sábado, 11 de fevereiro de 2012

F1 EM JEREZ: VÍDEO DO ÚLTIMO DIA DE TESTES

BARRICHELLO: DECISÃO SAI, NO MÁXIMO, ATÉ TERÇA!*

* Por Américo Teixeira Jr.

Para quem está aflito esperando a decisão sobre a ida de Rubens Barrichello para a IndyCar, vale dizer que não deve passar de terça-feira, 14, a posição definitiva, iminente no sentido de confirmar, na categoria norte-americana, a presença do duas vezes vice-campeão mundial de Fórmula 1.

O prazo está curto porque, na próxima semana, entre os dias 13 e 14, acontecerá a convenção anual da IndyCar, em Indianapolis, com todos os participantes. Tony Kanaan já está na cidade, Helio Castroneves viajará amanhã (domingo, 12). Então, é bem provável que Rubens Barrichello já compareça à programação na condição de piloto oficialmente contratado pela KV Racing Technology.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

F1 TESTES: JEREZ, 10/02/2012



Atualizado: 19:50h (horário de Brasília)
Acompanhe os testes coletivos para a temporada 2012 em tempo real: http://f1tests.co.cc/2012.php?rev=on 

Motorsport - Love For Life

RAIKKONEN JÁ ASSUME A POSIÇÃO DE LÍDER DA LOTUS*

* Por Edd Straw - Autosport.com



Kimi Raikkoen completou apenas 192 voltas em um F1 em seu retorno com a Lotus, mas o chefe da equipe de Enstone, Eric Boullier, aponta que o campeão mundial de 2007 já mostrou a que veio. Kimi é rápido, já sabíamos isso, mas ele também provou que pode ser o líder que todo time de F1 precisa.

Para a Lotus (ex-Renault), o retorno de Raikkonen acontece e um momento oportuno. Existiu um tempo em que eles tinham um homem de ferro no cockpit com Robert Kubica, piloto que impôs a sua personalidade na equipe e não deixava ninguém com dúvidas sobre o que ele queria... e exigia. Ele não era exatamente uma pessoa fácil para se trabalhar, mas ele era adorado pela equipe porque fazia o trabalho atrás do volante e movia qualquer pedra do caminho na busca por resultados. Para um time que sentiu a ausência deste tipo de liderança em 2011, a chegada de Raikkonen foi bem-vinda.

Mas ao mesmo tempo que Raikkonen está assumindo o papel deixado por Kubica, ele não é um substituto igual. A sua reputação o precede entre aqueles que não tiveram a experiência de trabalhar com ele, mas o que ele tem feito até agora, - dois dias de testes em Jerez, dois no mês passado com um carro de 2010 em Valência, e duas aparições na fábrica – renderam várias fãs a ele.

Existirão testes mais duros pela frente neste casamento, que ainda está na lua de mel, mas, até agora, é o caso de “até agora está tudo bem” para Raikkonen e a Lotus.

“Depois de algumas frustrações em 2011 e a perda de um modelo que construímos em Kubica, a chegada de Kimi tem sido o segredo da galvanização da equipe. Está sendo um grande impulso”, explica Boullier.

“Todo piloto é diferente e tem a sua própria característica. Kimi está trazendo um tipo diferente de liderança da que Robert tinha. Primeiro, ele tem a sua marca. Ele foi campeão mundial, mas é muito claro e consistente sobre o que quer, ele se impôs como o líder da equipe. As pessoas querem trabalhar com ele e ajudá-lo.”

“Você conquista o respeito e a credibilidade das pessoas da equipe se você vai bem na pista. Se você mostra uma clara indicação do que quer, isso vale a pena para os dois lados.”

Quando a Lotus assinou com Raikkonen, inevitavelmente, os funcionários ficaram sabendo. E ele é um cara que tem tanto uma reputação boa – de muita velocidade, currículo maravilhoso e status de superestrela – e ruim, com acusações de falta de comprometimento, dois anos afastado da F1 e rumores de que ele não tem mais paixão pela F1.

Quando você tem uma organização como um time de F1, os pilotos são um ponto primordial. Para aqueles que se acabam no trabalho 24 horas por dia para deixar o carro um pouco mais rápido, a última coisa que você precisa para a moral é a falta de comprometimento. Mas aqueles que procuram algo de negativo em Raikkonen, ainda estão esperando. Até agora, um sentimento positivo tomou conta de Enstone.

“Com certeza é a sensação”, afirma Boullier sobre o efeito de galvanização de Raikkonen. “Você pode sentir isso quando ele está andando na fábrica. Mesmo antes do anúncio, as pessoas na equipe me paravam e perguntavam sobre Kimi. A sua reputação o precede na fábrica.”

“Quando ele os encontrou na festa de natal, ele foi amigável o bastante para ficar um tempo com as pessoas. Sabendo que temos este cara, um campeão mundial, é um grande impulso e motivação para a equipe. Você pode ver isso na maneira como as pessoas reagem.”

“Poucas pessoas na equipe conheciam Kimi, mas depois da primeira vez que ele pilotou o carro, eles começaram a entender como ele trabalhava. O carisma do cara é forte. Ele é um corredor, ele ama competição, ama a F1 e correr. O motivo dele ter voltado é que ele sentiu falta desta competição.”

“Você poderia sentir que ele é um cara que sabe o que quer desde o começo. Então, era uma questão de se ele iria mostrar na pista. E ele está. As pessoas em Enstone são de corrida e eles podem ver em Raikkonen o mesmo.”

A chave para este sucesso inicial de Raikkonen na Lotus é o fato de ele ter sido rápido logo que saiu do box. Enquanto a tabela de tempos não vale muito neste estágio dos testes, o que chamou a atenção no primeiro dia nos teste em Jerez da forma como o finlandês mostrava o desejo de colocar o carro na pista e começar a entender o que ele podia fazer.

Claramente, ele está sendo obrigado a se adaptar ao carro muito rápido, apesar de não existir nada no programa concebido para lidar com o fato de que, de toda a sua nobre história, ele foi um piloto de rali de sucesso moderado nos últimos dois anos. É óbvio que ele estaria enferrujado, mas Boullier está confiante de que Raikkonen já está bastante adiantado neste caminho de voltar ao seu melhor.

“Para ser honesto, não temos nenhuma estratégia especial de testes para ele”, afirma Boullier. “O fato é que no domingo, demos algumas voltas para um dia de filmagens promocionais e então tivemos sorte de que o nosso carro era confiável e pôde completar várias voltas no primeiro dia de teste e este é o motivo de ele ter sido rápido logo de cara na terça-feira. Mas não existe um programa especial exceto de termos que dar a ele alguma quilometragem o mais cedo possível.”

“A questão de estar enferrujado está terminada. Kimi está aqui. Ele pode precisar de algum tempo durante as primeiras corridas para recuperar completamente a velocidade com um final de semana completo, mas, em termos de ritmo, ele está se adaptando ao carro, ele já fazendo isso.”

“Sabemos que nenhuma pessoa do esporte que parou de treinar por algum tempo irá tomar um tempo para voltar ao seu auge. No caso de Kimi, talvez ele possa fazer isso ainda mais rápido, mas ele já nos convenceu completamente com a sua velocidade e a forma como se adaptou ao carro.”

“Você não pode tirar conclusões dos tempos de volta sobre o ritmo do carro. Mas quando você coloca o carro na pista e ele está equilibrado e mostra que você pode trabalhar com ele, isso prova que a base é boa. Como vamos desenvolver a partir daqui, é uma história diferente.”

Existe muito em jogo para a Lotus, que vê este ano como crucial para a sua ambição de voltar a ter o status de equipe de ponta. A maneira como a combinação Raikkonen/Lotus irá atuar nesta temporada será importante para se saber se o time poderá alcançar o seu objetivo declarado de ser uma equipe de ponta em 2014.

Para conseguir isso, a Lotus precisa alcançar a Red Bull, McLaren e a Ferrari, três times que, hoje, são claramente maiores. Mas sucesso gera sucesso e os resultados na pista são o que a equipe precisa para relizar as suas ambições de se tornar uma desafiante ao título novamente.

“Não somos iguais [à McLaren, Red Bull e Ferrari]”, admite Boullier “Ainda não temos os recursos destas equipes maiores. Mas isso é o que queremos nos tornar. Queremos ser uma equipe de ponta a partir de 2013 ou 2014. Temos agora dois bons pilotos [o campeão da GP2 Romain Grosjean estará no outro carro], o potencial para trazer mais patrocinadores e no futuro precisaremos construir mais recursos.”

“Nós contratamos pessoas nos últimos meses. Isso toma tempo e não podemos fazer tudo de uma vez. Vamos dar um passo de cada vez e queremos nos estabelecer como uma equipe de ponta.”

Então, está com você, Kimi. Não existe dúvida de que a Lotus assumiu um risco de assinar com ele. Seria ridículo sugerir que não existe o elemento do risco em trazer um piloto que está longe há dois anos. Mas dadas as alternativas, foi um risco justificado, que, até agora, está indo bem.

Raikkonen terá muitos testes pela frente, mas, por enquanto, ele tem dado à Lotus exatamente o que ela espera de um piloto que com 18 vitórias um título mundial.

“Da minha experiência pessoal, você pode sentir isso quando o piloto tem a qualidade e esse é o caso com Kimi”, diz Boullier. “Se ele tem o carro, com certeza ele pode fazer o trabalho. Ele é um campeão mundial e você pode ver isso logo de cara.”

FOTO DO DIA

Williams tenta se reerguer. Mas falta dinheiro*

* Por Lívio Oricchio

Nos anos 90, os lançamentos dos carros da Williams geravam tanto interesse quanto os da Red Bull, hoje, ambos concebidos por Adrian Newey. Eram vencedores, campeões do mundo em 1992, com Nigel Mansell, 1993, Alain Prost, 1996, Damon Hill, e 1997, Jacques Villeneuve. A Williams apresentou, discretamente, o seu modelo FW34-Renault, pouco antes do início dos treinos, em Jerez de la Frontera. Pastor Maldonado completou 25 voltas com o novo modelo, sem preocupação com o tempo, como os demais. Ficou em nono, com 1min23s371.

Ao contrário de pensar em vencer, o objetivo da Williams, este ano, é voltar a crescer na competição, depois de disputar, em 2011, a pior temporada da sua história, conquistando apenas 5 pontos. Muita coisa mudou na equipe. Bruno Senna e Pastor Maldonado, dois jovens, pouco experientes, mas cheios de entusiasmo, terão grande desafio pela frente. Bruno estava feliz, ontem, por ser a primeira vez desde a estreia na Fórmula 1, em 2010, que poderá se preparar nos testes que antecedem o campeonato. “Isso vai ajudar bastante a me tornar mais consistente, um dos problemas gerados pela falta de treinos.” Em especial na Renault, em 2011, Bruno alternava voltas muito boas com outras menos rápidas.

O modelo FW34 é o resultado da reestruturação da Williams. A primeira diferença está no motor: Renault, agora, como nos quatro títulos dos anos 90, em vez de o Cosworth. O responsável pelo projeto é o experiente Mike Caughlan, ex-McLaren, dentre outros times, o mesmo da escândalo de espionar a Ferrari, em 2007, e a condução técnica da organização ficou para Mark Gillan contestado no meio, mas também experiente. O ponto fraco é, segundo se comenta na Fórmula 1, a liderança falha do advogado Adam Parr, diretor-geral, sócio de Frank Williams e que apenas há pouco tempo começou a descobrir o automobilismo. Perto de completar 70 anos, dia 16 de abril, e bastante debilitado pela tetraplegia, Williams quase não tem mais voz ativa na escuderia.

Mas se há sangue novo, pilotos e técnicos cheios de vontade de mostrar serviço, a Williams enfrentará um problema sério este ano para lutar pelo sexto lugar entre as equipes: orçamento limitado. Por ter sido apenas a nona colocada no Mundial de Construtores do ano passado, não receberá mais de € 20 milhões (R$ 50 milhões) da Formula One Management (FOM), comandada por Bernie Ecclestone. Se somar todos os patrocinadores da equipe, sem contar os dos pilotos, não vai dispor de mais de € 20 milhões também, ao menos até agora, no máximo.

Tanto Maldonado quanto Bruno levaram investidores. O venezuelano, € 25 milhões (R$ 62 milhões) e Bruno, estima-se, € 10 milhões (R$ 25 milhões). No total, o orçamento da Williams não deverá, a princípio, ser superior a € 75 milhões (R$ 187 milhões), cerca de um terço, apenas, dos de Red Bull, McLaren, Ferrari e Mercedes, por exemplo, e um pouco menor de seus adversários diretos também, Force India, Sauber e Toro Rosso, na luta pelo sexto lugar entre os construtores.

O que se pode esperar de Bruno Senna? Se essa nova organização da Williams funcionar, e há indícios de que caminha bem, como a simplicidade do carro apresentado ontem, sem as ideias originais do de 2011, mas que o tornaram instável, Bruno pode, vez por outra, se classificar entre os dez primeiros nas corridas. Mas a concorrência será grande, pois as oito primeiras colocações, salvo imprevistos, deverão ficar com Red Bull, McLaren, Ferrari e Mercedes.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

F1 TESTES: JEREZ, 09/02/2012


Atualizado: 20:50h (horário de Brasília)
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FOTO DO DIA


Especialmente para o André, de Itu.

GRID GIRLS: RETROSPECTIVA - OUTUBRO, 2011

GP da Austrália (Moto GP)

CRASH: JACK BRABHAM - GP MÔNACO, 1970

ESTA É A ÚLTIMA CHANCE DE DOMENICALI?*

* Por Dieter Rencken - Autosport.com

É um dilema comum de uma noite de sexta-feira: comida italiana ou chinesa. Mas essa também pode ser uma questão que estaria atormentando a cabeça de Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, com relação ao futuro de sua equipe de F1?

Durante a sua visita ao Wrooom em janeiro, ele sugeriu que o próximo diretor esportivo da Scuderia pode vir do leste – e não, não estou falando de alguém da costa do Adriático.

“Você pode dizer a [Stefano]Domenicali que o seu sucessor já foi identificado. Ele virá da China...”, disse o dirigente, com seu sorriso mais enigmático que o normal, e com os resultados decepcionantes da Ferrari em 2011, sem dúvida, na raiz do seu comentário.

Enquanto os jornalistas estrangeiros que estavam na 22ª edição da semana de ski em Madonna di Campiglio riram, os italianos escreveram furiosamente.

“Ele estava sorrindo quando disse isso, mas um de nossos famosos [comediantes] diz que existe uma maneira de saber que ele está sério quando está brincando”, explicou Alberto Antonini, editor de F1 da Autosprint, durante uma conversa depois, obviamente ao ler os sinais.

“De um lado, isso mostra que Stefano está sob pressão, de outro, que não existe um substituto para ele dentro da Ferrari, a não ser alguém que venha alguém da Fiat, sem experiência.”

No dia seguinte, depois que Montezemolo fez o seu comentário, Piero Ferrari, em sua primeira visita ao Wrooom, deixou claro que a Ferrari precisa voltar aos seus dias vitoriosos. “Estamos correndo para vencer, não apenas para estarmos no grid. Este é o meu desejo”, disse o filho de Enzo, que possui 10% das ações da Ferrari.

Quatro anos se passaram desde que Kimi Raikkonen conquistou o título na última etapa de 2007. No dia primeiro de janeiro do ano seguinte, a Ferrari promoveu Domenicali de diretor esportivo para chefe da Gestione Sportiva, assumindo o lugar de Jean Todt.

Para ser honesto, no ano de Kimi, Stefano foi de fato o chefe esportivo e certamente liderou a equipe durante uma das temporadas mais politicamente carregadas – lembre do “Spygate” – enquanto a Ferrari quase não brilhou com Todt em 2005 e 2006.

Mas agora a Ferrari ocupa a terceira posição no ranking numérico da F1 depois de uma temporada em que seu carro foi superado em quase todos os aspectos. A temporada anterior foi perdida em um erro de estratégia, e antes dessa foi outro desastre por causa principalmente da falta de desempenho do carro.

Se pensarmos que por cinco anos, entre 2000 e 2004, a Ferrari liderada por Todt dominou a F1, perder por quatro anos seguidos com certeza significa que a cabeça de Domenicali está a perigo caso a equipe não levante um ou (de preferência) os dois títulos este ano.

Mas, na Ferrari, raramente as coisas são tão vermelhas e brancas, curtas e secas. O mesmo se aplica à Itália, que no ano passado celebrou o 150º aniversário de sua unificação enquanto assistia as suas notas de classificação para investimento internacional caírem mais rápido que a própria Ferrari no mesmo período.

Então, quem é melhor para comentar a situação de Domenicali do que a mídia italiana, que sabe o que acontece dentro da Scuderia, entende a psique do país, e, mais do que tudo, desfruta de um profundo relacionamento tanto com Domenicali quanto com Montezemolo?

Existiram momentos em que a Itália e que a Ferrari venceu e que a Itália perdeu em cada ocasião em que a Scuderia foi derrotada – algo que foi regular durante 21 anos -, mas nossas fontes acreditam que a Ferrari e a Itália não são mais sinônimas, pelo menos porque a audiência da F1 mudou radicalmente nos últimos anos. O país tem outras prioridades mais importantes do que o desempenho de uma equipe de corrida, mesmo sendo com um cavalo no bico.

“Claro que Domenicali está sob pressão, pois a Ferrari do ano passado não foi uma Ferrari normal. Depois de Raikkonen, eles falharam em todos os campeonatos. Os carros dos últimos cinco seis anos não tiveram força aerodinâmica”, acredita Pino Allievi, decano do jornalismo italiano de F1 com vários livros publicados sobre o assunto, e um homem que conhecia pessoalmente Enzo Ferrari.

“Mas não existe a grande pressão na Ferrari que as pessoas fora da Itália pensam e que todos os italianos são fãs da Ferrari, isso não é verdade. Temos muitos outros problemas econômicos, temos uma crise econômica, temos problemas políticos, então, o interesse na Ferrar e na F1 não é o mesmo de dez anos atrás. Ou seja, se a Ferrari vence, é melhor, mas se a Ferrari não vence, ninguém liga.”

Ainda assim, Piero diz que a Ferrari existe para vencer no automobilismo. Com certeza uma seca de quatro anos não faz bem, apesar dos problemas na Itália.

Antonino acredita que a Ferrari precisa vencer este ano, ou, pelo menos, perder por pouco: “Não estou absolutamente convencido que a Ferrari irá vencer o campeonato este ano. Espero que eles tenham uma temporada mais decente, significativa, que possam conquistar algumas vitórias, estarem sempre na briga pela pole position e pelas corridas. Mas isso é muito difícil, e não devemos esperar por milagres.”

Paulo Ianieri, colega de Allievi, tem a visão de que grandes mudanças irão acontecer se a Ferrari falhar novamente: “Montezemolo disse isso, Domenicali repetiu isso. Ou eles vencem e têm sucesso, ou acontecerão muitas mudanças novamente na Ferrari. Acho que Stefano é o primeiro que está em risco, pois ele é o chefe da equipe, e ele é quem tem mais responsabilidade de fazer um bom trabalho.”

Do lado da televisão, Stella Bruno, responsável por cobrir o pitlane pela Rai Sports, tem uma opinião um pouco diferente sobre a questão Ferrari-Itália, com uma compreensível visão da perspectiva da audiência de massa de uma televisão, diferente de jornalistas especializados do imprenso, mas concorda que Domenicali está sob pressão: “É um pouco diferente de um time de futebol, mas o problema é que no último período a Ferrari não mostrou o seu coração ao povo italiano.”

“Tenho certeza que Stefano está sob pressão, pois a Ferrari não está lá para competir, está para vencer. E faz tempo que eles não vencem. Na Itália, também existe uma grande pressão por isso, pois as pessoas estão acostumadas com uma Ferrari competitiva”, disse a repórter antes de apontar que a TV tem uma audiência menos sofisticada, o que, de certa maneira, se torna uma faca de dois gumes.

Sim, de um lado a pressão sob Domenicali é menos voraz do que a dos tifosi mais apaixonados, mas, os números adicionam um peso considerável para esta força.

“Por 20 anos eles entenderam isso, foi muito diferente, pois a audiência não era diferente, eram poucas pessoas. Mas eles eram pessoas com paixão.”

“Agora é diferente. Se você acompanha a F1 com paixão, entende melhor, você entende que pode perder e pode ganhar. Mas se você tem 10 milhões de pessoas assistindo na televisão, então é necessário que você vença. É muito difícil para este tipo de espectador entender a quantidade de problemas que eles têm.”

De qualquer maneira, isso com certeza não deve fazer nenhum mal à Itália – particularmente nestes tempos difíceis. A equipe é, afinal, sediada no coração industrial da Itália e continua a sua operação de fabricar um carro inteiro, desde o rascunho, no mesmo complexo – e bem mais de 60% de seus funcionários nasceram comendo pasta, normalmente com molho Bolognese.

“Nós enfrentamos hoje problemas muito mais sérios do que vencer na F1”, acredita Antonini. “Mas o sucesso com certeza significaria um impulso para a nossa moral, pois todos somos influenciados por medalhas e coisas. Pode ser um grande impulso para a nossa indústria também. Seria uma grande satisfação para a maioria das pessoas na Itália.”

Sim, mas a Ferrari é essencialmente italiana? Durante a Era Todt, a equipe era totalmente cosmopolita – chefe francês, diretor técnico inglês, projetista sul-africano, um alemão como o principal piloto, um irlandês e um brasileiro como número dois, diretor de motores japonês. Então, dois anos atrás, Montezemolo falou em ter uma equipe totalmente latina para vencer o campeonato. Todos os presentes no lançamento do carro de 2010 falavam italiano fluente – incluindo os pilotos Fernando Alonso e Felipe Massa.

Historicamente a equipe não foi bem sucedida quando seguiu essa ideia, e agora parece que as mudanças serão em um sentindo de contratações de “estrangeiros”, como a do novo diretor técnico Pat Fry, vindo da McLaren, e Hirohide Hamashima (ex-Bridgestone) que irá ajudar no desenvolvimento de pneus e suspensão.

“Eles tentaram ter um chefe [da área técnica] italiano, Aldo Costa, e algo não deu certo, mais do lado político do que do prático”, disse Allievi. “Domenicali continua a mudar os homens que estão em posições importantes. Em 2011, ele mudou cinco, seis pessoas. E muitas das mudanças são em áreas que você não vê, pois eles não são pessoas públicas. Ele está sob pressão, pois precisa mostrar resultados.”

Então, como o próprio homem se sente, ele está sob pressão para mostrar resultados este ano? “Bem”, disse Stefano durante o Wrooom ao responder as questões inevitáveis, “enfrentar uma temporada com ansiedade não ajuda, então, é inútil ficar estressado. No entanto, nós sabemos que esta temporada será importante e delicada por muitos motivos, mas isso faz parte do esporte no geral, e especialmente nesta situação é parte do contexto em que a Ferrari sempre trabalhou.”

“Claramente existem expectativas”, continuou, “temos que administrar isso da melhor foram possível e o lado emocional é importante, especialmente em uma equipe como a nossa, e no contexto em que vivemos. Então, minha abordagem é a que sempre tive, manter a calma, relaxado, determinado, sem ficas desmotivado se as coisas não acontecerem da melhor forma no começo, mas também sem ficar muito otimista se forem bem.”

Surpreendentemente, ninguém do nosso quarteto acredita que a equipe precisa ser totalmente italiana, latina. Na verdade, Bruno vê como um elogio que pessoas experientes da F1 estão preparadas para se mudar para Itália para trabalhar na Ferrari, enquanto Antonini diz que é simplesmente uma realidade que as equipes estão ficando cada vez mais cosmopolitas.

“Não é um problema, é uma realidade, a verdade é que o projeto de ter uma geração de técnicos italianos falhou. De outros lado, Aldo Costa foi contratado pela Mercedes, então, você poderia dizer que ele não foi simplesmente descartado”, disse.

Pelo menos Dominicale não está sob uma pressão pública dupla, não só por não vencer títulos pela Ferrari, mas por ter uma equipe totalmente italiana. Porém, com certeza, uma questão mais espinhosa é de quem pode substituir o filho de banqueiros – uma regra de ouro do das corporações é de nunca promover ou demitir alguém ao menos que tenha um substituto a mão. Neste caso, não existe nenhum candidato interno óbvio.

“Deve ser alguém de fora”, acredita Antonini, “pois eu não imaginar alguém do time que tenha a habilidade e o conhecimento para substituí-lo. Ele está no time há algum tempo, mas de outro lado, se ele tem que abrir espaço para alguém, não sabemos quem pode ser, e não acho que a Ferrari pode ser também.”

Poderia, no entanto, chegar a esse ponto? “Depende da maneira como você perde o campeonato. Se eles tiverem uma temporada como a do ano passado, a posição e o papel de Domenicali podem ser discutidos. Sem dúvida”, acredita Allievi. Sem rumores chineses, então.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

F1 TESTES: JEREZ, 08/02/2012


Atualizado: 20:30h (horário de Brasília)
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Barrichello e a Indy: uma decisão lógica*

* Por Luis Fernando Ramos


Foi entre os GPs do Canadá e da Europa do ano passado que Felipe Massa convidou Rubens Barrichello para participar de uma corrida virtual pela Internet. O brasileiro da Ferrari havia participado de uma prova que conta com pilotos que atuam também na Stock Car e na F-Truck, além de especialistas em simuladores. Se saiu bem, conseguindo um pódio apesar de ser sua primeira experiência neste tipo de disputa.

Quando Barrichello fez sua estréia, conquistou a pole-position e liderou a prova até o servidor dar problema pelo grande número de pessoas que entraram para assistir a transmissão online da prova. Quando o parabenizei em Valência pela surpreendentemente performance, a resposta veio rápido:

"Treinei seis horas por dia durante uma semana. Não gosto de entrar numa competição se não puder dar o máximo", explicou.

O exemplo acima deixa claro o quanto Rubens Barrichello ama a competição. Por mais que ele afirme “não ter fechado a porta da Fórmula 1”, não faz o menor sentido imaginá-lo passar um ano sem fazer o que mais gosta, a disputa em um carro de corrida.

Nos testes que fez na Fórmula Indy, o piloto mostrou uma rápida adaptação e foi recebido de braços abertos pelos principais nomes de lá. Disse que vai tomar uma decisão se corre ou não na categoria na próxima semana. É uma decisão lógica.

Uma eventual participação de Barrichello na categoria só trará vencedores. A Indy ganhará mais atenção não só no Brasil, onde até o público menos fanático por automobilismo vai querer acompanhar como ele vai se sair, como na Europa, onde é muito popular.

E o piloto poderá dourar seu desejo por competição com carros de corrida, algo que o move a cada dia em que acorda. Poderá, enfim, ser Rubens Barrichello. E isto, para ele, é o mais importante.

FOTO DO DIA

Barrichello busca mais de R$ 5 mi no Brasil para correr com n° 8 na KV

A decisão de Rubens Barrichello de ir correr na Indy em 2012 está cada vez mais próxima. Assim que concluiu os testes com a KV em Sebring na semana passada, o piloto retornou ao Brasil e iniciou uma série de reuniões para levantar o montante que precisa para levar ao time de copropriedade de Jimmy Vasser, informa o site Grande Premio.

A pouco mais de um mês e meio do início da temporada, Barrichello ouviu da KV de que precisa de US$ 3 milhões (cerca de R$ 5 mi) para correr — situação semelhante à vivida por Tony Kanaan no ano passado, no afã da quebra do acordo com a equipe de Gil de Ferran; aliás, Tony ainda precisa fechar seu orçamento, com cerca de metade das cifras antes mencionadas.


Tão logo terminou de experimentar o DW12 na Flórida, Rubens se viu engajado nesta meta porque quer a Indy para sua vida — como confirmou ontem no programa ‘Jogo Aberto’, da TV Bandeirantes. Na emissora paulista, aliás, o piloto foi conversar com a cúpula e os diretores responsáveis pela parte esportiva para entender como se dá a divulgação e o que pode oferecer nas empresas com as quais conversa para convencê-las a apoiá-lo em sua nova jornada.

Fosse na F1, Barrichello teria o apoio da BMC (Brasil Máquinas), representante da Hyundai. Não é o caso na Indy. A empresa não tem interesse no mercado americano e havia crescido os olhos no principal campeonato do mundo principalmente por causa do GP da Coreia do Sul. Mas Rubens tem seus contatos bem feitos com Nestlé e Itaipava — que copatrocinaram a etapa do Anhembi no ano passado — e a Locaweb, que o apoiou nas últimas provas que fez pela Williams.

Se a conta fechar, Barrichello já pode se apresentar a Jimmy Vasser como novo membro do time, e aí todo um procedimento começa a ser (re)feito: o de avisar à Dallara para que um novo chassi seja construído, tal como a Chevrolet para encomenda de um novo motor, algo que deve consumir uns 20 dias. Como a KV já tinha três carros no ano passado — além de Kanaan, Ernesto Viso, que segue na equipe, e Takuma Sato, que foi para a Rahal-Letterman —, a tarefa de formar um novo grupo de mecânicos e engenheiros não é das mais complicadas.

Grande responsável pela guinada na carreira do ex-piloto da Williams na F1, Kanaan só não vai abrir mão de uma coisa para o amigo: o número do carro. Já estava definido há algum tempo que Tony vai voltar usar o número 11, coincidentemente o de sorte de Barrichello, que vai correr com o número 8 se as negociações forem consolidadas.

Nesta quarta-feira (8), por meio de seu perfil no Twitter, o brasileiro admitiu que ainda enfrenta um dilema em casa. É de conhecimento público a resistência da esposa, Silvana, com relação à decisão do piloto de correr na Indy, em função dos muitos acidentes e das pistas ovais. Barrichello também confirmou a busca por patrocinadores. "Nenhuma decisão até o momento. Pequeno dilema em casa, além da tentativa de encontrar patrocinadores para fechar o orçamento. Ainda espero por algo bom", escreveu.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

F1 TESTES: JEREZ, 07/02/2012


Atualizado: 20:20h (horário de Brasília)
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Abaixo, algumas imagens em alta resolução dos novos carros em ação (clique para ampliar):

SENNA ESPECIAL: SENNA X PROST (PORTUGAL, 1988)

Rubinho anuncia seu futuro até semana que vem



Rubens Barrichello deve anunciar seu futuro no automobilismo até a semana que vem. Durante o programa “Jogo Aberto” desta terça-feira, o piloto admitiu que está em fase de negociações com a KV Racing para correr na Fórmula Indy em 2012 e revelou que sua decisão não deve passar do começo da próxima semana.

“Ainda não [acertei para correr na Indy]. Tem muita coisa acontecendo nesse momento. A gente está falando com muita gente, a equipe vem falando comigo. É uma expectativa grande. Acho que se tudo estiver indo direitinho, no começo da semana a gente pode fazer o anúncio, indo ou não indo”, disse, à Band.

Segundo Rubinho, alguns aspectos ainda o impedem de fazer o anúncio sobre sua decisão. Um deles é a família – no passado, sua esposa Silvana tinha medo que o brasileiro corresse em circuitos ovais. O piloto brasileiro, no entanto, está otimista.

“Ainda tem algumas coisas para serem resolvidas. Meu aspecto familiar também. Está indo. As crianças e a Silvana estão me ajudando bastante a resolver as coisas”, acrescentou.

KV em busca de orçamento para Barrichello*

* Por Teo José

Só a falta de orçamento afasta Rubens Barrichello da Fórmula Indy. A KV, mesma equipe de Tony Kanaan, corre atrás do combustível financeiro para ter mais um carro nesta temporada de 2012. Corre em várias frentes e com muita vontade. Jimmy Vasser, principal sócio do time, sabe que não pode perder esta chance.

Além de fazer um ótimo trabalho, dentro e fora da pista, nos testes de Sebring, no começo deste mês, Rubens Barrichello é o fato novo para dar ainda mais retorno a escuderia. A direção da IRL, que comanda a Indy, também está empenhada na chegada do brasileiro.
Rubens também não está parado e sabe muito bem o quer e pode alcançar. Com os carros novos da categoria e, pelo menos, mais seis dias de testes antes da estreia, no mês que vem, acredita que se tudo der certo vai entrar bastante competitivo - mesmo não estando em 'uma Penske' ou 'uma Chip Ganassi'.

Ontem o piloto esteve no grupo Bandeirantes de comunicação. Ele foi a convite da direção e se inteirou de vários pontos do lado comercial. As duas frentes podem trabalhar juntas para um crescimento maior da categoria no Brasil.

Creio que a situação tenha uma definição até o fim da próxima semana.