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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mais um nome na Silly Season da Fórmula 1?*

* Por Rodrigo Mattar


Em carta datada de ontem, 12 de novembro e publicada hoje no seu twitter, o mexicano Sergio Pérez entrega – pelo tom de despedida no primeiro parágrafo e na última frase do texto – que está fora da McLaren na temporada 2014 do Mundial de Fórmula 1. A equipe britânica deve promover a estreia do jovem Kevin Magnussen, dispensando o possível patrocínio do grupo de Carlos Slim que iria a reboque da permanência do cucaracha ao lado de Jenson Button.

E com esta praticamente anunciada saída, o nome de Pérez é mais um que aparece entre os disponíveis, pondo mais fogo numa Silly Season que parecia fria – até a Toro Rosso contratar Daniil Kvyat. E a partir daí, com os rumores do substituto de Räikkönen na Lotus, a ida de Felipe Massa para a Williams e o anúncio de uma possível troca de pilotos na McLaren, o bicho pegou de vez.

Pérez tem seus fiéis apoiadores que podem lhe oferecer a possibilidade de permanecer na Fórmula 1 ou então migrar para o World Endurance Championship, categoria onde seu mentor Adrián Fernández esteve presente ano passado e hoje esteio de vários pilotos com passagem pela categoria máxima, feito Lucas Di Grassi, Bruno Senna, Kamui Kobayashi e, agora, Mark Webber. Por que ele, Pérez, não pode ser o próximo?

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

PÉREZ NO TELHADO*

* Por Flávio Gomes

Essa não está confirmada, e ninguém está bancando que vai acontecer com certeza, mas é bom ficar de olho. Sergio Pérez já teria sido comunicado pela McLaren de que o time não vai exercer a opção que tem sobre seu contrato, de mais um ano como titular. Os motivos são vários, mas o principal é uma aposta que a equipe pretende fazer em Kevin Magnussen, campeão da World Series neste ano.

Ele é filho de Jan Magnussen, aquele que no final dos anos 90 parecia que iria resultar num novo Ayrton Senna, ou coisa parecida, mas revelou-se um beberrão contumaz depois de sua passagem pela Stewart. Não virou nada na F-1, no fim das contas, mas o filho, pelo jeito, está virando.

E Pérez, o que seria do rapaz? Bem, ele não é exatamente amado por ninguém na F-1. Mal-humorado, marrento, não demonstra grande espírito de equipe e Button, se pudesse, entregá-lo-ia ao Cartel de Tijuana. Ocorre que ele tem bom potencial de grana. OK, a McLaren não vive na pindaíba, mas um dinheirinho tipo da Claro sempre é bem-vindo. De qualquer forma, é melhor Pérez começar a se coçar. Se realmente a McLaren já lhe deu o cartão azul, que corra para arrumar um lugarzinho no ano que vem. Na Lotus, a briga é com Maldonado/PDVSA e Hülkenberg/Incas-Venusianos-Quantum. Na Sauber, com a máfia russa. Restaria a Force India.

A conferir. Uma boa forma de saber se as coisas realmente apertaram para Pérez será checar seu humor neste fim de semana em Austin.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O que acontece na McLaren? *

* Por Luis Fernando Ramos


Não vi, claro, mas li o que foi dito na entrevista de Felipe Massa com Galvão Bueno. O brasileiro se mostrou animado sobre a negociação com a equipe Lotus e, ao citar a realidade econômica do time, deu a entender que um acordo pode depender de trazer algum tipo de apoio financeiro que garanta a competitividade do time.

“Na minha opinião, a Lotus tem um carro competitivo, que é o que eu quero. É uma equipe que tem uma história muito importante para o Brasil também. Eles tiveram um momento difícil até financeiramente. Estamos tendo muitas conversas para tentar achar um caminho também, não só para mim, mas para a Lotus continuar com um bom carro”.

E quem ouviu a última edição do “Credencial” não se surpreendeu com ele citando que houve um contato com a McLaren. Ainda que Massa tenha dito que “não consegue avaliar” o interesse do time, é interessante saber que a McLaren conversa com outros pilotos. Desde o fim da pausa de verão que circula no paddock a informação de que o time ainda não exerceu sua opção para renovar o contrato de seus pilotos.

O que está acontecendo?

Na minha avaliação, a McLaren está em dúvidas em relação a Sergio Perez. Ainda que o mexicano tenha mostrado velocidade em classificação (ficou cinco vezes à frente de Jenson Button em doze corridas), não está aproveitando tão bem o potencial do carro em ritmo de corrida. Das nove provas em que os dois carros do time receberam a bandeira quadriculada, Perez ficou à frente do inglês em apenas duas ocasiões, no Bahrein e no Canadá.

Soma-se isto à sua postura no contato com a equipe - os relatos que ouvi da época da Sauber dão conta de um piloto pouco amigável e pouco trabalhador - e é natural que Martin Whitmarsh esteja pesando alternativas. Button parece bem firme no time, é o eixo central depois da saída de Lewis Hamilton e certamente um dos principais motivos para a vinda dos japoneses da Honda em 2015, o inglês tendo deixado uma ótima impressão de profissionalismo nos anos que pilotou pela BAR e pela própria equipe Honda na década passada.

Perez parecia estar bem na fita desde que a Claro entrou como uma das patrocinadores de um time que parece correr o risco de se perder financeiramente - lembrando que a Vodafone está de saída no final deste ano. Mas a McLaren pode estar fazendo outras contas. A Mercedes e a Ferrari vão para o ano que vem com duplas fortíssimas para tentar quebrar o domínio da Red Bull. É de se pensar se a McLaren não deveria fazer o mesmo. Na minha opinião, Nico Hülkenberg e Felipe Massa são alternativas bem melhores do que o errático Sergio Perez.

Em todo caso, postergar a opção de renovação de contrato e conversar com outros nomes também serve como uma tática disciplinar, ainda que o time renove o contrato do mexicano. O primeiro ano de Perez no time não foi horrível, mas também ficou longe de ser uma maravilha. Mas é a McLaren. É fundamental aumentar o nível de performance num time repleto de alternativas para colocar em seu cockpit.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O exemplo da McLaren*

* Por Luis Fernando Ramos




Os fãs da Fórmula 1 assistiram admirados no último domingo ao duelo entre Jenson Button e Sergio Perez, ambos pilotos da McLaren, durante cerca de 40 voltas. Uma briga no limite - às vezes até acima dele, com os carros se tocando levemente em três ocasiões, sem consequências maiores. Duas corridas depois da categoria ficar envolvida numa polêmica sobre ordens de equipe, quem gosta do esporte respirou aliviado.

Vale lembrar: nas voltas finais do GP da Malásia, Red Bull e Mercedes ordenaram via rádio que seus pilotos mantivessem as posições. Não funcionou no time anglo-austríaco porque Sebastian Vettel desobedeceu. Todo mundo julgou a atitude do alemão, poucos a do time em interferir na disputa tão cedo no campeonato.

Pois este é o ponto central da questão. Numa fase decisiva do campeonato, é normal quem não está na briga pelo título ajudar o companheiro de equipe que está. Mas é preciso haver bom senso. Se olharmos historicamente, as ordens de equipe que geraram polêmica foram as que interviram na disputa pela vitória de uma corrida no início ou no meio de um Mundial: Áustria 2002, Alemanha 2010 (ambas na Ferrari) ou Malásia 2013 (na Red Bull e na Mercedes).

Legal ver a McLaren esfregar na cara de todas elas o quanto é bom deixar a disputa correr solta. Perez estava mais rápido que Button no Bahrein e poderia ter chegado uma posição à frente da que chegou tivesse o time ordenado que o inglês deixasse o mexicano ultrapassá-lo sem luta. O próprio Button poderia ter economizado pneus se não brigasse com Perez e, com isso, teria feito uma parada a menos e terminado a prova em oitavo ao invés do décimo lugar.

Mas o time de Woking não vai chorar estes cinco pontos jogados fora. Mesmo que, no final do ano, eles signifiquem a diferença entre uma posição acima no Mundial de Construtores e, por consequência, um prêmio maior na distribuição dos lucros da Fórmula 1. Afinal, atitudes como esta mostram que, na cabeça de seus líderes, o esporte ainda vem antes do dinheiro. Sorte nossa.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

JENSON & CHECO*

* Por Flávio Gomes



Se tem um cara que a gente nunca imagina que vai ser inimigo do companheiro de equipe, é Button. Em 13, quase 14 anos de F-1, não lembro de nenhuma treta envolvendo o inglês com parceiro algum. Nem com adversários de outros times. Ele era meio despirocado no começo da carreira, mas logo caiu na real. E construiu uma imagem de piloto leal, correto e boa praça. Incapaz de esmagar uma formiga ou de falar mal de qualquer um.

Ontem, porém, soltou os cães sobre Pérez — especialmente nas entrevistas imediatamente após a corrida.

“Houve muita disputa limpa nessa corrida, o que é legal. Exceto com meu companheiro de equipe. Tive muitos companheiros ao longo dos anos, alguns bem agressivos, como Lewis. Mas não estou acostumado a pilotar numa reta tendo meu companheiro ao meu lado batendo rodas a 300 km/h. Esse não é o meu jeito de dirigir. Talvez seja a maneira que a gente vai correr agora, mas não é o jeito que eu quero. Ele me tocou por trás e de lado no meio da reta. Isso é perigoso, não gosto dessas coisas. Tive muitas brigas na F-1, mas nenhuma suja como essa.”

“Suja” foi a palavra mais forte que Jenson usou. Depois, disse que Pérez precisa “se acalmar”, caso contrário “alguma coisa perigosa vai acontecer logo”. “A gente faz essas coisas quando está correndo de kart, mas normalmente as pessoas crescem. E não é o caso de Checo.”

Uau. Chamou de moleque.

O mexicano tentou justificar o que fez. “Foram brigas agressivas com vários pilotos, lutei com eles como eles lutaram comigo. Concordo que fomos muito agressivos, mas ele também foi, e saí da pista algumas vezes. Temos de conversar. Foi um pouco arriscado demais o que Jenson e eu fizemos. Nos tocamos algumas vezes, mas quando você está lá dentro, tem a adrenalina toda e você está lutando. Espero que nas próximas corridas possamos ajudar um ao outro um pouco mais.”

Martin Whitmarsh conversou com Pérez. Disse a ele que bater na traseira do companheiro não leva ninguém para o céu. “Ele é jovem, vai aprender, e talvez tenha de se acalmar um pouco. Mas foi essa paixão, essa vontade, que fez com que ele passasse outros pilotos no fim da corrida. A gente não pode apagar essa chama.”

Uau. Chamou de fogoso.

Sam Michael, outro dirigente importante, falou que a McLaren, historicamente, libera seus pilotos para as disputas. “Somos uma equipe de corrida. Foi assim com Senna e Prost e com Button e Hamilton”, lembrou. “E sempre vai ser.”

Eu achei que Pérez exagerou. Não por disputar posições e brigar por elas. Mas por ser agressivo demais a ponto de, realmente, quase tirar Button da corrida. Isso, de fato, não se faz. Não se tira ninguém de corrida nenhuma, e quando se trata de um companheiro de equipe, o cuidado tem de ser maior ainda.

Passou do ponto. Deveria ter procurado Jenson e pedido desculpas. Mas, como já disse mais de uma vez, consta que o rapaz é meio da pá virada. Não sei se com essa personalidade que resvala na arrogância vai muito longe, não.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O que Perez pode fazer de igual para igual com os gigantes?*

* Por Julianne Cerasoli


Se Hamilton trocou a McLaren pela Mercedes visando colher frutos no futuro, sua ex-equipe a partir do GP do Brasil de 2012 fez opção semelhante. Sergio Perez tem sido o piloto de maior destaque no meio do pelotão mas, aos 22 anos e com dois anos de experiência, certamente é mais uma promessa com uma grande chance de se afirmar do que uma realidade.

O principal desafio do mexicano será mostrar que consegue lutar entre os gigantes em iguais condições. Os grandes resultados do piloto da Sauber ocorreram sob as mesmas circunstâncias: fora do top 10, consequência ora do rendimento do carro, ora de sua deficiência em classificação, pôde escolher com que pneus largaria. Podendo adotar uma estratégia otimizada, executa-a com primazia, economizando os pneus ao mesmo tempo em que não perde velocidade, sabendo o momento de forçar.

E isso vem desde sua estreia, na qual surpreendeu até os técnicos da Pirelli ao fazer uma parada apenas para colocar a Sauber no top 10. Porém, qual a valia de tudo isso quando largar com os pneus supermacios usados, nas primeiras filas, nas mesmas condições de todos? Como será a mágica conservação de pneus de Perez quando ele não puder escolher a melhor estratégia? Felizmente, a McLaren nos deu a chance de termos esta resposta.

O melhor desta história é que Perez terá a comparação direta com Button, ainda que, verdade seja dita, o inglês tenha mais fama de cuidar dos pneus do que resultados que provem isso. Afinal, precisa que o carro esteja absolutamente neutro para render bem.

O que nos leva a outra questão que será respondida a partir de 2013: quem perdeu mais, a McLaren ou Hamilton? É justo dizer que, das cinco maiores equipes, o time de Woking terá teoricamente o líder mais fraco, aquele que precisa do carro mais perfeito para render bem. Por outro lado, se a Mercedes não fizer um carro minimamente competitivo, a velocidade de Hamilton de pouco servirá.

No final das contas, a McLaren acabou com uma dupla pra lá de intrigante. E, se Perez provar que seus encantos sobre os pneus independem de largar com os compostos ideais, Button que se cuide.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PÉREZ NA MCLAREN!


Confirmada a transferência de Lewis Hamilton para a Mercedes, a McLaren preferiu evitar o início de possíveis rumores e oficializou a contratação de Sergio Pérez para a temporada 2013. Um dos destaques do atual campeonato, o mexicano de 22 anos assumirá a vaga do inglês após passar dois anos na Sauber e conquistar três pódios. A duração do contrato não foi divulgada, informa o site Tazio.


Membro da academia de jovens pilotos da Ferrari, Pérez esteve fortemente ligado a uma transferência para Maranello nos últimos meses, mas a mudança não se concretizou porque o presidente Luca di Montezemolo lhe considerou “inexperiente” para o cargo. A McLaren, por sua vez, se mostrou contrária à opinião e o diretor do time inglês Martin Whitmarsh acredita que Pérez possa lutar pelo título já em 2013 ao lado de Jenson Button.

“Foi uma série de grandes desempenhos, um trio de pódios e uma brilhante volta mais rápida no GP de Mônaco que nos mostrou que, em termos de velocidade e comprometimento, nada falta a Sergio. Estamos monitorando seu progresso de forma cuidadosa há vários meses e, agora que ele se tornou parte da equipe McLaren, nossa tarefa será refinar e desenvolver suas habilidades enquanto sua carreira progride”, explicou o dirigente.

“Unir Sergio e Jenson nos dará uma base muito ampla de capacidade como pilotos. Jenson é um dos maiores embaixadores do automobilismo e sua combinação única de velocidade prodigiosa e sagaz visão de corrida o torna formidavelmente bem armado para lutar pela vitória em qualquer GP do planeta. Enquanto Sergio ainda está desenvolvendo sua paleta de competências, estamos convencidos de que ele não apenas é rápido e talentoso, como disposto a aprender”, acrescentou.

Vice-campeão da GP2 há dois anos, Sergio Pérez comemorou muito a transferência.

“A McLaren é uma das grandes equipes na história da F1. Por mais de 40 anos, a McLaren tem sido a equipe que todo piloto quis correr. Fui criado com as grandes histórias dos triunfos de Ayrton Senna e estou honrado pelo fato deles terem me escolhido como parceiro de Jenson a partir de 2013”, disse Pérez, que mais tarde, no Twitter, avaliou a equipe inglesa como “o melhor lugar para se correr no mundo da F1.”

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ninguém é imprescindível na Fórmula 1*

* Por Lívio Oricchio


A McLaren partiu para o ataque. Agora é Lewis Hamilton quem tem de se defender, ou fazer concessões. Até a prova de Monza, dia 9, o piloto inglês fez o que bem entendeu da paciência de Ron Dennis, sócio da equipe, e Martin Whitmarsh, diretor geral. Usou a proposta da Mercedes, verdadeira, para ameaçar Dennis e Whitmarsh: se não pagarem o que quero vou embora.

Pois sábado a McLaren mandou um recado a Hamilton: teve uma conversa com o mexicano Sergio Perez, da Sauber, destaque da temporada, com três pódios, segundo na Malásia e na Itália e terceiro no Canadá. E bastou a imprensa inglesa publicar, ontem, o contato com Perez para Hamilton, com certeza assustado, se manifestar: “Ainda não assinei com ninguém”, afirmou.
E o recado veio de longe. O inglês de 27 anos está em Mumbai, na Índia, numa atividade promocional da Vodafone. Andou com o carro de Fórmula 1 da McLaren pelas ruas da cidade. Milhares assistiram.

Ao dizer, em público, não ter compromisso com a Mercedes, pede, ao mesmo tempo, para Dennis e Whitmarsh não assinarem com Perez. Hamilton está sentindo na pele uma dura lição da F-1: é um meio que gosta de deixar claro que ninguém é imprescindível. Seja quem for.

Apesar de nos próximos dias a viagem até Cingapura e as obrigações da competição no fim de semana dificultarem um entendimento, pode ser que as negociações evoluam.

Hamilton sabe que a McLaren deseja muito a sua permanência, mas viu que não é questão de vida ou morte. Como pensava. Perez, por exemplo, pode vir a ser boa opção. E quem teria a perder seria ele, Hamilton, pois entre o potencial de sucesso da McLaren e da Mercedes, hoje, não há o que pensar. A transferência para a Mercedes representaria um passo atrás no seu sonho de conquistar mais títulos. Atenderia somente ao pré-requisito de ganhar mais dinheiro.

Na realidade, Dennis e Whitmarsh não estão apenas cheios da intransigência de Hamilton com o valor do novo contrato. Mas também do responsável da empresa que gerencia sua carreira, Simon Fuller, da XIX Entertainment. Dennis e Whitmarsh dizem não poder pagar o que Hamilton recebeu nos últimos quatro anos, contando com este, cerca de US$ 25 milhões (R$ 45 milhões) por temporada.

Hamilton e Fuller não abrem mão de pelo menos o mesmo valor e exigem uma série de outros direitos, capazes de aumentar essa importância, bem como ficar com os troféus obtidos. Na McLaren os pilotos recebem uma réplica em razão de os originais Dennis os colocar numa ala especial da escuderia, em Woking, ao sul de Londres.

Depois do GP de Cingapura, domingo, 14.º do calendário, a Fórmula 1 vai se manter pela Ásia até 4 de novembro, quando embarca para Austin, no Texas. Mas nesse espaço de tempo se apresentará no Japão, na Coreia, Índia, e nos Emirados Árabes Unidos, em Abu Dabi, e definirá conjuntamente o futuro de muitos pilotos.

Hamilton, por exemplo, McLaren ou Mercedes; Perez, McLaren ou Sauber; Michael Schumacher, Mercedes ou nova aposentadoria; Felipe Massa, Ferrari ou outro time, desconhecido ainda, dentre outros pilotos. Tudo em princípio, pois nada impede de virem a assinar com outro time até agora pouco cotado.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

PRESIDENTE DA FERRARI DESCARTA CONTRATAÇÃO DE PÉREZ PARA 2013




Citando a falta de experiência do mexicano, o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, voltou a descartar nesta quarta-feira a contratação de Sergio Pérez para o ano que vem, informa o site Tazio.

Nesta temporada, Pérez conquistou dois segundos lugares em Sepang e Monza e um terceiro em Montreal pela Sauber. Na Itália, o mexicano de 22 anos chegou a superar as Ferraris de Fernando Alonso e Felipe Massa no caminho ao pódio.

A boa fase, porém, não impressiona Di Montezemolo, que em junho havia rejeitado a contratação do mexicano. E três meses depois, em entrevista à emissora Sky Sports, o chefão se mantém reticente em relação ao amadurecimento de Pérez.

“[Contratar Pérez] Na próxima temporada é muito cedo. Estou muito satisfeito com ele [pelo segundo lugar em Monza] porque mostra que, quando o escolhemos para ser um jovem piloto [da Ferrari], nossa opção foi correta. Então, graças à Sauber e ao programa de novatos da Ferrari, ele está crescendo. Mas para colocar um jovem na Ferrari, com a pressão da Ferrari, você precisa de mais experiência”, explicou Di Montezemolo, que citou Sebastian Vettel, da Red Bull, como o único piloto preparado para correr pela Ferrari no momento.

“Vettel está mais ou menos na condição em que Michael estava na Benetton. Ele é um piloto jovem e muito bom que está adquirindo uma grande experiência, então, teoricamente, se você me perguntasse um nome, eu lhe diria o dele”, acrescentou.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

À prova de confusão*

* Por Luis Fernando Ramos


A semana turbulenta de Lewis Hamilton pode tê-lo deixado imune à confusão. Nos últimos dias no paddock de Monza, só se falou numa possível transferência sua para a equipe Mercedes. O inglês deu de ombros às especulações e tratou de se concentrar na pista, o que deu grande resultado: domínio total nos treinos livres, pole-position e a primeira vitória de sua carreira no Grande Prêmio da Itália.

"Venho a este país desde meus 13 anos de idade. Aprendi a amar sua cultura, a comida e o país como um todo. Foi por isso que pintei uma bandeira italiana em meu capacete neste final de semana. Monza é um circuito histórico e fiquei pensando em todos os grandes nomes que venceram aqui. Que eu finalmente tenha conseguido é a cereja do bolo", festejou o piloto da McLaren.

Hamilton passou incólume a uma corrida bastante movimentada, cheia da acidentes, incidentes e quebras. E que trouxe também o brilho de dois pilotos que saíram do fundo do grid para o pódio. Sérgio Perez inverteu a estratégia de pneus, largando com o composto mais duro. Isso lhe rendeu dividendos ao ser o último a parar nos boxes dos que só fizeram um pitstop e ultrapassar quem tivesse pela frente na parte final da corrida. Um segundo lugar que garantiu o terceiro pódio do mexicano da Sauber na temporada.

Mas o outro grande vencedor do domingo foi Fernando Alonso. Largou em décimo, sobreviveu a uma dura e polêmica batalha contra Sebastian Vettel e terminou em terceiro lugar, vendo o abandono de adversários na luta pelo título, como Vettel, Mark Webber e Jenson Button.

"Um domingo perfeito para o campeonato, aumentando a vantagem na tabela. Uma pena a recuperação de Perez no final. Mais do que por mim, pois são apenas três pontos, sinto por não termos conseguido um pódio duplo e não ver Felipe entre os primeiros. Acho que ele merecia".

A menção do espanhol sublinha como a Ferrari ficou satisfeita em ver o brasileiro fazendo o que ela espera dele. "Fiz meu trabalho. Minha meta é fazer o melhor trabalho possível com o carro que tenho nas mãos e hoje eu fiz. Um piloto vive de resultados e hoje foi um bom resultado para a equipe", disse o brasileiro, que cedeu a posição ao espanhol a treze voltas do final.

O lance mais discutido do dia foi um que parecia um replay de uma manobra ocorrida no ano passado, só que com papéis invertidos. Agora foi a vez de Sebastian Vettel espremer Fernando Alonso para fora da pista numa tentativa de ultrapassagem na Curva Grande. O espanhol conseguiu controlar sua Ferrari, mas reclamou bastante pelo rádio. Posteriormente, Vettel recebeu uma punição de Drive Through. E não gostou. Até porque, no ano anterior, Alonso fez manobra parecida e não aconteceu nada. "Do meu ponto de vista, não foi uma punição correta. Mas não cabe a mim julgar".

Fernando Alonso se recusou a comentar a cena com a imprensa, mas o chefe da Ferrari, Stefano Domenicali, apontou que o padrão de julgamento mudou em 2012. "Depois do que aconteceu no Bahrein (manobra entre Nico Rosberg e Fernando Alonso), houve uma explicação dos comissários de que o piloto à frente deve deixar espaço no caso de quem vir atrás ter pelo menos colocado o bico no carro ao lado. Não há discussão. A manobra do ano passado pode ter sido parecida, mas neste ano a regra é diferente".

Sem fazer parte da polêmica, o chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, acha que o fator local pesou na decisão dos comissários. "Pessoalmente, achei a punição um pouco dura. Mas, também, estamos na Itália", tripudiou.

Com o Drive Through, Vettel perdeu cinco posições. Mas a punição foi o menor de seus problemas na corrida. A seis voltas do final, o alemão abandonou a corrida com um problema no alternador quando ocupava a sexta posição.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Questão de tempo*

* Por Fábio Seixas


“Depois de Mônaco, tivemos uma conversa com Sergio. Queríamos entender porque ele não estava conseguindo responder às expectativas que se criaram depois da Malásia. Pérez, sem dúvida, é talentoso. Mas, com frequência, ele compromete suas corridas por ser muito agressivo. Isso, na F-1, normalmente não traz resultados. A corrida de Montreal foi uma grande resposta. Não só ele manteve um ótimo ritmo como controlou bem a prova, conseguindo ficar por 50 voltas na pista com o mesmo jogo de pneus.”

Não, a declaração acima não é do pai de Pérez nem de Sauber nem de nenhum dirigente da Sauber.

É de Luca Baldisserri. Chefe da Academia de Pilotos da Ferrari.

Está tudo encaminhado.

quarta-feira, 28 de março de 2012

O futuro te aguarda*

* Por Luiz Fernando Ramos


Os próximos meses nas notícias da Fórmula 1 serão cheios de rumores, desmentidos, chutes jurando que são furos, furos travestidos de chutes. Tanto faz. Estando sacramentado num contrato ou não, ainda, é incrivelmente óbvio que Sergio Perez substituirá Felipe Massa na Ferrari em 2013. Não apenas pelo contraste entre ambos no GP da Malásia, mas por ser uma decisão que se sustenta em uma série de argumentos inabaláveis.

Em primeiro lugar, a Ferrari precisa justificar o seu programa de desenvolvimento de pilotos, o “Ferrari Driving Academy”. A aposta inicial do FDA, Jules Bianchi, acabou derrapando em resultados abaixo do esperado em duas temporadas na GP2 - apenas uma vitória correndo pela ART. A estratégia então mudou neste ano, colocando-o como piloto reserva na Force Índia (onde não começou bem, atolando o carro na brita na primeira vez que foi à pista na pré-temporada) e na World Series para disputar a temporada.

Já Perez impressionou a Ferrari desde que testou pelo time em setembro do ano passado. E demonstrou desde sua estreia na Fórmula 1 uma facilidade tremenda em fazer os pneus trabalharem a seu favor, sendo inclusive muito econômico com a borracha. Justamente o oposto dos problemas que Felipe Massa vem sofrendo nos dois últimos anos. É como aqueles técnicos de futebol que finalmente encontram um jovem ponta-de-lança canhoto para jogar do lado esquerdo do campo no lugar daquele experiente destro, mas que está em má fase há algum tempo.

Os motivos técnicos e políticos para a troca são claros demais. Se é praticamente certo que ela ocorra, o cerne da discussão será quando ela acontece. Honestamente, não vejo sendo antes do final do ano. Com um carro da Ferrari reconhecidamente ruim (em que pese a liderança de Alonso na tabela), seria um risco muito grande de queimar um novato no time. E Massa tem um contrato firme até o fim da temporada. Parece melhor para Ferrari economizar qualquer tipo de multa, trabalhar ao lado do brasileiro para que ele e o F2012 melhorem e partir para uma organização diferente no ano que vem.

Assim, é só esperar sair o anúncio oficial, talvez lá prá Monza. Não estou garantindo isso, portanto sosseguem: você não leu nada aqui primeiro, não há chute nem furo nesse texto. Apenas uma análise em cima do que as tendências apontam. Algo que, ainda bem, costumo fazer bem feito. E esta de Perez na Ferrari é clara demais para ser ignorada.

COMO PÉREZ SURPREENDEU A F1*

* Por Adam Cooper, colaborador do AUTOSPORT.com

O GP da Malásia foi extraordinário. Qualquer corrida onde os caras que largam em oitavo e nono terminam em primeiro e segundo tem de ser algo excepcional - especialmente se houve apenas um abandono entre os competidores que começaram a prova à frente deles.

Foi uma pena não termos visto uma etapa totalmente disputada em pista seca, já que se trata de um traçado mais típico da F1 do que Melbourne, porque havia coisas muito interessantes a serem observadas, especialmente Sebastian Vettel largando com pneus duros. Mas a corrida em si mais do que compensou tudo isso.

As favoritas ao título, McLaren e Red Bull, tiveram uma tarde complicada e alguns espinhos para superar, mas toda a prova de Sepang se resumiu a dois homens: Fernando Alonso e Sergio Pérez não apenas aproveitaram suas chances, como também humilharam totalmente qualquer oponente que pudesse, em teoria, ser mais rápido.

Isso foi possível, em grande parte, por causa dos pneus. Não apenas por causa do momento certo da escolha de trocar um tipo de composto pelo outro, mas também pela indecifrável arte obscura de mantê-los conservados e em uma janela de performance plena, numa situação onde era fácil cometer erros. Um piloto pode passar de herói para um zero à esquerda muito facilmente se seus pneus não funcionam. Nesse caso, começa uma espécie de espiral decadente, porque, se você perde temperatura, não pode andar rápido, perde a confiança e nunca mais consegue recuperar essa janela.

O mais impressionante é que Alonso e Pérez entraram no páreo com pneus de chuva forte, mas se mantiveram no comando da corrida tanto com os intermediários quanto com os de pista seca. Nenhum outro competidor foi capaz de impor qualquer pressão sobre eles.

Para Pérez, a chave para isso foi o primeiro trecho. Chovia antes da largada e todo mundo largou com os intermediários - exceto a HRT, que tomou a brilhante decisão de começar com os compostos de chuva forte. A decisão não funcionou com Pedro de la Rosa, já que o espanhol sequer conseguiu sair com o carro do grid, mas, assim que a chuva começou a apertar na volta de apresentação, Narain Karthikeyan estampou um sorriso de orelha a orelha em seu rosto.

Ninguém mais teve a ideia de adotar tal tática antes da corrida, bem como, igualmente, ninguém mais teve a sacada de entrar nos pits no fim da volta de apresentação, fazer a troca e largar dos boxes. Ninguém ter feito isso foi extraordinário.

No fim da primeira volta, apenas um piloto optou por mudar a estratégia e foi logo Pérez (Bruno Senna também parou, porém forçado, após danificar sua asa dianteira).

"Foi uma boa tática", avalia o projetista chefe da Sauber, Matt Morris. "Temos que dar os créditos ao piloto: ele estava confiante de que a pista estava pronta para os pneus de chuva forte. Foi uma decisão corajosa por parte da equipe também e isso certamente nos colocou em uma boa posição na relargada. Ele [Pérez] é a pessoa que mais sabe como estão as condições. Nós fazemos apenas aquilo que ele nos solicita. Portanto foi uma grande decisão de sua parte".

Na base do "antes tarde do que nunca", os outros competidores lutaram contra uma pista cada vez mais encharcada, enquanto Pérez escalava o pelotão. Quando o safety car entrou, ele estava em terceiro, atrás apenas das McLaren.

Entretanto, antes da bandeira vermelha, Fernando Alonso subiu de oitavo para quinto, ganhando as posições de Sebastian Vettel e Nico Rosberg na pista, herdando outras duas com o incidente entre Romain Grosjean e Michael Schumacher e perdendo um posto para Pérez.

Aqueles que perderam a hora certa de trocar os intermediários por compostos de chuva forte tiveram a chance de reparar a situação quando surgiu a oportunidade de seguir o caminho inverso. Durante o safety car que sucedeu a bandeira vermelha, ouvimos Nico Rosberg confirmando que voltaria aos intermediários. E ele não foi o único: Jenson Button deixou a segunda posição e liderou a fila que entrou nos boxes ao fim da volta 13, quando a bandeira verde foi acionada novamente.

Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Mark Webber estavam entre os que pararam na volta seguinte, deixando Pérez na liderança. O mexicano demorou mais uma passagem para entrar, acompanhado por Vettel.

Assim como no primeiro pitstop, você pode argumentar que a Sauber escolheu um caminho conservador, já que Pérez foi o primeiro a colocar os "mais seguros" pneus de chuva forte e um dos últimos a abandoná-los. Ficar na pista por mais tempo realmente custou tempo ao mexicano e essa filosofia de minimizar os riscos se mostraria ainda mais prejudicial em outro momento da prova.

Enquanto tudo isso acontecia, Button colidia com Karthikeyan e Hamilton perdia tempo em um pitstop ruim, que o forçou a esperar Felipe Massa cruzar pelo pitlane para poder retornar. As situações fizeram com que, na 16ª volta, Alonso e Pérez estivessem em primeiro e segundo lugares.

Em terceiro, Hamilton era a grande ameaça aos dois e parecia ser questão de tempo para que o inglês os devorasse. Mas ele nunca concretizou as previsões e, após algumas voltas, nos demos conta de que aquela prova ficaria realmente entre aqueles caras que já estavam na ponta.

Matt Morris afirma que a Sauber estava ciente de que tinha um bom pacote para aquelas condições. "Sabemos que o carro é bom na chuva e estávamos discutindo isso antes da corrida. Esse era realmente o cenário perfeito para nós. Dadas as características do nosso carro, a pista molhada era o melhor para nós. Sabíamos que tínhamos uma chance realmente boa de estar onde estávamos, ou até de irmos além".

"Quando andamos com os pneus de chuva forte e com os intermediários [nos treinos livres] em Melbourne, vimos o quanto fomos competitivos. Na Malásia, a aderência e o arrasto aerodinâmico que usamos também eram bons para chuva."

Com os pneus intermediários, qualquer deficiência da Ferrari F2012 foi disfarçada pelo talento extremo de Alonso, que fez aquilo que sempre faz quando sente o faro de vitória: atinge outro nível de pilotagem. Dessa forma, a vantagem inicial de 2s4 na 16ª volta subiu para 7s7 na 30ª. Ao mesmo tempo, Pérez, contrariando as expectativas, aumentava a diferença para Hamilton de 6s3 para 15s5. Se o carro se adaptou às condições, também o piloto tem grande parte dos méritos.

"Eu acho que muito disso veio porque Sergio estava em seu ápice, de verdade", relata Morris. "Na comparação com Kamui [Kobayashi], ele estava muito mais confiante no carro. É aquela coisa: quando você está lá em cima, em segundo, perseguindo uma Ferrari, você consegue extrair mais meio segundo do carro".

Com a pista secando volta a volta e alguns competidores começando a ter problemas com os intermediários - Rosberg, Button e Felipe Massa, por exemplo, foram obrigados a fazer uma parada extra -, Pérez começou a se aproximar de Alonso. Foi extraordinário vê-lo fazendo uma volta mais rápida atrás da outra no momento em que a transição para os pneus de pista seca ficava cada vez mais iminente.

Foi Daniel Ricciardo o primeiro a fazer a troca. Os tempos de volta do australiano alertaram todo o pitlane sobre a necessidade de fazer a mudança o mais rápido possível. A decisão fica mais difícil quando você lidera e tem muito a perder, portanto tanto Ferrari quanto Sauber hesitaram. Alonso veio na volta 40 e, para espanto de todos, Pérez ficou por mais uma volta (algo que, para sermos justos, Hamilton também fez).

Novamente, a equipe suíça pecou pela cautela, já que havia uma dúvida coletiva: correr o risco podia representar o triunfo, ao mesmo tempo que poderia terminar em desastre se o piloto passasse por uma área molhada com os pneus de pista seca. Além disso, havia previsão de mais chuva no radar da FIA, algo que deixou todos receosos.

A questão é que a volta a mais certamente custou a vitória de Pérez. Ele estava 1s3 atrás de Alonso antes dos pits e diminuindo rapidamente a vantagem. Imediatamente após sua parada, ele estava a 7s1 do espanhol, tendo perdido um pouco mais de tempo ao engasgar o carro enquanto saía dos boxes.

"Ficamos apenas observando Alonso e Hamilton para ver o que eles faziam", explica Morris. "Também ficamos com receio, já que o radar previa mais chuva , por isso ficamos um pouco nervosos em colocar pneus slick antes dos outros", reconheceu.

"Acho que ficamos realmente contentes com o segundo lugar e não queríamos jogar aquilo fora. Você poderia afirmar que fomos muito cautelosos, mas também tivemos um problema durante o pitstop. A embreagem estava escorregando, talvez porque houvesse um pouco de óleo ou algo do tipo, portanto perdemos provavelmente mais um ou dois segundos ali."

Apenas para aumentar a diversão, Pérez optou pelos pneus mais duros, enquanto Alonso escolheu os médios, com os quais a Sauber não se deu muito bem durante a classificação. Nessas configurações, o mexicano tinha 14 voltas para tirar uma vantagem de 7s1 com relação ao espanhol.

E, como todos vimos, ele quase conseguiu completar a missão, mesmo recebendo uma mensagem de "seja cuidadoso" pelo rádio - algo que alguns interpretaram como uma ordem para não bater de frente com a Ferrari. Dada a frustração que a Williams sofreu na Austrália, quando Pastor Maldonado jogou fora um sexto lugar enquanto perseguia Alonso, o alerta da Sauber foi algo justificável. "Você observa os tempos cada vez mais baixos, as fritadas de pneus e o tamanho da distância que ele tinha que tirar", argumenta Matt Morris.

A seis voltas do fim, Pérez estava a meio segundo, mas o piloto tocou uma zebra úmida de forma muito agressiva e escapou da pista. Depois disso, a luta chegou ao fim e restou ao castigado mexicano acompanhar Alonso até a linha de chegada.

"Acho que foi uma grande corrida de Sergio", elogia Morris. "Ok, você pode ser um pouco crítico, pois havia cinco voltas para passar e ele poderia ter escolhido um lugar mais fácil para atacar. Ele vai aprender com isso e não creio que tenha ficado tão preocupado. Não estamos preocupados", acrescenta.

Em meio a tanta empolgação, ficou fácil esquecer o quanto Alonso fez um grande trabalho com um carro longe da perfeição. Embora Pérez não tivesse sua experiência, o espanhol resistiu a uma enorme pressão. O chefe da Ferrari, Stefano Domenicali, admitiu que, até a bandeira quadriculada, ele não tinha certeza se Alonso realmente ficaria com a vitória.

"Para ser honesto, foi assim até a última curva", disse Domenicali. "Quando Pérez cometeu aquele erro, houve um pouco de alívio. Mas, até a última volta, a volta da chuva ainda era possível", ressaltou.

O resultado deu certo respiro ao time italiano e, se Alonso continuar a marcar pontos e a equipe iniciar a temporada europeia com um carro mais bem desenvolvido, o espanhol pode ser o elemento surpresa deste ano.

E quanto à Sauber? Não há motivos para assumir que o GP da Malásia foi mero acaso. O carro se mostrou bom nos testes e, na Austrália, seu real potencial ficou escondido na classificação, embora pudéssemos ter tido uma amostra de seu real valor na corrida, quando Pérez escalou o pelotão com apenas uma parada.

"Acho que temos um carro competitivo. Em Melbourne, nossa performance foi abaixo do real. Na classificação, Sergio teve um problema de câmbio e Kamui cometeu um erro. Na corrida, os dois carros se tocaram na primeira curva e, enquanto um perdeu aderência na parte dianteira, o outro teve o mesmo problema na parte traseira. Depois, os dois se arrastaram na corrida e ninguém reparou em nós", ressalta Morris.

"Na Malásia, enfrentamos alguns problemas no treino classificatório. Tivemos contratempos na parte mecânica, especialmente com Kamui, que não conseguimos detectar até uma análise posterior dos dados. Acho que isso camuflou um pouco as coisas. Se pudermos extrair um pouco mais de nós mesmos na próxima corrida, não há porque não crer que vamos marcar pontos de novo."

No ano passado, vimos que a Sauber conseguiu atingir o nível máximo de conservação de pneus, o que permitiu ao time adotar estratégias extremas. Neste ano, a situação se mantém. A dificuldade é encontrar o equilíbrio entre o desempenho de classificação e de corrida, conforme a Mercedes já descobriu.

"Estamos perdendo muito tempo nisso", revela Morris. "Nossa performance em corrida é claramente boa e nosso desempenho em classificação melhorou, mas ainda não estamos nos classificando onde sabemos ser as reais posições para o ritmo do nosso carro."

"Na Malásia, tivemos alguns problemas na classificação. Se olharmos para os tempos dos caras que ficaram à nossa frente, exceto Alonso, todos foram muito mais rápidos que nós, portanto essa é uma área onde precisamos fazer um trabalho específico", comenta.

"Esses pneus são muito difíceis de administrar. Eles requerem um tipo diferente de gerenciamento na comparação com os do ano passado e precisamos trabalhar mais neles para a classificação", reconhece.

"Vimos nos testes de inverno que o carro é bom com esses compostos, já que Barcelona é uma pista muito difícil para os pneus. Tudo bem que o carro não se comportou tão bem com os super macios na pista espanhola, mas creio que todos tenham sofrido um pouco com o mesmo problema e que conseguimos lidar bem com todos os tipos de compostos, portanto acho que estamos bem."

Dessa forma, se os carros branco-e-chumbo puderem estar entre os dez primeiros nas classificações, talvez possam proporcionar mais incômodos aos times grandes nas corridas.

terça-feira, 27 de março de 2012

Ferrari protege Massa, mas italianos voltam a pedir troca por Perez

Depois de chamar Felipe Massa de “inútil” devido ao abandono do GP da Austrália na abertura da temporada, a revista italiana Autosprint foi mais amena ao criticá-lo após o 15º lugar na Malásia, prova que teve o companheiro Fernando Alonso como vencedor. O editor Alberto Sababtini falou em tom de “eu avisei” para destacar o calvário do brasileiro e o pódio de Sergio Perez, cada vez mais cotado à vaga de segundo piloto em Maranello, informa o UOL Esporte.

A Autosprint reconheceu que Massa começou bem, chegou a andar em oitavo enquanto Alonso andava em quinto, mas “entrou em crise” e “arruinou sua corrida” ao errar na estratégia e preservação dos pneus. “E no final, em vez de reconhecer a culpa, reclamou da configuração dos pneus”.

O artigo questiona: “Existe algum fã brasileiro que se atreve a dizer que a Ferrari dá um carro mais poderoso para Alonso?”. E, depois de lembrar a mudança de chassi para o GP da Malásia, conclui: “A contraprova tem demonstrado que o problema de Massa está no homem, e não na máquina”.

Por fim, o editor da Autosprint se gabou por ter indicado Sergio Perez para o lugar de Massa no artigo anterior: “Apenas sete dias depois, o mexicano provou ser a revelação do GP da Malásia. É uma coincidência ou um sinal do destino? Para nós da Autosprint, é prova de que nosso raciocínio foi impecável”.

Sergio Perez, que veio da academia de jovens pilotos da Ferrari, insiste em afastar os rumores.

“Como a equipe fez um grande trabalho, meu comprometimento total é com o meu time, a Sauber. Vou ficar com a Sauber por toda a temporada”, cravou o mexicano. Seu pai, no entanto, já admitiu que a Sauber foi procurada por membros da Ferrari para discutir uma possível troca.

Em Maranello, a Ferrari também insiste em proteger o brasileiro. “Precisamos ficar perto de Felipe neste momento. O problema é que o carro é difícil de pilotar. Você precisa ter o estilo certo de pilotagem, e o carro pode ser muito, muito bom. Mas, em outras condições, você pode destruir os pneus”, argumentou o chefe Stefano Domenicali.

“A minha prioridade é assegurar que Felipe tenha a proteção da equipe em sua volta. Precisamos ter certeza de que ele está confiante para levar o carro ao limite, mas sem ultrapassá-lo”, completou Domenicali. Sem nenhum ponto em 2012, Massa voltará às pistas no dia 15 de abril, para o GP da China.

Fernando Alonso também saiu em defesa do companheiro e defendeu a permanência de Felipe Massa: “Com Felipe, somos uma equipe muito forte, muito unida. Não vejo possibilidade de não correr ao lado dele. Em uma corrida normal, quando o carro melhorar, Felipe estará no pódio, o que é a meta para o restante da temporada.”