie Peterson, decolou e voou por sobre o alambrado, atingindo o público. Na confusão, morreram um fiscal de pista e um fotógrafo. Em fins de 1978, quando a Ferrari contratou Jody Scheckter, teve sua demissão seriamente avaliada. Acabou ficando na equipe graças ao acordo de Carlos Reutemann com a Lotus, quase que como um refugo.

Era um gênio de pilotagem, mas tinha dificuldades em controlar seu ímpeto, assumindo riscos desnecessários e fazendo, algumas vezes, bobagens homéricas. No GP de Long Beach de 1979, por exemplo, largava na pole position pela primeira vez na carreira. Porém, errou a sua posição no grid ao final da volta de apresentação, parando o carro muitos metros além do local demarcado. Uma confusão geral foi estabelecida e a direção de prova ordenou uma nova volta de apresentação. Para sua sorte, o regulamento à época não era tão rigoroso e ele pôde partir novamente da pole, o que lhe permitiu vencer a corrida.

Porém, o que fica na memória são mesmo os grandes momentos e, nisso, sua passagem pela Fórmula 1 foi prodigiosa. Sua loucura no GP do Canadá de 1981, quando disputou praticamente a corrida toda com a asa dianteira do carro completamente torta, prejudicando a visão, e ainda assim chegando em terceiro lugar. Sua briga com René Arnoux pelo segundo lugar nas últimas voltas do GP da França de 1979, tocando rodas o tempo inteiro e chegando na frente, mesmo com pneus desgastados e com um motor inferior ao turbo da Renault na pista de Dijon-Prenois. Sua primeira vitória na categoria, em "casa", no GP do Canadá de 1978, no circuito que hoje leva seu nome. A vitória na Espanha, em 1981, segurando uma gigantesca fila de carros mais rápidos no circuito de Jarama, sem que ninguém conseguisse ultrapassá-lo. Gilles na pista era garantia de show.

Talvez essa genialidade irresponsável não lhe tenha permitido brigar efetivamente pelo título nenhuma vez na carreira. Tivesse vivido o suficiente para amadurecer, poderia ter chegado lá, como aconteceu com Ayrton Senna e Nigel Mansell, pilotos tão agressivos quanto Gilles na juventude mas que, depois de alguns anos, aprenderam a aliar a agressividade inata a uma necessária cautela para vencer com consistência. Mas Gilles não era consistência, era paixão. E por isso, mesmo 30 anos depois da morte e com apenas seis vitórias no currículo, seu nome ainda é reverenciado pelos fãs da velocidade e, principalmente, pelos tifosi da Ferrari. A pilotagem de Gilles transbordava coragem e emoção. E é isso que bate no peito de um fã.

Caras como Gilles fazem falta.

JACQUES ON GILLES VILLENEUVE CAR ACTION

terça-feira, 8 de maio de 2012

FOTO DO DIA


GILLES #30






segunda-feira, 9 de abril de 2012

JACQUES VILLENEUVE PILOTARÁ FERRARI DE 1979 EM HOMENAGEM AO PAI

A Ferrari anunciou neste domingo, em seu site oficial, que está preparando um evento em homenagem aos 30 anos da morte de Gilles Villeneuve, que serão lembrados daqui a menos de um mês, informa o site TAZIO.

Em 8 de maio de 1982, durante o treino classificatório de sábado para o GP da Bélgica, em Zolder, o canadense sofreu um acidente fatal ao se tocar com a March de Jochen Mass. Por conta do efeito solo, o carro decolou após o toque e Villeneuve foi ejetado para o alambrado de proteção, não resistindo aos ferimentos.

O time italiano, que foi a casa de Villeneuve durante a maior parte de sua carreira na F1, irá realizar uma celebração em memória do piloto, colocando o filho de Gilles, Jacques, para conduzir o modelo 312 T4 no circuito de Fiorano. Com esse carro, Villeneuve teve sua melhor campanha na F1 em 1979, sendo vice-campeão, com três vitórias. O título ficou com o companheiro sul-africano Jody Scheckter.



"Decidimos comemorar essa data de uma forma especial, juntando nomes ligados à Ferrari e a Villeneuve em seu ambiente natural: a pista de corridas", afirmou a escuderia, em comunicado oficial.

"Será uma ocasião propícia para evocar a memória de um homem que sempre terá um lugar de honra na história da Ferrari", seguiu o texto.

Gilles Villeneuve nunca foi campeão mundial, mas ganhou fama por ser considerado um piloto de grande talento natural, veloz e que levava o arrojo ao extremo.

"Seu talento, sua velocidade, sua bravura que beirava a irresponsabilidade, tudo isso fará seu nome continuar popular entre os fãs, mesmo entre aqueles mais jovens, que só podem vê-lo correr em gravações, ou ler sobre ele nos relatos de jornalistas", acrescentou a Ferrari no comunicado.

Jacques, por sua vez, alcançou o título que faltou ao pai em 1997, ironicamente sendo um algoz da Ferrari. O canadense ganhou o campeonato em cima de Michael Schumacher, que corria pelo time de Maranello, em uma polêmica decisão em Jerez.

Para defender a liderança do campeonato, Schumacher jogou o carro para cima de Villeneuve quando o rival, então na Williams, forçou uma ultrapassagem. Mas foi o alemão quem se deu mal, abandonando a prova, enquanto o canadense seguiu na pista para terminar em terceiro e ficar com a taça de campeão.

sexta-feira, 16 de março de 2012

FOTO DO DIA

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

LEGENDE A FOTO

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tribute to Gilles Villeneuve

quinta-feira, 20 de maio de 2010

FOTO DO DIA

domingo, 7 de março de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PILOTOS: GILLES VILLENEUVE

Canadense, nascido em 18 de janeiro de 1950, falecido em Zolder, em 8 de maio de 1982. Competiu em 67 grandes premios entre 1977 a 1982. Tem 6 vitórias, 2 pole positions, 7 voltas mais rápidas e fez 107 pontos na carreira.

Ele tinha uma frase maravilhosa. Cada vez que Gilles tomava o volante de sua Ferrari, deixava Joanne, sua mulher, com as seguintes palavras: "Espere por mim, não vou demorar". E mantinha a palavra, ele que hoje é considerado o piloto mais rápido da história da Fórmula 1.

Em 8 de maio de 1982, em Zolder, Joanne não estava lá. Estava em Mônaco, cuidando dos dois filhos, Melaine e Jacques. Gilles tinha o rosto fechado, o que era raro acontecer. No Grande Premio anterior, em Ímola, seu companheiro de equipe, Didier Pironi, havia lhe roubado a vitória, surpreendendo-o na última volta. Gilles estava desconfiado. As duas Ferraris estavam tão na frente da corrida que, na metade do percurso, Enzo Ferrari os intimou a aliviar o pé. Então Gilles deixou Didier se aproximar e Pironi não cumpriu o acordo que garantiria a vitória para Villeneuve, ultrapassando-o na última volta.

Quinze dias depois, ele não perdoou a ofensa. Esperou em vão que Enzo Ferrari repreendesse Pironi. Mas o Commendatore, sem dúvida enfraquecido pela idade, nada disse. Gilles se sente duplamente traído. Em 1979, ele tinha obedecido quando Enzo Ferrari lhe havia pedido para ajudar Scheckter a conquistar o título, já que ele era mais rápido que Jody. Em seguida, foi ele quem assegurou o desenvolvimento do V6 turbo Ferrari em 1980 e 1981, duas temporadas sacrificadas pela Scuderia para preparar o futuro. Em 19 Grandes Premios depois do início de sya coabitação em 1981, Didier Pironi só o tinha ultrapassado cinco vezes no grid de largada. E, em 1982, o V6 Ferrari enfim parece pronto. Assim, o título lhe parecia prometido.

Porém, quando Gilles toma a pista em Zolder para fazer as últimas voltas de treino, Pironi está a sua frente na contagem de tempo. Gilles não consegue batê-lo. O final dos treinos está próximo. Seus pneus de classificação estão moles demais para que ele possa tentar outra volta rápida. Ele deve então voltar aos boxes. No caminho, passa o March de Mass, que também anda em velocidade reduzida. A sabedoria dizia para Gilles aliviar o pé e seguir atrás de Mass, já que ele nada ganharia ao ultrapassá-lo. Seria a cólera por não ter conseguido superar Pironi no grid que o teria incitado a ultrapassar o piloto alemão? Os dois homens não se compreendiam. A Ferrari bate no March. Gilles é ejetado. E não sobrevive aos ferimentos.

Seus resultados magros não dizem quem foi Gilles Villeneuve. Ele falava baixo, tinha um olhar claro, um rosto juvenil. Como tinha aprendido a correr em ski-doos, scooters de neve que deslizavam como o vento sobre os lagos gelados do Canadá, ele achava que todas as máquinas motorizadas eram pilotadas do mesmo modo: com as nádegas. Para ele, era com essa parte do corpo que uma pessoa sentada sentia melhor as perdas de aderência. A teoria era original. Ele foi muito bem-sucedido com ela.

Os outros pilotos dariam tudo para saber como ele fazia para trazer de volta à pista uma Ferrari desestabilizada com a vibração externa numa curva de velocidade. Não era sempre que ele conseguia, mas o fazia na maioria das vezes. De fato, nunca um piloto quebrou tantas Ferraris. Mas seus apoiadores perdoavam tudo, pois ele ousava tudo. E Enzo Ferrari ria. Gilles foi o sol de seus últimos dias: o chefe havia reencontrado (Tazio) Nuvolari, o piloto que o havia encantado na juventude. O mesmo físico retorcido, o mesmo temperamento, o mesmo talento de trapezista.

Em Mônaco, em 1981, a Ferrari 126C não valia grande coisa. Pironi, que era um grande piloto, tinha marcado em seu volante apenas o 17º tempo nos treinos. Villeneuve estava na outra ponta do grid, na primera fila. A distância entre os dois homens: 2,5 segundos... Naquele dia, nenhum piloto conseguiria fazer vencer em Mônaco uma 126C que se desequilibrava a cada aceleração.

Exceto Villeneuve, que não tinha nada contra brincar de rodeio entre dois guard rails. Ele vivia como pilotava: no limite, sempre. Na pista, ele exauria sua Ferrari de tanto serviço, trazia-a de volta a Maranello com pneus gastos até o fim, caixas de câmbio agonizantes. E lá pegava uma nova. Raros foram aqueles que ousaram subir em seu helicóptero. Pois Gilles garantia que, um dia qualquer, desmentira a teoria que diz que é impossível fazer um looping de helicóptero...



A corda acabou se rompendo, e o trapezista caiu. Gilles Villeneuve nunca foi campeão mundial. Pouco importa. Na memória da Fórmula 1 ele está bem mais na frente.