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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

RETROSPECTIVA GGOO 5 ANOS: GP BRASIL DE F1: AS FOTOS OFICIAIS

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RETROSPECTIVA GGOO 5 ANOS: SP INDY 300 2012: A PRIMEIRA VEZ É INESQUECÍVEL*

* Texto de Débora Longen

Os preparativos pareciam os mesmos do ano passado. Separar boné, capa de chuva, protetor solar, salgadinhos, celular, documentos e outros artigos básicos numa mochila, dormir tarde, "acordar cedo, tomar café, senão ia ficar de pé", arcar com a função de ajudar o Álvaro, ser ajudada por ele... e ter que se achar num lugar específico dentro da cidade que mais gosto nesse país. Porém, algumas coisas estavam diferentes dessa vez, já que eu estava indo pra um outro lugar, pra ver a Indy em vez da F1, já que meu irmão estava comigo e o Álvaro apareceria apenas como um bom amigo. Ou seja: voltei a ser totalmente ASPIRA, e não lembrava como isso era divertido!

Noite de sexta - Trabalhei até 22h, como sempre. A mochila usada na viagem era a mesma que uso no trabalho, então precisei chegar em casa e só depois pensar em organizá-la. Considerando que também precisava comer, lavar a louça, tomar banho, ajudar o Filipe com a mochila dele e cuidar pra não esquecer nada da listinha que fiz às pressas, só consegui deixar tudo pronto perto das 2h da manhã. Ainda precisava vir pra internet. Fui dormir às 2h20.

Manhã de sábado - Acordei 5h30 e chamei o mano. O pai chegaria do trabalho perto das 6h pra gente sair. Precisávamos estar em Navegantes antes das 7h pra pegar o vôo da Gol 7h40. E chegamos, meio mortos de sono, mas chegamos. Tentei ligar pro Álvaro, como combinado, mas ele não me atendia. Desisti. A voada foi tranquila, 50 minutos até Congonhas, provavelmente a viagem mais rápida que já fiz. Já em Congonhas, o negócio era esperar até umas 9h30, quando deveria chegar o nobre niteroiense, e irmos juntos pro Anhembi. Com o passar dos minutos, parecia que o saguão de desembarque ficava cada vez mais tenso. Com o passar das HORAS, comecei a cogitar a possibilidade de meu acompanhante ter tido algum problema. Em duas das vezes que liguei pra ele, o telefone chamou até cair. Nas outras dezoito, reto pra caixa postal. Liguei pra casa do hômi e fiquei sabendo da proeza que ele conseguira: esquecer em casa "apenas" os ingressos. Segundo minhas fontes, ele conseguiu voltar em casa, pegar os ingressos, trocar de vôo e estaria chegando a qualquer momento. Infelizmente pra nós, o "qualquer momento" passou de meio-dia. O treino de classificação era às 14h, já tínhamos perdido toda a graça da companhia dos amigos e todo lugar decente do setor B. Restava-nos apenas lutar pra chegar lá antes do treino, pra que não fosse tudo em vão.

Tarde de sábado (antes do treino) - Por mais que eu goste de São Paulo, a falta de informação dos organizadores de grandes eventos é algo que merece sim ser comentado. Velho, ninguém sabia nada! Estive de olho na internet o tempo todo buscando informações sobre transporte pro Anhembi, sabia que o serviço Atende disponibilizaria vans pra transportar pessoas com mobilidade reduzida desde o aeroporto até o circuito. Mas foi um sofrimento pra encontrar. E aí caímos na velha história do "labrador que não anda guiando um condutor que não vê". Foi preciso ir e voltar pelo mesmo caminho, fazer curvas, subir, descer... mas achamos a van (vou ouvir um Amém?? AMÉM!!). A primeira van nos levou até o portão 20 do Anhembi e lá nos largou. Ninguém por ali sabia o que devíamos fazer a seguir. Eu só sabia que precisava achar uma bilheteria pra pegar meus ingressos - que a "merda" do LivePass não quis entregar na minha casa -, mas nem sabia pra que lado seguir. É foda a gente querer participar de um evento desse porte e precisar pedir ajuda pra CIDADÃOS pra encontrar os lugares porque ninguém da organização se digna a dar uma orientação decente. Felizmente as pessoas se solidarizam nessas horas, talvez por já terem passado pela mesma coisa antes, e ajudam.

Uma observação não tão importante, meio engraçada e que vai ficar pra sempre na cabeça do Filipe: a caminho da bilheteria, o mano, inexperiente guia de cadeira de rodas conseguiu derrubar o Álvaro no chão. Ninguém se feriu, só o mano ficou assustado e eu ri bobamente enquanto uns camaradas guinchavam o cara de volta ao lugar. A queda? Culpa do guia, por estar andando mais rápido do que precisava, mas principalmente da calçada irregular. A gente muda de cidade, de Estado, de região, e parece que o problema é sempre o mesmo, tanto pra quem mal enxerga quanto pra quem não anda: CAL-ÇA-DAS. Alô, prefeitura! O Anhembi é um centro de eventos internacional ou não é? Fiquem ligadinhos que esse ano tem eleição!

Já com os ingressos na mão, a próxima luta era pra chegar até o setor. Novamente, todos os que deveriam poder ajudar usavam do joão-sem-bracismo pra se livrar daquele PROBLEMA. Com uma informação catada aqui e ali, descobrimos que era preciso atravessar a passarela sobre a pista, e que, pra cadeirantes, haviam elevadores hidráulicos em vez de escadas. Sem a menor confiança em quem nos ajudava, subimos e descemos enquanto o tempo passava rápido e a hora do treino se aproximava. Do outro lado da passarela, mais uma van; esta deveria nos deixar já no B. Deveria. Largou-nos perto de um elevador convencional que - ufa! - nos levaria até as arquibancadas. Tudo lindo, não fosse o fato de o elevador parar apenas no segundo andar. A gente não sabia onde estava, acabamos indo pro segundo andar mesmo. Lá nos perguntaram se nosso destino era o "camarote do setor B". Pensamos haver um engano, porque nosso ingresso era comum, dos mais baratos, nada de camarote. Só que o elevador não ia ao primeiro andar, onde deveríamos ficar. Então pense num grupo de bombeiros - acho que eram bombeiros - descendo uma cadeira de rodas por três lances de escadas, só com a cara e a coragem. Pois é. E, o mais legal: quando chegamos finalmente ao nosso destino, alguém disse que o que chamavam de camarote era apenas a parte superior da arquibancada, e que a gente poderia ter ficado lá.

Tarde de sábado (treino) - Chegar lá faltando cinco minutos pra começar o último dos treinos do dia não fazia parte dos meus planos. Ter o acesso às arquibancadas bloqueado pela organização também não. Segundo eles, haviam lugares específicos pra cadeirantes. Ora, então ano que vem, quando forem fazer o mapa de preços por setor, não escrevam "acessibilidade", e sim "acessibilidade parcial", assim não vamos mais prometer ficar junto dos nossos amigos e pronto. Antes de viajar, eu já tinha decidido que, se algo assim acontecesse, eu pediria licença ao Álvaro e subiria pra arquibancada com meu irmão. Era a primeira vez do Filipe num evento automobilístico, não seria justo com ele privá-lo das coisas mais legais se o Álvaro estivesse bem. Mas, como chegamos em cima da hora, era meio inútil ter todo o trabalho de subir pra descer logo depois. Essas coisas são complicadas pra nós também, nós que quase não enxergamos. Então ficamos lá. Não choveu, o clima estava ameno, o treino foi bacana, o filho da puta do Power fez a pole, o Spider largaria lá no cu da cobra e vi os olhinhos do meu irmão brilhando ao ver os carros voando baixo ali na frente dele.

Tarde de sábado (depois do treino) - Acabada a sessão, começaria novamente nosso calvário. Mas foi muito mais tranquilo, graças principalmente à ajuda do amigo Maradona, morador de Sampa, foi mais fácil. Ele enxergava melhor do que eu e andava melhor do que o Álvaro. Não consegui levar o Filipe pra andar de trem, como prometi, porque estava garoando na volta e fomos aconselhados a fazer só os caminhos necessários. Ainda bem que o metrô saindo do Tietê faz um trecho por terra, então deu pra ele ter uma noção básica. E dali pra frente, foi tudo tranquilão, chegamos na Av. São João antes das 17h.

Noite de sábado - Por estarmos todos famintos (em jejum, diga-se), comer era uma prioridade no hotel. No já conhecido esquema da rede Formule One, escolhemos cada um um prato e pedimos que esquentassem no micro-ondas. E ali, naquela banalidade de esperar a comida ficar pronta, um cara nos parou, nos reconheceu. Quem? Se ele não dissesse, eu jamais saberia: o Verde! Dono do Bandeira Verde, blogueiro fodão, gente boa por demais e moderador da F1 Brasil, nossa "rival", disse ter reconhecido a gente da SporTV, daquela matéria de quase um ano atrás. Lamentou por pertencermos mais ao outro fórum, fofocamos um pouco uns dos outros e ele soltou um "que merda" quando eu disse que não estamos mais namorando. Temos foto com ele também, essa postarei em breve, pra me exibir. Quanto à comida do micro-ondas, foda-se ela, foda-se a fome, o sono, e Viva o Verde!

Manhã de domingo - Dessa vez ninguém esqueceria ingresso nenhum. Acordamos 5h da manhã, arrumamos tudo, fechamos a conta do hotel, fomos pra República e pegamos o metrô. Na Sé, encontramos um cara vindo da balada, totalmente torto de bêbado - o Álvaro atrai pessoas iguais a ele u.u - que se dispôs a ajudar no que fosse preciso. Sorte que a namoradinha dele ameaçou ir pra casa (de vergonha, né?), ele pegou de volta o copo que deixara com o Filipe e foi correndo atrás, porque penso que ele poderia ser um guia pior do que eu, ou não, hehe

Novamente, aquela via sacra pra chegar ao Anhembi. Dessa vez, felizmente, ninguém caiu. Mas um dos elevadores hidráulicos demorou cerca de meia hora pra ser liberado. O Warm-Up acontecia, a chuva apertava, ficamos parecendo idiotas e a garganta do Filipe ainda tá inflamada. Tínhamos decidido que, no domingo, ficaríamos com o pessoal da GGOO!, já que chegamos mais cedo. O plano era esse no sábado também, mas não rolou por causa da hora. O elevador que deveria nos levar ao dito "camarote" estava quebrado, bem legal, mas a decisão já tinha sido tomada, ninguém ia sossegar antes de chegar lá. Pois foi mais uma turma subir vários lances de escada com o Álvaro, até alcançarmos o lugar desejado. Uma vez lá, descobrimos que não tinha jeito de subir um cadeirante lá, que a arquibancada era estreita demais e que ninguém queria se comprometer, novamente, com esse PROBLEMA.

Tinha encontrado o Igor, da GGOO!, lá na parte coberta do setor. Ele disse que estavam lá fugindo da chuva e que subiriam depois. Mas eu disse que, se fosse preciso, subiria a arquibancada só com o Filipe, e foi o que fiz. Achamos um lugar excelente lá em cima, bem no alto, e só aí pude sentir o que é a estrutura do Anhembi, de fato. Arquibancada de alvenaria, mais sossegado pra ficar sentado o dia todo, sem falar do telão bem na nossa frente. Foi lá de cima que vimos a apresentação das motos e tomamos muito vento pelo lado da cara. Problema era encontrar por lá o pessoal da GGOO!, sem enxergar direito. Quase onze horas, a chuva já tinha parado há tempos e nada dos meninos. Pra melhorar tudo, meu celular sem crédito, até pra ligar a cobrar! Pensamos "Ficar sozinhos aqui vai ser chato, apesar de o lugar ser bom. Sem a turma, não tem a menor graça" e saímos à procura do Roque. Tivemos ajuda de um policial, que saiu pela parte alta do B procurando a GGOO! junto com a gente, e nada. Até que dei a ele o número do celular do Roque. Aí você pensa a cena "É o Augusto Roque? Aqui é da polícia militar, só um instante..." hahahah Soubemos então que o Roque, o Igor e mais gente que não lembro o nome continuavam lá na parte coberta, que iriam ficar lá, então saímos escada abaixo atrás do policial pra encontrar os caras. Encontramos, agradecemos ao policial, subimos com eles até a área coberta e assistimos a apresentação da Truck. E ficamos lá com eles até o fim do dia.

Tarde de domingo - Ao meio-dia, quando Luiza Possi entoou o hino dos EUA, sabíamos que a hora da verdade estava chegando. E quanto mais a piazada da arquibancada gritava "Sabrina, eu te amo!" "Vai dar uma bandeirada lá em casa!" e outros elogios, mais sabíamos que a hora tinha chegado. O vôo rasante dos caças foi algo inesquecível, alucinante, melhor que várias partes da corrida, uma benção pro fim de semana inteiro. Recomendo muito! E depois, a transmissão-lixo da Band, com o babaca do Luciano do Valle da Morte. Dava pra ouvir e ver tudo pelo telão, um custo-benefício excelente. Só o Do Valle que é insuportável mesmo. Ao longo do fim de semana, chamou o Ryan de Rei Hunter, o James de Rit-Clit e, a melhor, misturou Hunter-Reay com Rahal e criou o Hunter-Rahal. Fuuuuuu-são! Rá! --' O feio, chato e burro do Power ganhou - como ganhou todas as anteriores aqui - e o Spider conseguiu um 4º lugar de encher os olhos. A Bia tava possuída por algum espírito muito doidão... e os meninos da KV também foram bem, foi uma boa prova.

Terminada a corrida e a cerimônia do podium, tentamos juntar o pessoal da GGOO! pra foto oficial, mas justamente o cara que estava com a minha camiseta - prometida desde o ano passado - parece que saiu voado pra casa, e levou minha camisa junto. Começo a ter dúvidas se essa camiseta realmente existe ou se é um truque da GGOO! pra me prender a eles. Mas a foto aconteceu, mesmo sem o Stik.

Conclusão - Se você quer ir assistir a um evento de automobilismo internacional sem precisar tomar sol e chuva na cabeça, pagando bem menos que na F1 e ainda com telão à disposição e várias atrações legais ao longo do dia, eu indico, sim, a Indy. Os carros são lindos, o circuito é legalzinho e até o clima é mais "família" do que a F1. Mas não vou deixar de pensar em ir pra Interlagos esse ano por causa disso. A Fórmula 1 também tem muitos atrativos, tem mais gente conhecida, tem a festa pra galera que dorme na fila, tem um certo "glamour" por ser num lugar tão tradicional, e é claro, o "Desce, filho da puta!" nostro de cada dia. São eventos diferentes que me atraem por razões diferentes. Agora quero ir na GT Brasil daqui a um mês e ver o que vai me atrair lá.

RETROSPECTIVA GGOO 5 ANOS: RACING FESTIVAL: POUCOS CARROS E PÚBLICO

Tinha tudo para ser um sucesso, novas categorias, pilotos conhecidos, carros, o autódromo principal brasileiro, ingresso distribuidos gratuitamente. Mas as boas intenções pararam por aí. Desde o começo, a partir da data de início da distribuição de ingressos, a busca pelos mesmos se tornou intensa e o resultado sempre frustrante. Os locais não haviam recebido os lotes de ingressos.

Das idas e vindas, enfim achamos um local que estava disponibilizando os ingressos e lá, enfim, os retiramos. Prenúncio de casa cheia, pressupunha-se na minha vã ignorância. E, viciados que somos, lá fomos nós à Interlagos acompanhar um marco histórico do automobilismo nacional, juntando forças com alguns membros da torcida P7 e alguns alunos do curso de Gestão Comercial da Universidade Ibirapuera.

Chegando em Interlagos, pouca movimentação a ponto de nem haver flanelhinhas nas ruas, pouco barulho, uma entrada tranquila e quase ninguém nas arquibancadas. Talvez fosse a hora, pensei com meus botões. Ledo engano. O dia foi passando e, salvo por algumas torcidas específicas de 2 pilotos, nada mudou em relação à quantidade de público. Parecia até, etapa do campeonato paulista.


Vale salientar que, também o autódromo não ofereciam condições básicas. Faltavam água, luz e papel higiênico nos banheiros. Vida dura para quem tenta acompanhar as corridas "in loco".

Fora tudo isso, teve corrida sim senhor. Movimentadas, divertidas, com bons pegas em bloco, tanto na Hornet 600, quanto na F-Future e Linea. Aqui cabe salientar algumas coisas, por exemplo. O nível de toques do Linea é parecido com o da Stock car. Os seus carros são de verdade, em um dos toques o farol de um do carros se quebrou. Chamou a atenção também o freio do Linea que apitava a cada curva, o que gerou comentários e brincadeiras de que os carros eram velhos e com freios desgastados.


Fazendo um breve paralelo com a GT Brasil, vemos que as condições impostas ao público deixaram a desejar. Por exemplo, na GT Brasil para-se o carro dentro das dependências do autódromo, você tem acesso ao conjunto todo de arquibancadas, tem opções de lazer e lanche ao público e lojas de souvenir. No Racing Festival, o público não podia passar do setor A, era impedido de chegar às arquibancadas cobertas por seguranças, sempre truculentos. Opção de comida? O espetinho de sempre, refrigerantes a R$ 5,00, falta de condições nos banheiros, etc...

Enfim, valeu por estar em Interlagos, por ouvir as vaias à Felipe Massa que deu uma volta a bordo de um Fiat 500 e nem se preocupou em acenar para o público e principalmente por mais um encontro de torcidas, risadas, que gerou já uma grande expectativa pra o GP Brasil de Fórmula 1.

RETROSPECTIVA GGOO 5 ANOS: WTCC E IRC

O sábado começou animado, cheio de preparativos, a expectativa era grande. Como será que é ver um rally? O que tem de diferente além da terra? O jeito foi ler os jornais locais para descobrir alguma informação nova...


Mais ainda, escaldados pelo GP Brasil de F-1, nada melhor do que levar um importante acessório para casualidades temporais, uma vez que o tempo estava nublado, apesar de bem abafado...


Com os guias de público na mão, fomos descobrir as entranhas curitibanas em pontos escondidos e de dificil acesso, muitas vezes não sinalizados tudo para ver, no meio de inúmeras cabeças, um carro passando levantando poeira...


Mas a diversão não parou por ai, logo depois do Rally, demos um pulinho no autódromo internacional de Curitiba para vermos os treinos classificatórios do WTCC com direito a algumas vistas privilegiadas, onde muitas vezes só a GGOO tem acesso...


No final do treino, já cansados da maratona automobilistica, voltamos para o hotel para descansarmos um pouquinho e analisarmos os estragos causados pelo sol, poeira, mato e asfalto comparando-o com a parte já limpa:


Mas quem disse que o dia havia terminado? A noite estava reservada para conhecermos os encantos noturnos de Curitiba. Para que isso fosse possível, nosso representante na sucursal sul, elaborou um extenso caminho de visitas que culminou em um jantar verdadeiramente mexicano para apimentarmos ainda mais a noite, com direito a tacos e muito mais...



E assim, neste clima festeiro e com todos sorridentes, voltamos para o hotel, sem antes não tirarmos fotos dos taxis laranja da cidade:


Mas, ainda assim, nossa aventura pela capital paranaense só estava chegando na metade, a outra metade é assunto para daqui a pouco. O nosso último dia em Curitiba amanheceu com sol a pino e muito calor. Dia bem propício para acompanharmos as duas etapas da WTCC e da Porsche Cup.

Após fecharmos a conta no hotel, pegamos o carro rumo ao autódromo que tinha um esquema muito bem organizado de sinalização, porém o estacionamento (liberado no dia anterior) estava reservado só para os VIPs, com isso tivemos que andar um pouquinho para chegarmos na pista.


Mas nada tão cruel quanto andar as 1300 metros da reta dos boxes de Curitiba até chegarmos à placa dos 50 metros, ponto de maior emoção do circuito.


Lá ficamos e acompanhamos e por lá vimos as duas corridas da Porsche e a primeira do WTCC, aquela categoria feita com carros de verdade e pilotos de verdade, numa pista bem seletiva...


Entre a segunda bateria da Porsche e a chuva, fomos reconhecidos por um leitor do blog, o Marcelo, que fez questão de nos agradecer pelas informações da corrida e tirar uma foto conosco de recordação...


Logo em seguida o mundo desabou, tão forte quanto a chuva que enfrentamos no GP Brasil e com ventos de aproximadamente 60 km/h, não havia capa de chuva que impedia de nos molharmos, a pista encheu de água, a corrida teve seu início atrasado em meia hora, mas nada que impedisse de vermos muito mais ação na pista...


Final de corrida, era hora de voltarmos. A aventura estava terminando, mas a chuva não. Durante praticamente todo o percurso de volta encaramos chuva forte, com direito a ondinhas provocadas pelos caminhões que duravam de 3 a 4 segundos, uma eternidade...

Porém, logo que chegamos à cidade de São Paulo a chuva deu uma trégua e pudemos dar risada de tudo.

No final de tudo fica a lembrança de uma viagem inesquecível, com pessoas inesquecíveis. Obrigado Marcos, Carolina, Igor, Fabrício e Anna, por todos os momentos.

Viagem melhor que essa, jamais...igual, quem sabe.

RETROSPECTIVA GGOO 5 ANOS: GGOO GT3: EMBALOS DE DOMINGO DE MANHÃ

E chegou domingo, ensolarado, frio, céu de brigadeiro. O despertador toca, são 6:00h, hora de levantar, é dia de ir a Interlagos ver corrida, porém mais do que ver corrida é a última chance de rever um bando de loucos antes da Formula 1, que será no longínquo mês de novembro.
O dia estava só começando e logo às 6:15h o telefone toca. A voz familiar do outro lado pedia uma carona até o autódromo. Pedido feito, pedido aceito. Sete e meia na estação barra Funda partiria a lotação rumo à Interlagos.
Como sempre atrasos acontecem e a saída só ocorreu por volta das 8 horas, com o resmungo de todos e o devido pedido de desculpas, nada mais era obstáculo para o destino final. Meia hora após a partida, lá estava ele, imponente, frio e de braços abertos esperando o público chegar.

Interlagos, de tantas histórias, vivia um clima bucólico. Enquanto o público ia chegando aos poucos, o clima de tranquilidade era total, com direito a uma recepção de uma...coruja.
Aos poucos todos vão chegando, alguns vão desistindo no meio do caminho, mas o clima de alegria estava no rosto de cada um dos presentes. Alegria por rever todos, por poder brincar, tirar onda e, além disso tudo ver corrida.
Mas faltava alguém, sim, faltava o presidente. Enquanto as corridas rolavam solta, a pergunta que todos faziam era: Cadê o presidente?. Mais uma vez atrasado, mal chegou e foi alvo das brincadeiras do pessoal.

Com as apresentações devidamente feitas, com todos devidamente à postos, era hora de ver a corrida da GT3. Com seus carrões passando pra lá e pra cá, a corrida foi dominada pelos Fords GT 40 que voavam na pista, mas que acabaram não ganhando nenhuma das corridas da rodada dupla, mérito que coube a um Viper.

Mas o melhor ainda estava por vir e no finalzinho das corridas, conseguimos explorar aquilo que interlagos tem de melhor. A sua vista:
E assim ficamos, todos alegres, pousando para a já tradicional foto oficial da galera:
E o que aconteceu depois...contaremos em OFF.

RETROSPECTIVA GGOO 5 ANOS: Eu deitei onde Gilles Villeneuve voou!*

* Por Daniel Macarenco - Stik


Não é todo dia que nós vamos a Interlagos, principalmente pra quem não mora em São Paulo e que só gosta de F1. Após ver uma corrida dessas você pensa que dificilmente irá gostar de ver uma outra.

Tudo começou pela curiosidade de ver algo não relacionado a F1, se não fosse essa tal curiosidade, muito provavelmente estaria contando os dias para o GP Brasil de 2007, depois veio aquela sensação de ter perdido algo, no caso a Stock Car. Não tive duvidas, sabado já estava em Sampa e mesmo que fosse sozinho, pelo menos garantiria mais um GP a GGOO e claro, divulgaria a nossa amada organizada.

Para minha alegria Roque confirmou presença e assim fui a Interlagos sabendo que alguem iria assistir a corrida comigo e assim a GGOO seria bem representada. Quando cheguei ao autódromo vi os carros da Marcas e Pilotos na pista, bonito até, mas sem graça nenhuma. Ao lado de dois amigos que fiz la no GP (desculpa aos dois, mas não me lembro dos nomes)assisti a F3 Sulamericana, que foi bem emocionante!

SILÊNCIO EM INTERLAGOS

Nesse tempo ouve 1 minuto de silencio em homenagem ao piloto Rafael Sperafico e tambem a outros dois nesse fim de semana (não sei ao certo aonde), eles deixam um buraco no automobilismo mundial, que estejam em paz.

No que me distraio aparece Roque e sua alegria, e se isso não bastasse, aparece um cara muito familiar, parecido com o pai do Igor né Roque!? Era o mesmo, o Wilson, e dai a felicidade foi grande, nós 4 la reunidos para ver as corridas (4 porque o futuro presidente da GGOO estava lá! Sorry Marcos, mas o filho do Wilson é o futuro, ta escrito).

O GRANDE MOMENTO!

Não amigos, não foi a corrida em si que nos deu as maiores alegrias, após o término da F3 Roque teve uma idéia que para muitos se não for todos é uma grande loucura, invadir a pista antiga de interlagos. Saimos da arquibancada, chegamos a grade e passamos por de baixo dela e onde fomos parar!? Na antiga pista... mais especificamente entre a curva 1 e 2, mais para a 2 e sua inclinação fantastica! E o melhor, ninguem impediu! Foi fantastico, quase desmaiei de tanta emoção, foi lindo ver o retão! Quando eu estiver pelos meus 80 anos de vida eu irei dizer: "Eu beijei o lugar onde Emerson Fittipaldi, Jack Stewart e tantos outros correram" e com muito orgulho, podem ter certeza disso.

Emfim já estava quase na hora de sair, mas deu tempo de descer até a proteção de pneus e "roubar" um pneu de F3 que estava solto por ali, Roque foi embora bem na hora do acidente mais impresionante do dia, foi forte, mas os pilotos nada sofreram. Já era a hora, queimados pelo forte sol de domingo saimos de Interlagos com o prazer de um fim de samana perfeito e eu com a emoção de saber que deitei onde Villeneuve voou.

Esse não foi um post do tipo coluna, foi apenas um relato do que ocorreu hoje, de quem ainda está emocionado pelo que ocorreu.


"Eu(deitado) sentindo as emoções da pista antiga de Interlagos, ali a pista já estava inclinada e o asfalto era o mesmo daqueles tempos"

STIK10

GGOO: CINCO ANOS DEPOIS (5 MIL POSTS)

É dia de festa, 09 de agosto de 2012, comemoramos o quinto aniversário da GGOO!!!


Tanta coisa já aconteceu que parece que fazemos essa “terapia em grupo” há muito mais tempo. Na verdade, podemos dizer que a data da “fecundação”, da concepção da idéia de reunir o pessoal da comunidade do Orkut “Eu vou no GP Brasil de F1” que ia ao setor G sozinho ou assistir a F1 pela primeira vez foi em 21 de maio de 2007, quando nosso amigo GUILHERME ICEMAN criou o famoso tópico “Vamos unir a galera do G”. A partir daí, as células desse “embrião” foram se multiplicando (mais gente chegando pro encontro) e agitavam o tópico no Orkut e as várias conversas via MSN, para conter a ansiedade e organizar tudo, ajudavam a criar afinidades entre o pessoal. Idéias foram surgindo, o simples encontro no autódromo crescia, resolveu-se fazer camisetas e para isso seria legal também adotarmos um nome para a turma.

E eis que em 09 de agosto de 2007, a GGOO finalmente “nasceu”, sendo esse nome e logotipo inicial citados pela primeira vez no tópico das “Camisetas da Galera do Setor G”. Alguns ajustes foram feitos, a arte da camiseta finalizada e depois orçamentada pelo MARCOS (que acabou sendo eleito o presidente da turma e conseqüentemente sua esposa CAROLINA tornou-se nossa “primeira dama”). FABRICIO, que possuía uma comunidade do setor G, resolveu renomeá-la para “GGOO!!!”, tornando-se o ponto oficial de conversas e discussões entre a galera.

Até que chegou o tão esperado GP Brasil 2007, final de semana inesquecível onde a galera finalmente se conheceu pessoalmente, confirmando que apesar de loucos todos eram do bem. Mas o melhor veio depois do GP, pois mesmo após a euforia da F1 o pessoal manteve-se em contato, criamos nosso BLOG, a comunidade continuava movimentada diariamente, página no facebook, a primeira revista virtual especializada em automobilismo do Brasil. O blog, com tudo isso, foi ganhando força e vida própria e com essa postagem de aniversário, chegamos aos 5.000 posts e quase 370 mil visitas. Como o mundo é dinâmico o blog também vai mudando um pouco o seu perfil e com ele vamos introduzindo algumas novidades e conquistas, a ponto de ser plagiado e reconhecido por grandes nomes do jornalismo esportivo nacional. Alguns colaboradores apareceram e se juntaram aos editores principais, outros colaboram do jeito que dá, outros só aparecem de vez em quando, outros muitos fazem isso acontecer, os leitores principalmente. Além disso, a GGOO produz o programa Boletim da Velocidade na webrádio Morcegão FM, mais uma conquista inusitada que veio a fomentar as conversas de fila e de botecos que sempre permearam a história da GGOO.

Mas essa amizade já não se resume mais apenas ao automobilismo, aquilo que nos uniu hoje é apenas uma boa desculpa para nos encontrarmos. A GGOO já virou assunto de família, dos pais que vão nas corridas acompanhando os filhos, ou àqueles que já apresentaram alguns desses amigos “loucos” à nossa família (ok, alguns ainda não tiveram tanta coragem assim), bem como também apresentamos a família GGOO à velhos e novos amigos, sem contar os membros da GGOO que formaram ou formarão família. A amizade exista a ponto de viajarmos juntos não só para ver corrida, dar uma passadinha na casa do amigo apenas para "filar" um arroz com lentilha, para comprar carrinhos do Senna no shopping ou simplesmente para se encontrar às 6 da manhã para aparecer na TV. Nesse período alguns foram pra longe (sempre nos mandando notícias "rapidinhas"), outros se afastaram, outros se afastaram e voltaram e sempre tem gente nova chegando de todos os cantos do Brasil, de Manaus a Porto Alegre. Assim somos nós, loucos mas de boa cabeça e que essa “brincadeira” continue por muito tempo, PARABÉNS A TODOS OS AMIGOS DA GGOO e a todos os leitores do blog!!!