quarta-feira, 18 de abril de 2012

R.I.P. – Fórmula Futuro 2010 – 2012*

* Por Nei Tessari

Deve ser anunciado nos próximos dias o fim da categoria Fórmula Futuro. A competição de fórmula criada por Felipe Massa em 2010 dentro do Racing Festival, não vai disputar a sua terceira temporada. A falta de pilotos é o principal motivo do encerramento das atividades.

Em nenhum momento a Fórmula Futuro deslanchou. Não conseguiu reunir mais do que 12 pilotos, mesmo com o baixo custo, inúmeros descontos, e um ótimo premio para o campeão – participar da Academia Ferrari de Desenvolvimento.

Agora a única competição nacional de Fórmula é a “tradicional” F3.

F3? Alguém ai ouviu falar dela este ano? Tem calendário? Tem piloto?Tem projeto?

Equipe e carro sem piloto eu sei que tem.

É amigo. A vida de Felipe Massa – padrinho da Fórmula Futuro – não está fácil.

Só para relembrar. Nicolas Costa foi o campeão 2010 e Guilherme Silva o campeão 2011.

O arroz doce sobe ao pódio*

* Por Lito Cavalcanti

Vocês vão me desculpar, mas estou achando um tanto quanto exagerada a repercussão da vitória do Nico Rosberg na China. Já tem gente classificando o filho do Keke como um novo campeão, um gênio e absurdos que tais. Sinto muito, mas para mim ele é o protótipo do arroz doce, aquele que é até bom piloto, mas apenas e tão somente isso, não vai além. Pode, sim, vencer vez ou outra, mas carece da verve, do talento, das qualidades dos grandes. Posso perfeitamente estar redondamente enganado, mas ainda o vejo longe de adjetivos como ótimo, grandioso e que tais, como querem alguns fãs exacerbados.

OK, concordo e nunca vou negar que ele guiou muito bem, que fez uma pole position incontestável e venceu com segurança depois de efetuar uma largada perfeita. Mas, entre tantos feitos, tem alguns mas e poréns. Um deles, talvez o principal, é o que teria ocorrido se a McLaren não tivesse vacilado na última troca de pneus do Jenson Button. O inglês vinha se mantendo em segundo, sempre próximo de Rosberg – mas a terceira troca de pneus o atrasou nada menos de seis segundos. Quando voltou à pista, ele encontrou à sua frente um bando de loucos se engalfinhando em uma disputa que mais lembrava as corridas de Fórmula Ford. Não fosse por isso, a luta do Button poderia – e deveria – ser pela liderança. E contra um Rosberg que já não tinha mais pneus para aguentar uma carga como a que o piloto da McLaren tinha programado e não pôde fazer.

O mesmo se pode imaginar em relação a Michael Schumacher. O erro do mecânico chefe de mandá-lo de volta à pista sem dar tempo suficiente para que a roda dianteira direita fosse devidamente apertada também contribuiu se não para a vitória, para a tranquilidade com que Nico pôde cuidar de seus pneus. E quem prestou atenção na corrida notou que, à menor exigência, os dianteiros perdiam aderência e o carro passava a desgarrar desesperadamente de frente. Sem seus dois mais duros adversários, a atuação de Rosberg, embora elogiável, não merece adjetivos tão grandiloquentes. A menos, contudo, que na 112ª, na 113ª ou ainda na 114ª corrida de sua carreira de sete anos na Fórmula 1 ele volte a exibir tal domínio. E não precise de erros de mecânicos para se tornar um habitué do cobiçado degrau mais alto dos pódios.

Que fique claro, também, que só estou me opondo aos elogios exagerados – também vejo muitos méritos na atuação do Nico. O maior deles é uma de suas maiores, se não a maior, qualidade: a disposição, ou a fixação, de aprender o máximo possível de seus companheiros. Esta é uma das características de sua carreira. Como companheiro de Lewis Hamilton na equipe de kart dirigida por seu pai Keke, ele evoluiu a ponto de se ombrear com o próprio Hamilton e com Robert Kubica. Na GP2, categoria em que se tornou o primeiro campeão depois de vencer cinco das 23 corridas, ficou famosa a noite em que ele só deixou a pista às 11 da noite: havia dedicado mais de quatro horas ao estudo da telemetria de seu companheiro, um velocíssimo francês chamado Alexandre Prémat, para entender porque era mais lento em duas curvas.

Talentoso, Prémat vinha de um ano dourado: havia vencido o Marlboro Masters e Macau, as duas corridas mais prestigiosas da categoria por reunirem a fina flor da Fórmula 3, às quais comparecem todos que pretendem um futuro de destaque no automobilismo. Mas terminou o ano em quarto e, talvez por isso, não chegou à Fórmula 1 – hoje corre na V8 Supercars australiana –, mas Nico chegou. Sem dúvida, sua ascendência ajudou: a F1 adora os filhos (e também os sobrinhos) dos grandes campeões, e Keke Rosberg foi um deles. Dono de estilo espetacular, guiando sempre em derrapagem controlada, Keke era um espetáculo em si mesmo; Nico não é. Longe disso, é um piloto cerebral, estudioso dos dados da telemetria, inegável e monotonamente eficiente.

Talvez sua pós-graduação tenha vindo nestes dois últimos anos, aproveitando a chance para assimilar o máximo que pôde de Michael Schumacher. Mesmo como discípulo, conseguiu se impor ao heptacampeão durante seu logo período de readaptação – se bem que até a China, vinha tomando um belo pau do hepta. Seja como for, com tudo isso ele vem-se mantendo há sete anos na Fórmula 1 – convém lembrar que ninguém (seja lá filho, sobrinho ou neto de quem for) fica na categoria máxima do automobilismo por tanto tempo que não seja por seus próprios méritos – ainda mais como assalariado de grandes equipes nestes tempos de caça à grana.

Mas para mim, pára por aí. É bom? É. É ótimo? Não. Futuro campeão? Só se evoluir o que já não se espera de quem está há tanto tempo na F1. Ficou claro? É assim que vejo o Nico Rosberg. E tem mais: eu gosto de arroz doce, só não acho a maior delícia do mundo.

Esgotado o tema, dediquemo-nos a certas estranhezas verificadas no GP da China. A maior delas: o que deu na cabeça do pessoal da Red Bull para decidir colocar um tipo de escapamento no carro do Sebastian Vettel e outro, totalmente diferente, no do Mark Webber? Dividiram a equipe em duas: ao meu lado direito, a equipe Red; ao esquerdo, a equipe Bull. Ou vice-versa (não concebo vice versa sem hífen, não é vice nem versa). Como pode isso? Desta forma, desperdiçou-se a valiosa troca de informações, a utilíssima possibilidade de se testar regulagens diferentes ao mesmo tempo e, ao fim do dia, colocar todos os dados no liquidificador e dele extrair a receita se não ideal, pelo menos o mais perto possível disso.

Sinal de desespero claro, no meu entender. O escapamento usado pelo Vettel (a pedido dele mesmo) era o primeiro modelo usado na pré-temporada (se vice-versa tem direito a hífen, pré-temporada também deve ter); o do Webber era o que o Adrian Newey copiou da Sauber e fez estrear sem testes prévios no GP da Austrália. O primeiro sopra os gases do escape para a parte inferior do aerofólio; o segundo, na direção do difusor. O pior é que os dois se mostraram equivalentes em quase todos os treinos e na corrida. Sim, o Webber deu um passão inesquecível no Vettel nas últimas voltas, com direito a batida de rodas, mas a posição em disputa era um distante quarto lugar. A única vantagem visível de um sobre o outro foi no qualify, quando Webber passou para o Q3 e Vettel sobrou no Q2. Nada garante que seria diferente se os dois usassem o mesmo escapamento, mas não se pode negar que o resultado da insólita divisão da equipe foi absolutamente inócuo.

Mas tem outras estranhezas além das loucuras da equipe dividida. E uma delas vem-se perpetrando desde o GP da Austrália, a primeira etapa do ano. Vocês já notaram que o antes tresloucado Lewis Hamilton vem-se mostrando extremamente comedido, regular, previsível? Apesar de ainda não ter vencido nenhuma corrida, o que antes o levava a bater em quem ousasse aparecer na sua frente (de preferência no Felipe Massa, mas se ele não estivesse disponível, servia qualquer outro), Hamilton é o líder do campeonato com 45 pontos. Pasmem: foi terceiro em todas as três corridas, e o pior é que anda todo satisfeito, rindo de orelha a orelha, como se fosse um Jenson Button.

Aliás, é isso que me parece: ele está se tornando uma cópia do Jenson Button. Guia dentro dos limites dos pneus, não comete mais as deliciosas ousadias de outros anos, soma pontos como se seu atrevimento característico tivesse sido substituído por um frio calculismo. Ainda bem que, nos qualifies, ainda pega o carro pelo pescoço, sacode para lá e para cá e marca tempos esplendorosos. Mas só mesmo os sábados nos fazem lembrar, com certa nostalgia, do Hamilton abusado que aprendemos a admirar, um tanto estabanado, mas sempre espetacular. A esperança é a aproximação inexorável do Button, que já tem uma vitória no bolso, a do GP da Austrália e está no momento apenas dois pontos atrás dele. Vocês se lembram da cara de poucos amigos do Hamilton naquele pódio? Talvez a aproximação do companheiro e rival seja a chave que resgatará o Hamilton desta fase excessivamente bem comportada.

Aliás, para mim já está quase definida a luta pelo título, e acho que vai ficar mesmo entre os dois pilotos da McLaren. Que, aliás, continua a melhor de todas equipes. Mesmo líder absoluta do campeonato, ela chegou à China cheia de inovações. No espaço de três semanas (na verdade, apenas duas), ela desenvolveu novas asas dianteiras e traseiras e um novo assoalho. Ou seja, sabe perfeitamente que o trabalho de melhoramento de um carro de Fórmula 1 não tem fim nem descanso. E provavelmente só não saiu de lá com a vitória por causa do erro na troca dos pneus de Button e porque Hamilton teve de trocar a caixa de marchas, por causa de uma fissura na carcaça, e perdeu cinco posições no grid, largando em sétimo depois de marcar o segundo melhor tempo.

Mas se Hamilton não parece mais o mesmo, já tem um substituto no lugar de show man. Falo de Kimi Raikkonen, que vem mostrando prova a prova que não perdeu sua majestade. Como guiou, como guia o finlandês. Com um estilo visivelmente diferente, ele sabe gastar apenas o necessário para mostrar aonde pode chegar na hora certa. No Q1 da China, foi um modestíssimo 12º colocado, o que era mais do que suficiente; no Q2, o oitavo; no Q3, ou seja, na hora da verdade, pulou para quarto. Na corrida, se manteve sempre nas principais posições, mas a escolha de fazer apenas duas paradas não deu certo. Aliás, já não havia dado certo em 2011, quando Vettel perdeu o primeiro lugar para Hamilton na última volta por causa dos pneus: os do alemão estavam no bagaço, os do inglês, que havia parado três vezes, ótimos.

É bom lembrar que Raikkonen guia para uma equipe submersa em problemas financeiros, que não tem recebido as verbas contratadas de seu principal patrocinador, patrocinador este que na semana do GP disse que não patrocina mais, que a equipe lhe deve 30 milhões de dólares e que pode tomar tudo dela, da sede aos carros. No fim, viu-se que era tudo mentira, menos a parte que não paga mais nenhum tostão, como já não pagou antes. Claro que o dono da Genii Capital, a controladora da escuderia, disse que já bancou tudo no ano passado e se for preciso banca de novo. Mas das palavras ao desembolso vai uma certa distância, mais ainda quando se trata de segundo ano seguido de dureza. Imaginem agora como ficou a cabeça do seu companheiro Romain Grosjean, que guia muito e bate mais ainda. Mas desta vez deu tudo certo para o suíço: largou em 10º, e mesmo tendo sido advertido no grid que um novo acidente não seria tolerado, se manteve calmo o suficiente para chegar em sexto.

Quem chegou logo atrás dele foi Bruno Senna, que começa a ganhar o respeito dos chefes da Fórmula 1 com suas atuações na Malásia e na China. E desta vez, conseguiu também fazer um bom qualify. OK, 14º lugar não é para espoucar champanhe, mas é muito bom considerando que seu companheiro Pastor Maldonado, sabida e reconhecidamente rápido nas provas de classificação, foi 13º, com apenas 0s006 de vantagem. Ou seja, a deficiência parece residir no carro, não nos pilotos. Na corrida, os dois duelaram roda a roda e a vantagem foi de Bruno, que somou mais um sétimo lugar e é responsável pelos 24 pontos dos 18 que a Williams conquistou neste ano. Muito bom.

Bem, chegou a hora: Ferrari. Ah, a Ferrari. A carruagem da Malásia voltou a abóbora na China. E não podia ser diferente. Sem a chuva salvadora que caiu do céu três semanas antes, os velhos dramas retornaram com ainda mais força. A queda do alto do pódio foi fragorosa, e não a salvou nem mesmo a inegável habilidade de Fernando Alonso, que andou dando suas escapadinhas como se mero mortal fosse. Largou em nono e em nono ficou até os carros que iam à sua frente começassem a parar. Teve Felipe Massa em seu encalço desde a largada e, mais uma vez, teve de recorrer às ordens dos boxes para passar o companheiro de equipe quando seus pneus tinham apenas três voltas e os do Massa, 12. Chegou em nono.

Claro que Alonso é um dos melhores pilotos de todos os tempos e o melhor da atualidade, mas milagre só no andar de cima. E se alguém surpreendeu na Ferrari neste domingo, este alguém foi o Massa. Pelo que se viu desde o qualify, quando reduziu sua natural desvantagem para Alonso para 0s273 (ainda se espera que diminua, mas já não é o vexame das outras duas corridas), se reencontrou com o carro. E, na corrida, esteve à altura de Alonso enquanto a equipe permitiu. Sim, permitiu, porque a demora de pelo menos duas voltas para chamá-lo para a segunda troca foi inaceitável. Nestas duas voltas, ele perdeu nada menos de quatro segundos, tempo que o colocaria, no final da corrida, em ...nono lugar, a colocação final do Alonso. É, sem dúvida, um ótimo argumento para os adeptos da teoria da conspiração.

Seja como for, e sei que vou ser apedrejado por isso, gostei muito do GP da China e, principalmente, da atuação dos dois brasileiros. Bruno, pela confirmação de um amadurecimento visível; Massa pela recuperação, se bem que apenas parcial, de sua combatividade. Se foram ou não os dias passados em Maranello, junto ao diretor técnico Pat Fry e seu staff, só eles podem dizer. Mas a velha garra com que ele sempre saiu de situações sombrias deu sinais de vida. Que o velho Massa volte, e que seja bem vindo. Cruzemos os dedos.

Neste domingo tem o GP do Bahrein. Não era para ter, mas vai ter. Afinal, a família sunita Al Khalifa, que submete a oposição xiita com a força das armas, paga nada menos de 45 milhões de dólares a Bernie Ecclestone e seus patrões do fundo CVC para que a Fórmula 1 corra lá. No ano passado, pagou mesmo sem ter corrida, se não tivesse de novo a fonte secaria. Muitas equipes reclamaram da boca para fora, mas a ausência significaria, para cada uma, cerca de 4,5 milhões de dólares na divisão anual do bolo. Ficaram aliviadas quando o presidente da FIA, Jean Todt, bateu o martelo e garantiu a realização do GP barenita.

Foi na sexta-feira passada. Todt foi à China especialmente para isso – mas se negou a dirigir uma única palavra à imprensa. Talvez porque essa raça abelhuda certamente lhe perguntaria se há alguma relação entre sua decisão e a presença de um membro da família Al Khalifa na vice-presidência do Conselho Esportivo da FIA, entidade que ele preside. Ou se é porque possui 23 por cento das ações da equipe ART Grand Prix que pertence a capitalistas do Bahrein, ou seja, são sócios do filho querido Nicolas Todt – não por acaso um dos mais influentes empresários de pilotos. Ainda bem que não é só com a família Todt: 50 por cento das ações da McLaren pertencem ao fundo soberano do governo do Bahrein.

Ora, com todos estes motivos, por que se preocupar com o que acontece fora dos autódromos ou com a imagem da F1 de um esporte que só se preocupa com dinheiro, como já fazia quando era a única competição a visitar a África do Sul nos tempos do apartheid – o que só deixou de fazer quando uma transportadora australiana se negou a levar sua carga sob a alegação de ser maculada. Certamente, pensam os hierarcas do automobilismo, estes protestos nunca chegarão perto do mundo de fantasia em que vivem. Provavelmente não. As forças policiais providenciarão a segurança necessária. Ou será que chegarão, como prometem os oposicionistas xiitas? E nas ruas que se deve cruzar para chegar à pista, o que acontecerá? Mais uma vez, dedos cruzados.

terça-feira, 17 de abril de 2012

GGOO BOLÃO F1 2012 - RESULTADOS DO GP CHINA

RESULTADO OFICIAL DA CORRIDA:
Pole Position - ROSBERG
Posição no Grid Aleatória (02º) - SCHUMACHER
Volta mais rápida na corrida - KOBAYASHI
01º colocado na corrida - ROSBERG
02º colocado na corrida - BUTTON
03º colocado na corrida - HAMILTON
04º colocado na corrida - WEBBER
05º colocado na corrida - VETTEL
06º colocado na corrida - GROSJEAN
07º colocado na corrida - SENNA
08º colocado na corrida - MALDONADO
09º colocado na corrida - ALONSO
10º colocado na corrida - KOBAYASHI

PONTUAÇÃO NO BOLÃO:
+45 pontos - RUI LENHARI R10 | GILDO A.
+41 pontos - A. ROQUE
+40 pontos - DUFF
+39 pontos - RODRIGO PIOIO
+33 pontos - GABRIELA ARGENTINA
+31 pontos - DÉBORA LONGEN
+28 pontos - IGOR DPN
+27 pontos - MARCELÃO | MARCOS
+18 pontos - CÁSSIO EDUARDO | RAFAEL SILVA | NETO ROX | ROSE STABILE | MILTON NEVES
+15 pontos - FABRICIO | RAFAEL FREITAS | NATALIA WENDY
+14 pontos - FABIO MAROTTI
+13 pontos - SANDRA BARROS | JOÃO FELICIANO | CAROLINA | RODRIGO CABRAL
+12 pontos - SANDRA TARALLO
+06 pontos - ANDRÉ DE ITU
+04 pontos - STIK
+02 pontos - CÁSSIO LEÃO | CARLOS MONTEIRO
+00 pontos - RUDSON | CELSO COELHO | DR. ROQUE | KAKINHU | JOÃO SCHUBERT | GUSTAVO LUZÓRIO | ANDRÉ ROQUE | RICARDO
-10 pontos - EDUARDO ROCHA | WALLISON | TIO BRUNO | VANUSA FIRMO | S | EGIDIO SILVA | WESLEY | RENNER | MURILO MOURA | INGO GOES | JORGE | XANDÃO

CLASSIFICAÇÃO GERAL:

FOTO DO DIA

REPLAY: F1 - GP CHINA 2012

Pílulas do Dia Seguinte*

* Por Fábio Seixas

Três corridas, três vencedores de três equipes diferentes. A McLaren está na frente, mas essa mistureba na relação de forças da categoria deve impedir que um piloto dispare na classificação. Não será surpresa se Schumacher, Raikkonen, Webber, Vettel, Pérez e até Massa também vencerem corridas ao longo do ano;

Disse Massa: “É claro que um 13º lugar não é algo que me deixe feliz, mas acho que demos um passo à frente em relação às duas primeiras corridas. Pelo menos pude fazer uma corrida normal, e sei que fiz o possível”. A estratégia dele não era ruim, em tese. Rosberg também fez duas paradas e venceu. A diferença é que, para um plano assim dar certo, o piloto precisa conservar bem os pneus, que serão usados por mais voltas do que a concorrência. E essa não é exatamente uma qualidade do brasileiro. Ele também perdeu tempo atrás de alguns carros que deveria despachar logo, como o Force India de Di Resta. Deu no que deu. Sete pilotos não pontuaram neste ano. As duplas das nanicas Hispania, Marussia e Caterham. E o ferrarista. Está ficando feio…;

Vettel também não tem a tal manha para conservar os pneus. Não foi por acaso que virou saco de pancadas nas últimas voltas. “Não tinha mais pneus no final da corrida. Eu estava reagindo com o balanço de freio, diferencial, tentando tudo para manter os pneus”, afirmou. Pensei algumas vezes em escrever, no post abaixo, que ele fez uma boa corrida. Mas não, não era o caso. Num GP de 56 voltas, não adianta ir bem em 53. Este 2012 será um ano de muito aprendizado para o bicampeão;

Outro que está aprendendo muito, a olhos vistos, é Bruno. Ele ainda peca em largadas, é verdade, e desta vez o prejuízo foi um pedaço da asa dianteira. Mas, em ritmo de corrida, tem mostrado cada vez mais consistência. Se acertar a mão na classificação, seu ponto forte nos tempos de Lotus, pode conquistar ainda mais;

Uma declaração do chefe da McLaren causou polêmica no final de semana. Ao falar sobre a decisão de ir para o Bahrein, Whitmarsh citou o exemplo do Brasil. “Vamos para o Brasil e para outros lugares. Sempre tomamos cuidados especiais em alguns países. Nem sempre estamos totalmente confortáveis, mas não é uma decisão nossa.” Não entendi a grita. O cartola inglês não falou nenhuma mentira. Integrantes da F-1 vira-e-mexe são vítimas de assaltos nos arredores de Interlagos. Também não são raros os furtos dentro do autódromo. Em São Paulo, as equipes contratam seguranças particulares armados, o que é impensável na imensa maioria das corridas do calendário. Isso é uma coisa. Outra coisa, com a qual não concordo, é a confusão que muitos internautas fazem ao equiparar a guerra civil do Bahrein à criminalidade em São Paulo. O cenário por aqui é péssimo, todo mundo tem uma história de assalto para contar, mas não há batalhas no meio das ruas, não há uma má vontade específica de manifestantes furiosos contra a F-1, não há coquetéis molotov voando pelos ares. Não confundam as coisas…;

Assisti à Indy. Corrida boa, mas que terminou de forma patética, com aquele congestionamento de carros rodados na última curva. Ruim para Barrichello, já que a classificação final levou em conta a penúltima volta. Assim, em vez de terminar em sétimo, ele apareceu em oitavo na classificação. Duas observações: 1) Foi culpa de Castro Neves, que pediu desculpas, o que é bacana; 2) Barrichello chiou após a prova. “Gostaria apenas que as pessoas tivessem mais respeito um pelo outro na pista. Fui atingido por todos os lados do meu carro.” Não, ele não vai conseguir mudar o estilo da Indy. Acho que é mais fácil ele se adaptar.

McLaren, Red Bull e, agora, Mercedes na luta pelo título*

* Por Lívio Oricchio

A impossibilidade de poder lutar pela vitória com Nico Rosberg, ontem no circuito de Xangai, diante da impressionante superioridade demonstrada pela Mercedes, passou um recado a Jenson Button, segundo colocado, Lewis Hamilton, terceiro, ambos da McLaren, e demais candidatos ao título, como os pilotos da Red Bull, Mark Webber, quarto no GP da China, e Sebastian Vettel, quinto: ‘Considerem-me com muita atenção, bem como a meu companheiro, Michael Schumacher’.

O próprio Rosberg comentou depois de extravasar no rádio sua alegria pela primeira vitória na carreira, no seu 111.º GP: “Estou surpreso. Sabíamos que poderíamos ser muito velozes na classificação, como foi o caso (largou na pole position), mas ao longo da corrida poder manter um ritmo tão forte não esperava”. O alemão largou em primeiro e impôs uma vantagem que deixou Button e Hamilton, que pensavam possuir o melhor carro da temporada, em alerta: 20 segundos e 626 milésimos.

“É uma sensação maravilhosa vencer na Fórmula 1”, disse Rosberg. Seu pai, Keke, ganhou cinco GPs e conquistou o Mundial de 1982, pela Williams. Além dos Rosberg, dois outros pai e filho também venceram na Fórmula 1, Graham e Damon Hill e Gilles e Jacques Villeneuve. Nico Rosberg explicou a razão de estar surpreso: “Nossos pneus apresentavam elevada degradação em corrida (na Malásia largou em 8.º e chegou em 13.º, principalmente por esse motivo). Mas aqui conseguimos um acerto que modificou o comportamento do carro”. E concluiu com informação fundamental: “As condições aqui nos ajudaram muito”. Rosberg referia-se à temperatura baixa do asfalto, 24 na largada e 22 na chegada, o que colaborou de forma decisiva para o menor desgaste dos pneus.

Na sexta-feira, Schumacher declarou ao Estado que faltava apenas acertar algumas questões para ele e Rosberg lutarem pelas vitórias. Ontem, ao que parece, a Mercedes fez tudo funcionar com o seu veloz modelo F1 W03. Só não foi perfeita com o próprio Schumacher. O heptacampeão abandonou, o único piloto a não concluir a prova, na 13.ª volta de um total de 56, por causa de um erro da equipe no pit stop. O liberaram de volta à pista sem a porca da roda dianteira direita estar apertada. Schumacher era o segundo colocado. “Lamento por esses rapazes que trabalham tanto e sempre dão o máximo de si” comentou o alemão.

O histórico da Mercedes nesse início de campeonato se assemelha ao experimentado pela Benetton, de Schumacher, em 1995. Ross Brawn, diretor técnico da Mercedes, hoje, e da Benetton, naquela época, explicou: “Passamos a adotar outra filosofia no ajuste das suspensões, em especial dos amortecedores, e o carro mostrou-se bem mais veloz e constante”. Em 1995, Damon Hill, da Williams, havia vencido as duas etapas anteriores, Argentina e San Marino. “A partir da corrida seguinte, Espanha, adotamos nova forma de ajuste e o ano mudou completamente para nós”, disse Brawn. Schumacher foi primeiro, depois, em oito provas.

A razão de a Mercedes passar a preservar tantos os pneus, a ponto de Rosberg se dar o luxo de realizar dois pit stops diante de três de Button e Hamilton, foi dada por Brawn e ratificada por Rosberg: “O que mudou foi a nossa compreensão de como o carro trabalha e o acerto que fizemos para sermos rápido na classificação sem comprometer demais seu comportamento na corrida. E funcionou.”

O pouco simpático diretor da Mercedes, Norbert Haug, até sorriu ontem, em seguida ao banho de champanhe que Rosberg lhe deu no pódio. Não era para menos. “Button e Hamilton também correm com motor Mercedes. Portanto, três Mercedes no pódio”, lembrou. Desde a volta da montadora alemã à Fórmula 1, em 2010, a de o ontem foi a primeira vitória. Antes disso, havia disputado e vencido os campeonatos de 1954 e 1955 com Juan Manuel Fangio. E a última vitória marcou a despedida da Mercedes da Fórmula 1, na etapa de encerramento do Mundial de 1955, em Monza, com Fangio.

O GP da China foi a prova mais emocionante do campeonato até agora. Se Rosberg não teve adversários, a disputa pelas demais colocações se estendeu da largada à bandeira. E o público ajudou o evento ser espetacular: o maior da história da corrida, inserida no calendário em 2004, com 185 mil espectadores nos três dias de competição. A quarta etapa será, a princípio, no próximo fim de semana, o GP de Bahrein. Mas espera-se exaltada reação dos manifestantes barenitas por considerarem a realização da prova uma vitória dos governantes, com quem se defrontam desde o ano passado.

REPLAY: INDY - GP LONG BEACH, 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

FOTO DO DIA

Frank Williams #70 anos

GRID GIRLS: STOCK CAR - CURITIBA, 2012

VOLTA LANÇADA: GP DA CHINA, 2012

Bem amigos do Blog da GGOO, aqui estamos nós em mais uma madrugada para falarmos sobre corridas, sob um ponto de vista único e sensato sobre o GPs da China (F1) e de Long Beach (Indy). Hoje temos convidados de peso e outros nem tanto. Começando com os mais ilustres, seja bem vindo Igor DPN, Douglas Vianna e o Reginaldo Leme da Comunidade F1- Formula 1 do Orkut, Alvaro Wanderley. Também nos acompanha o nosso querido Daniel Stik. Boa noite a todos!

Igor:  Boa noite, Dan, Dou, Roque e Alvaro.
Daniel Stik: Boa noite a todos, ótima noite depois de um dia de corridas.
Alvaro Wanderley: Boa noite a todos da mesa!
Douglas Vianna: Boa noite e obrigado pelo convite, espero que seja um ótimo programa e que Dan Stik se comporte..
A. Roque: Meninos, comportem-se...
Igor: Todos nós esperamos, sem exaltações. Temos que aproveitar e desfrutar ao máximo da ilustre presença do Alvaro, vamos lá.
Alvaro: Obrigado, Igor, mas minha presença não é mais ilustre que cada um de vocês!

A. Roque: E em clima exaltado, falemos sobre o GP da China. Primeira vitória de Rosberg, da Mercedes e algumas surpresas. tem até gente dizendo que o Bruno Senna aposentou o Rubens Barrichello de vez da F-1. E aí, o que acharam da corrida?
Daniel: Uma corrida boa, com boas disputas e um grid raro, onde nas duas primeiras filas não vimos nem Ferrari, nem McLaren, nem Red Bull. E vale destacar que Massa continua sem pontuar na F1, tirando as nanicas, só ele não pontuou.
Igor: A classificação foi tão surpreendente, que a corrida me decepcionou um pouco. Rosberg correspondeu e mereceu a vitória. Estranho foi ver o Schumacher vivendo um #BarrichelloDay, trabalhando como escudeiro da "Penélope Charmosa" e depois dando azar no pit stop!
Douglas: Não vi a classificação, surpreendeu as Mercedes e Vettel fora do Q3 desde o GP BRASIL em 2009.
Alvaro: Bom, num circuito com a reta mais longa do calendário, não foi uma surpresa tão grande pra mim a Pole de Rosberg. Já a vitória sim, ainda mais com tanta vantagem. Não acredito ainda que a Mercedes tenha solucionado em definitivo o problema de desgaste dos pneus traseiros.

A. Roque: Todo mundo apostando na Mclaren e no alto desgaste de pneu das Mercedes e todos os erros aconteceram com a Mclaren do Button...
Douglas: A corrida foi estranha, demorou pra pegar um ritmo bacana, alguns tentando estrategias diferentes, Massa e Vettel por exemplo tentando vir do pelotao intermediário e conseguindo aos poucos, mas como todos viram quem surpreendeu de novo foi Bruno Senna com um grande rendimento e arriscando nas ultrapassagens Bruno fez uma ótima corrida e se destacou.
Alvaro: Acredito mais que o fato do pelotão do meio ter se compactado muito, o erro da Mclaren no último pit de Button e a briga muito acirrada nesse pelotão com carros que normalmente largam pouco mais atrás, como Sauber, facilitaram as coisas para Nico.
Igor:  A parte boa da corrida foram as últimas 15 voltas, quem não cochilou antes, foi premiado com ótimos pegas e vários carros andando muito próximos.
Alvaro: Sim, é verdade, Igor.
Douglas: Não acho que a Mclaren seria páreo para a Mercedes hoje, pois mesmo que Button não tivesse o problema no pit, Button voltaria 10 segundos atras de Nico Rosberg, então, tenho quase certeza que a Mercedes entrou na briga de igual pra igual.
Igor: Mesmo sem o problema no último pit, também acho que seria difícil a missão do Button. O desempenho do Rosberg no início da corrida, somado ao Schumacher "segurando" o pelotão foi o fato mais decisivo na corrida de hoje.

A. Roque: uma coisa que aconteceu nesta corrida é que os carros andaram muito próximos uns aos outros
Alvaro: A pista da China propicia isso. As curvas são largas e em esse, uma característica das pistas de Hermann Tilke construídas como autódromo que casam com a atual característica dos carros, que é o desgaste acentuado de pneus. O piloto da o bote numa curva, e imediatamente há a chance do  troco na curva seguinte, o que compacta os carros porque o ritmo diminui quando se disputa posição, e os pneus se desgastam mais.
Daniel: Três corridas, três pilotos diferentes venceram por 3 diferentes equipes. Acredito que ainda veremos muita coisa nesse campeonato, Monaco por exemplo, vai gerar surpresas.
Douglas: E só não conseguiu a dobradinha pelo problema com Schumacher que teve que se contentar com o sorrisinho amarelo no box ao ver Nico Rosberg vencer sua primeira vitoria na F-1, que por curiosidade, todos os companheiros do Schumacher quando venceram sua primeira corrida na F-1 Schumacher não estava na pista, Irvine 99, Rubinho 2000 e agora Rosberg, o unico que contrariou a estatística foi Felipe Massa em 2006 na Turquia.
Igor: Interessante essa estatística, eu desconhecia.
Alvaro: Verdade, Douglas. Bem observado!

A. Roque: E agora, diante disso, temos uma nova ordem de forças na F-1? Qual é?
Igor: Eu acho que ainda não, a pista de hoje tinha características bem particulares, favoráveis ao carro da Mercedes.
Alvaro: Por enquanto eu opino Mclaren pela velocidade e constância, Mercedes e Red Bull fechando o primeiro pelotão. Se o desempenho da Mercedes se repetir daqui pra frente em corrida, será melhor, mas não há uma dominância, o que é bom.
Daniel: Não teremos uma nova força na F1, pelo menos não esse ano. Eu não duvidaria se o Kimi ganhasse a próxima corrida, esse ano ta confuso.
Alvaro: A Lotus tem um bom carro no papel, mas Kimi ficou três anos fora e Grosjean, apesar de rápido, é irregular, o que atrapalha o conhecimento e o desenvolvimento pleno do E20.
Douglas: A única força aparente é o MOTOR MERCEDES, como Norbert Haugh fez questao de enfatizar no pódio, eu esperava mais da Mclaren, acho que mesmo sem os problemas Nico venceria, tava inspirado e depois do errinho antes do primeiro pit ele se concentrou e nao deu sopa pro azar, mas nao descarto reaçao de Red Bull e Vettel, que esta estranho, se Webber ta lá no pelotão da frente, pq Vettel não está? O bi campeão se recuperou bem durante a corrida mas no final ficou sem pneus, sera a maldição do bi campeonato seguido??? Já que Schumi passou por isso, Alonso passou e não consegue sair mais atras Mika Hakkinen parou no bi e agora Vettel??? Sera que ele quebra mais essa estatística que trago a tona do Instituto DATA DOU??? (risos).
Igor: A maldição é outra, Newey nunca fez uma equipe tri-campeã do mundo. Foi bi em 1992/93 e depois em 1996/97 pela Williams; 1998/99 pela Mclaren e agora 2010/11 pela Red Bull.

A. Roque: E vale a pena ter corrida no Bahrein?
Daniel: A próxima corrida é que vai gerar as maiores emoções do campeonato. Ela vai bombar, literalmente. Vale sim, vale muito dinheiro, e é isso que move a F1.
Igor: Estão brincando com coisa séria, o radicalismo do povo e a ganância da F1 podem fazer história nessa semana.
Alvaro: A questão é que o Bahrein tem muitos investimentos na Fórmula 1, inclusive em equipes há tempos, e Bernie não iria deixar isso acontecer duas vezes.
Daniel: Vai ter corrida, e vai ter algum maluco Irlandês na pista. Só uma coisa pode impedir isso. Os pilotos.
Igor: Corrigindo, só uma coisa PODERIA impedir isso. Os pilotos.
Daniel: Saberemos se eles tem coragem, para não dizer outra coisa.
Alvaro: Não vão impedir...
Igor: Não mesmo!

A. Roque: O problema é o Bahrein ou a perca de 2 GPs numa temporada? Dizem que Austin não ficará pronto a tempo...
Alvaro: Vale lembrar que há 27 anos o GP da África do Sul aconteceu em pleno conflito anti Appartheid. Então a coisa não é de hoje. A menos que algo aconteça de muito grave de Quinta feira em diante, com o circo já se montando. Aí, talvez. Fora isso, duvido. Pra mim, levando em conta o que contei sobre a África do Sul inclusive, foi uma boa surpresa a prova de 2011 ter sido cancelada.
Douglas: Não tenho opinião formada se haverá ou nao corrida, mas acho que terá, o Santos parou uma guerra, pq a F-1 não pararia??? O esporte esta aí pra salvar o mundo, o Irã e Estados Unidos na Copa de 98 foi um belo exemplo do que o esporte é capaz, acredito que terá uma trégua no fim de semana da F-1.
Igor: Acho que terá corrida, mas não terá trégua. O clima será o pior possível no próximo final de semana
Alvaro: Eu acho que, se for pra haver corrida, e os xeques Barenitas vão querer isso a todo custo, não vai haver é público.
Douglas: Todo mundo fala que a F-1 precisa de emoção, ta aí, segura o rojão literalmente rapaziada.
Daniel: Só que a F1 vem como símbolo do governo, e essa é uma guerra civil. Vai ter atentado, já acharam até uma bomba perto do circuito.
Alvaro: Só nos resta rezar, caros amigos...
Daniel: Já dizia Nelson Piquet. "O povo gosta é de ver o circo pegando fogo."
Douglas: Bomba caseira, nada de muito perigoso, o circuito estará coberto de policia especializada, vai ter corrida, mas num clima horrível, e o que voces acharam da declaração do diretor da Mclaren dizendo que eles já correm em Sao Paulo e não tem pq temer no Bahrein?
Igor: Essa é a visão que a F1 tem do Brasil ainda, lamentável.

A. Roque: Bom, falando em explodir... e a Indy. Muitas emoções?
Alvaro: A prova foi muito boa, mas teve um final bem "non sense".
Daniel: Indy! Fico até emocionado de falar. James, grande James. Abandona corridas na 1ª e última curvas.
Igor: O GP da Praia Grande hoje foi muito movimentado, assim como tinha sido a corrida em Barber.
Alvaro: Will Power parece ter retomado o domínio das coisas depois do começo hesitante em St Pete.
Daniel: Will Power já é vice-campeão.
Igor: Will Power sobra na categoria, com poucos ovais deve ser o campeão, finalmente.
Douglas: Parece que sera mais um campeonato de mistos x ovais, nos mistos Power é imbatível, nos ovais a Ganassi vem com tudo e Franchitti é o piloto a ser batido. corridinha marota, por mim a Indy nao correria em circuitos de rua, esta claro que esses carros não são projetados pra isso, parecem que correm com 4 marchas só.
Igor: Franchitti está irreconhecível esse ano, não se adaptou ao novo carro, e já está reclamando do motor Honda. Desde a primeira largada ele foi mal, sendo atacado por fora. Nas demais relargadas foi presa fácil em todas elas.
Alvaro: Que pilotaço é esse Simon Pagenaud, hein!
Igor: Sim, merecia a vitória hoje. Foi o piloto mais veloz na maior parte da prova. A estratégia na Indy está mais importante do que nunca, e as táticas de economia de combustível e equipamento tem tirado um pouco da emoção das corridas nesse ano, concordam?? Pilotos guiando no limite o tempo, como o Pagenaud fez hoje são cada vez mais raros e acho que é isso o que queremos ver.
Alvaro: Sim, e em parte porque motores turbo consomem mais e não há parâmetro, porque tudo é novo. Long Beach é uma pista famosa por exigir alto consumo de combustível, e isso há anos.

Alvaro: E Helinho também parece ter retomado o (des)controle. Que erro primário ele cometeu na última volta na ânsia de passar Rubens. Nossa! E ao se defender de uma tentativa de Ryan Briscoe também.
Douglas: O Helio é o único que pode ser campeão dos brasileiros, mas ainda não entendo o por que perseguem esse grande campeão das 500 milhas.
Daniel: Hélio errou no final, erro infantil, mas é a vida.
Alvaro: É a vida, até certo ponto...Porque depois do 2011 que ele teve, onde ali mesmo no ano passado ele fez uma cagada imensa, condescendência tem limite.
Douglas: Em respeito a vocês vou ficar calado na disputa da ultima curva... Dan Stik, o problema é que o fanatismo cegam vocês, infelizmente o Helio nao agrada vocês nem a Indy e o cara passa por isso todo ano é culpado de tudo que acontece, mas ninguém fala que o Rubinho refugou né? ENGRAÇADO...
Alvaro: A questão pra mim não é fanatismo. Hélio, pela experiência que tem naquele circuito teria condições de prever a situação. Gosto muito dele, mas acho que ele há tempos se sente desconfortável pela ascensão de Power em mistos, já que hoje e há algum tempo, o australiano é o piloto mais rápido da Penske e da Indy nesse tipo de pista.
Igor: O lance final na última curva envolvendo Helio e Barrichello foi um incidente comum de corrida, causado por um retardatário que quase parou o carro. Só isso.
A. Roque: Acho que o Rubens está se acertando nas estratégias e pegando o jeitão do carro. No warmup hoje ele já ficou em terceiro...
Douglas: Desculpe, o Rubens fez o movimento de tentar ultrapassar e refugou, freando mais do que o esperado, então não vejo motivos e vou defender minha tese ate o ultimo segundo desse programa, de que o Helio é perseguido e qualquer coisa que aconteça a culpa sempre será dele!
Alvaro: Sim, concordo com esse detalhe, mas é aquela coisa, né... Essas situações até certo ponto podem ser previstas, apesar de que merdas naquele hairpin são históricas.

Igor: Sobre os brasileiros nesse final de semana, qual o maior destaque? Bruno Senna, Nelsinho Piquet ou Tony Kanaan?
Daniel: Tony Kanaan e Rubens Barrichello. Que corrida!
Douglas: A única corrida nos EUA hoje que traz emoção é a NASCAR, se concordarem digo o que aconteceu com o Nelsinho Piquet hoje na Truck Series, mais alguem viu a corrida ao vivo?
Alvaro: Nelsinho pela pole inédita num cenário onde ele ainda tem muito o que aprender, mas está evoluindo muito.
Douglas: A POLE do Nelsinho não foi nada, perto da corrida que ele fez, liderou 80% da corrida e perdeu pq foi punido na saída do ultimo pit stop, engraçado né? Perdeu a corrida na torre de controle...
Daniel: Não vi a corrida do Nelsinho, mas deve ter sido uma sacanagem.
Igor: Hoje eu fico com Bruno Senna, guiou como gente grande no meio de um pelotão disputadíssimo. Na indy, Helio e Barrichello foram vítimas das estratégias, Tony foi destaque, pelo resultado final.

A. Roque: Bem amigos, assim, chegamos ao fim de mais um Volta Lançada. E gostaria de agradecer imensamente a presença de todos por aqui. Papo bom e com conhecimento de causa, nós vemos por aqui, no Blog da GGOO. Super obrigado ao Igor, Álvaro, Douglas e Stik. Até a próxima!
Igor: Até o próximo final de semana, em paz, vamos torcer por isso.
Daniel: Até pessoal. GO Rubens!
Alvaro:  Obrigado a todos pelo convite! Foi um prazer, e espero voltar outras vezes.
Douglas: Muito obrigado pelo convite e que tenha corrida no Bahrein, já adianto que estarei a disposição para um novo convite do programa.
Daniel: Ah vai voltar sim, pessoal aqui não aguenta isso não, hehe.

Igor: Na próxima semana conversaremos sobre a expectativa para a Indy em São Paulo.
A. Roque:  Lembrando que na Indy faremos "In Loco".
Alvaro: E eu estarei lá, oba!
Douglas: GGOO HELIOOO!

[OFF] ALGUÉM EXPLICA???

Um vencedor e um equilíbrio históricos*

* Por Luis Fernando Ramos

Nico Rosberg demorou 110 corridas para vencer pela primeira vez na Fórmula 1. Mas, para ele, a espera demorou um pouco mais. "As últimas 30 voltas duraram uma eternidade. Incrível, parecia que a corrida tinha seis horas, nunca tive uma sensação assim", falou o piloto.

O alemão deu à equipe Mercedes o primeiro triunfo na categoria desde 1955. Foi também, o terceiro filho de piloto vencedor de corridas a também ganhar na Fórmula 1, depois de Graham/Damon Hill e Gilles/Jacques Villeneuve. Keke Rosberg, o pai, se tornou o único a ver o triunfo do filho, já que os outros dois faleceram antes que seus herdeiros estreassem na F-1. Ele acompanhou a prova pela televisão de sua casa na Alemanha.

Numa corrida com muitas variantes estratégicas, largar na pole position foi fundamental. Mas o triunfo teve ajuda da estratégia da Mercedes. Com apenas duas paradas, contra três dos adversários, Rosberg jogou por terra a ideia de que o carro do time sofre um desgaste excessivo da borracha em ritmo de corrida.

Além de ter sido ajudado por um erro na última parada nos boxes do seu principal adversário na prova, o inglês Jenson Button. Com isso, o piloto da McLaren ficou preso atrás de um grupo de carros liderado por Kimi Raikkonen, que estava mais lento mas defendeu bem suas posição antes que ficasse com os pneus desgastados demais. Assim, Button só assumiu a segunda colocação a seis voltas do final, quando a diferença para Rosberg era grande demais para ser recuperada.

"Faz parte das corridas. As outras paradas foram muita boas e sempre tentamos ser perfeitos. Mas fizemos um erro no último que nos custou a chance de lutar pela vitória. Não quero diminuir Nico, que fez uma grande corrida, mas poderíamos ter alcançado mais".

Restou a Button o consolo de deixar Xangai na vice-liderança do campeonato, com 43 pontos. Dois a menos que seu companheiro de equipe Lewis Hamilton, 3º colocado na corrida. Este celebrou o equilíbrio que aconteceu na prova e também o que existe atualmente na F-1 como um todo.

"Incrível como nessa corrida tudo foi muito equilibrado entre Lotus, Red Bull, Sauber, Ferrari, Mercedes e nós. É um baita campeonato. E isso é divertido, eu gosto".

Hamilton está coberto de razão. Em um momento de decisões políticas equivocadas tomadas pelos dirigentes da categoria, a beleza da disputa esportiva mostra que o esporte ainda encanta. E muito.

Do lado dos brasileiros, a corrida da China começou com um susto para ambos. Uma fritada de pneus na primeira curva por parte de Bruno Senna não impediu que ele tivesse um leve toque com a traseira da Ferrari de Felipe Massa e perdesse um pedaço da asa dianteira:

"São coisas que acontecem em corrida, especialmente quando se chega a 280 km/h na primeira curva no meio de um monte de carros. Uma Lotus cruzou na frente do Felipe e ele teve de frear. Acabei espalhando e infelizmente toquei também no (Pastor) Maldonado. A asa do meu carro danificou um pouco mas fizemos um ajuste na primeira parada e isso melhorou o equilíbrio do carro".

A partir dali, o brasileiro da Williams conseguiu imprimir um bom ritmo e ganhou posições no pelotão intermediário mais compacto que a F-1 já viu. A dez voltas do final da prova, apenas 15 segundos separavam o 2º colocado do 14º. Era um gigantesco trem de carros em que os vagões trocaram posições de forma frenética. Bruno encerrou a prova em sétimo e comemorou a segunda prova consecutiva nos pontos.

"Foi uma grande corrida, em que tive de defender e atacar ao mesmo tempo. Passamos do ponto no segundo jogo de pneus e eu perdi posições ali. Quase estragou minha corrida, foi meio no limite. Mas o carro teve potencial para esse resultado".

Já Felipe Massa terminou em 13º lugar depois de tentar uma estratégia diferente. Mas enquanto Fernando Alonso já operou alguns milagres com o F2012, o brasileiro tem no carro a sua cruz e é o único piloto a não ter pontuado neste ano, com exceção dos que defendem as três equipes pequenas da categoria. E as perspectivas para o domingo que vem, no Bahrein, não são de mudanças não. "Teremos o mesmo carro daqui, mas para Barcelona esperamos melhorar e ter um carro mais competitivo".

sábado, 14 de abril de 2012

[OFF] SERÁ QUE O SEGURO COBRE??

Track Day TAMBÉM é pra quem sabe!!


Dica do Ingo Góes

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SESSÃO DESENHO COM A GGOO: CORRIDA MALUCA - Episódio 10 - O Grande Prêmio Virginia

FOTO DO DIA

Penalizações ao atacado na Indy*

* Por Rodrigo Mattar

Os treinos livres para o GP de Long Beach de Fórmula Indy nem aconteceram e uma situação inusitada toma conta do paddock nesta quinta-feira. Todos – eu disse todos – os pilotos que correm com os motores Chevrolet, incluindo os três brasileiros (Hélio Castroneves, Tony Kanaan e Rubens Barrichello) foram punidos com a perda de dez posições no grid por troca de motor.

Segundo Chris Berube, diretor da marca na Fórmula Indy, a troca ocorreu em razão do estouro do propulsor de James Hinchliffe durante uma sessão de testes realizada em Sonoma, na segunda-feira. Como os engenheiros da Chevrolet detectaram que o problema que causou a quebra era comum a todos os onze motores, houve a punição a Kanaan, Barrichello, Castroneves, Hinchcliffe, Andretti, Hunter-Reay, Hildebrand, Viso, Power, Briscoe e Carpenter.

Além de todos os representantes da marca da gravatinha, Sébastien Bourdais, com motor Lotus em seu Dallara, também recebeu uma punição de perda de 10 posições, o que implica que são 12 pilotos penalizados e que dificilmente um carro com motor Honda, face à fragilidade dos propulsores Lotus e a punição ao atacado aos Chevys, deixará de largar na pole position para a corrida deste domingo.

Que situação…

FIA e FOM confirmam ida da Fórmula 1 para Bahrein*

* Por Lívio Oricchio

Primeiro foi Jean Todt, presidente da FIA, logo de manhã, aqui em Xangai, e depois Bernie Ecclestone, presidente da Formula One Management (FOM). Os dois se disseram satisfeitos com a segurança retratada por seus observadores em Manama, capital do Bahrein, e, portanto, o GP, já no próximo fim de semana, será realizado.

Isso quer dizer que segunda-feira todos os equipamentos serão transportados por quatro aviões Jumbo de Xangai para a nação árabe. Os profissionais da competição até quarta-feira da mesma forma vão estar nessa pequena ilha do Golfo Pérsico.

Tudo isso não quer dizer, necessariamente, que a corrida, quarta do calendário, será disputada. Ter pilotos, técnicos, carros em Manama é uma coisa. Outra é que nada ocorrerá e a competição se desenvolverá normalmente.

Pode ser inocência minha, mas diante do quadro que foi pintado, parecia e continua parecendo ser algo impensável levar a Fórmula 1 a um país em estado beligerante. Mas os homens que a FIA e a FOM escalaram para verificar as condições do Bahrein garantem que o clima se não é de tranquilidade ao menos não sugere ser proibitivo para os 3 mil integrantes do universo da Fórmula 1 se deslocar até lá. Tomara que seja mesmo assim.

Só para lembrar, os revoltosos enviaram textos aos dirigentes da Fórmula 1 ameaçando todos se a prova for realizada. E as manifestações de rua, contra o governo e a própria Fórmula 1 no país, hoje, contabilizam cerca de 50 mortes.

Os dirigentes das equipes expressaram satisfação, ontem, depois da reunião com Ecclestone para tratar do GP de Bahrein e disseram acreditar nas garantias que lhe foram dadas pelos organizadores do evento. Vamos ver.

Um homem de opinião*

* Por Luis Fernando Ramos

Era óbvio que isso aconteceria, mas não deixou de ser uma cena constrangedora. A pergunta do repórter da ESPN Star Sports asiática, Steve Dawson, foi contundente como o assunto exige.

- Algum de vocês reconhece a existência de uma dificuldade moral em ir ao Bahrein na próxima semana?

Fernando Alonso, Paul Di Resta, Narain Karthikeyan, Sergio Perez, Vitaly Petrov e Bruno Senna - os seis convocados para a coletiva oficial da FIA desta quinta-feira - fingiram que não eram com eles, ficando em silêncio.

Talvez até quisessem falar algo. Quando conversei com o brasileiro depois, no cercadinho de Rádio e TV, ele deixou claro não estar muito animado com a perspectiva de ir ao Bahrein. “Minha preocupação é com a segurança de todos aqui. E acho que a decisão deve ser tomada com isso em mente. Se tomarem uma decisão pensando em outras prioridades, não será a decisão certa”. Perfeito. Mas possivelmente foram orientados por suas equipes e evitarem o tema sob os holofotes de uma coletiva oficial.

Pelo paddock, as esquivas continuaram. Não era por menos que o hospitality da Red Bull lotou na hora da entrevista de Mark Webber. Todos sabiam que ele diria o que pensa. Ele também, tanto que pegou o microfone e soltou um “Bahrein?” antes mesmo que a primeira pergunta fosse feita.

- Somos humanos, temos nossa moral e nossa visão das coisas, independente de sermos esportistas. Somos exatamente como vocês. Gostaríamos que todas as pessoas vivessem de forma justa e correta e por isso escolhemos viver em determinados países. Mas, como pilotos de corridas, somos contratados por uma equipe que, por sua vez, tem um contrato com a FIA para disputar o Mundial da Fórmula 1. Nós vamos aos lugares onde há corridas para disputá-las.

Falando pausadamente, pensando com calma a cada resposta, o australiano deixou claro que ainda há tempo para cancelar o evento. Não disse textualmente, mas deixou bem claro nas entrelinhas que torce por isso.

- É uma decisão mais difícil agora, que só falta uma semana. Mas ainda dá para se tomar esta decisão. No final das contas, é só uma corrida de carros. Muita gente no mundo nem sabe que tem prova programada para a semana que vem no Bahrein, então não é a coisa mais importante que existe e se pode cancelar num estalar de dedos.

Um jornalista sublinhou que a prova barenita é envolta em muitos interesses financeiros e se ele temia que a decisão, qualquer que seja, fosse tomada “não pelos motivos corretos”.

- É uma pergunta muito boa, cara. Todos sabemos que complicado que as coisas estão e é assim. Há muito dinheiro na F-1 que vem de Bahrein, Abu Dhabi e do Oriente Médio. Eles gostam da categoria e querem tentar mais uma vez. Vamos ver se funciona.

Sobre o fato do slogan de “unificação” utilizado pelos organizadores para a promover a prova, o australiano deu mais uma lição de sobriedade.

- Eles sabem qual é a situação por lá melhor que a gente e vêem que a corrida pode ser uma maneira de encontrar um caminho em cima de um grande evento esportivo para unir as pessoas. Seria legal se isso realmente acontecesse. Mas eu nunca vi as arquibancadas cheias lá antes e não sei se a veremos cheia na próxima semana.

Deixei a coletiva quase agradecendo ao australiano por dizer o que pensa. Mas achei melhor não. Apesar de ele ser uma das poucas exceções lá dentro, ele deveria ser a regra. É uma pena que os outros pilotos - por vontade própria, por orientação de seus times ou simplesmente por desinteresse - não têm o mesmo discernimento de Webber. Uma característica que faz uma falta tremenda na F-1 moderna.

quinta-feira, 12 de abril de 2012